Blog da semana Mariana Sabido
Um blog de uma fotógrafa que além disso também é mãe. E nota-se. Fotografia e amor, se é que o posso descrever assim.
Uma boa frase “ "A gente conhece os chatos já prontos, não em formação. Talvez houvesse tempo de recuperá-los para o convívio diário e prazeroso se fossem identificados prematuramente e tratados. Está aí um ramo virgem da psicologia". Ivan Angelo, citado por Nuno Costa Santos,
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2015

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Começou por ser um programa virado para os “gap years” (aqueles anos de intervalo que a miudagem faz entre liceu e faculdade, ou faculdade e mercado de trabalho), mas rapidamente ganhou dimensão - e hoje é um programa onde se exploram, convocam e conhecem aqueles que sairam fora da caixa, mudaram de vida, ousaram viver diferente, fizeram-se à vida, eu sei lá: cada história é um ensinamento, cada conversa uma inspiração.
Podem ouvi-las todas aqui, neste link - e acreditem que semanalmente me renovo e renasço quando entro no estudio (e sinto que a Joana Jorge, produtora e “arte-finalista” da coisa, vive o mesmo - o que ainda me entusiasma mais, porque a Joana tem menos umas dezenas de anos do que eu). A paixão da rádio também é isto. E é amor.
Bom. Se for tão gratificante para os ouvintes como é para mim, o “Mais Novos Que Nunca” é mais do que um programa de rádio: é uma injecção semanal de vitalidade, energia, optimismo e boa onda. Sabe tão bem fazê-lo. Sinto-me vivo.



publicado por PRD às 22:20
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2015

Talvez a expressão que mais me encanita quando se fala da crise grega seja esta: “os mercados estão nervosos”. A ideia de umas figuras nervosas - só podem ser pessoas, as máquinas não se enervam, nem as calculadoras, nem as caixas multibanco… -, todas ao mesmo tempo e à mesma hora, é por um lado assustadora, mas por outro dá vontade de rir. Quem são os mercados? A que café vão? Têm nome próprio? Foram eleitos por nós? Se são eles que efectivamente mandam nisto tudo, porque não são ministros e presidentes e primeiros-ministros? Não seria altura de nos deixarmos de tretas sobre esta coisa da democracia e entregarmos de vez o ouro ao bandido - isto é, o poder aos tais mercados?
Onde é que andam o Victan, o Bromalex, o Xanax, entre tantos bons produtos inventados para estas ocasiões, agora  que são tão necessários para os acalmar?
Sinceramente, cada vez percebo menos. Cresci a ouvir falar de democracia e solidariedade, voto de quatro em quatro anos, tenho de aturar aqueles em que não votei em nome de um regime de liberdade e respeito, mas depois acontece qualquer coisinha menos óbvia e é o nervoso dos mercados que manda nisto tudo. O Passos não fica nervoso, nem o Cavaco, nem o Costa - são os mercados. E lixam tudo e todos com a nervoseira.
Dá para trazer os mercados para esta coisa da democracia e sabermos quem são e como se vota - ou não… - neles?


publicado por PRD às 22:21
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

(Crónica originalmente publicada na revista Lux Woman. A deste mês saiu hoje e está linda...)

Terá sido de propósito? Não sei. Mas é verdade: na mesma semana, uma noticia de jornal revelava um estudo segundo o qual os adeptos do Benfica eram potencialmente mais infiéis do que os dos outros clubes, enquanto uma revista lançava no Facebook um inquérito para tentar apurar qual o melhor bairro de Lisboa no que à sexualidade diz respeito. Praticada ou para praticar. Juro.
O inquérito da revista era mais brincalhão e falava da “casa dos bicos”, dos queques de Alvalade, do sexo nos Anjos, e até gozava com os inquéritos deste género, perguntando sobre o volume de respostas falsas que cada um dá (nomeadamente quando se pergunta sobre performance e sucesso sexual…).
Já o estudo que vinha no jornal não era, ao contrário do que supus numa primeira leitura, sobre infidelidade ao clube, mas sobre infidelidade conjugal. Tínhamos então o Benfica no topo da tabela, seguido do Porto e do Belenenses. Os apaixonados da capital do móvel, Paços de Ferreira, eram os mais fieis às suas e seus companheiros…
Na minha qualidade de Benfiquista, não gostei, até porque tenho da fidelidade uma ideia que está para lá da sua identificação sumária. Acho, sempre achei, que ser fiel é uma das formas de respeitar quem está connosco e de nos respeitarmos a nós próprios - logo, é uma das muitas maneiras de sermos verdadeiros, sinceros, sérios. Não menosprezo nem diabolizo o desejo que em dado momento possamos ter por outra pessoa, que não aquela com quem estamos, mas persisto em argumentar que isso se “resolve” da forma mais simples e prática: deixando a mulher/homem com quem se está.
Parece simplista mas não é. No dia em que uma terceira pessoa consegue entrar no nosso mundo emocional, algo está errado no quadro conjugal e é melhor desmontar a tenda, mesmo que mais tarde se volte a tentar montar. Nada mais a acrescentar.
Quanto ao inquérito dos bairros, percebi logo que Alvalade ía perder a corrida - e isso irrita-me, dado que é o meu bairro de sempre. Para mais, sendo lisboeta, sou um pouco “sem terra”, ao menos que possa ser um pouco bairrista…
É claro que depois parei para pensar um segundo e reconheci o ridículo da questão: quero eu, homem de Alvalade, que este bairro seja conhecido pela sua potência, apetência, ou mesmo voragem sexual? Oh meu deus, o mundo está perdido!
Mas não está. Felizmente, não está. Em ambos os casos, estamos a brincar com o que foi tabu tempo demais - a sexualidade, o sexo -, e em nenhum deles vulgarizámos o tema. Perguntei-me sobre se isto eram sinais de maturidade ou de banalização - e parece-me óbvio que, mesmo que em ambiente de brincadeira, é de maturidade que se trata. Capacidade de brincar com o sexo sem cair no estereótipo das diferenças entre homem e mulher, sem sexismos idiotas, sem preconceitos ultrapassados. Ser capaz de brincar com os assuntos ligados ao sexo, não ser taxativo sobre o assunto, parece-me o melhor caminho, ainda que frequentemente tenha a tentação de pensar que banalizamos tudo (o que vale é que logo a seguir acho que amadurecemos…). Tenho com este tema a mesma relação que tenho com o próprio sexo: quando termina, está apenas a preparar o recomeço.
Eu brinco e vejo o humor como lubrificante de todos os temas, todos os tabus. Mas respeito quem pensa de modo diferente e prefira manter alguns assuntos na prateleira dos intocáveis. Na duvida, talvez o melhor dos dois mundos: reduzir o Benfica ao futebol, o bairro onde vivemos ao nosso código postal, e deixar o sexo onde ele deve estar: algures entre a cabeça, o coração, e o resto do corpo.


publicado por PRD às 16:32
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2015

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O melhor parágrafo que li esta semana. No Público, palavras de James Salter ditas a Isabel Lucas.
Sábias palavras: "a nossa vida acaba por ser só memória. Está sempre a ir embora a todo o tempo, a mudar". Tão verdade.


publicado por PRD às 11:13
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Terça-feira, 16 de Junho de 2015

Imaginemos que eu teria uma série chamada “Posts que Nos Fazem Mudar de Ideias”. A Ana Santiago seria responsável por uma mudança de ideias com este, que li no Facebook dela:
“Um dia vou contar aos meus netos, ou aos netos dos outros vá, que cheguei a trabalhar neste evento. Na altura achava que não era das melhores ideias da CML.... embora fosse sempre um dia divertido, apesar de desgastante. Hoje acho que é um acontecimento bonito da cidade, feito com amor por uma equipa dedicada da CML e com muitos apoios de empresas. O que é certo é que eu não me livro das noivas de Santo António, porque elas passam todos os anos à porta da Startup Lisboa, na Rua da Prata. As pessoas adoram, os turistas acham que somos doidos e é uma festa. E isto chega-me. Parabéns Lisboa!”
Li este post. Vi as fotografias. No Telejornal, vi a reportagem e a felicidade deles e delas, os que agora casaram mas também os que já levam dezenas de anos sobre o casamento.
Confesso: comovi-me e mudei de ideias. Perdi a arrogância snob e parva de achar aquela uma cena pirosa na cidade. Aquelas pessoas amam-se e exibem o seu amor publicamente, no dia de Santo António, na sua cidade.
Piroso sou eu, que me armo em carapau de corrida e gozo o que se calhar apenas invejo.
Fiquemos por aqui, que chega de desabafo.


publicado por PRD às 13:13
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