Blog da semana Viajar entre Viagens
Um casal que viaja e conta, mostra, dá dicas. Não são viagens comuns, mas são daquelas que vale a pena, pelo menos, sonhar fazer um dia...
Uma boa frase “A curva demográfica começou a descer em vertigem nos anos noventa e não foi por causa da crise – mas pelas “opções de vida” e pelas “mudanças nos costumes”. Um mercado de trabalho selvagem ajuda à crise, mas a desregulação é muito mais geral e está na cabeça dos “casais em idade fértil”. Ter filhos para pagar impostos e salvar a segurança social dos mais velhos é outro grande incentivo que só aquelas pobres cabeças (os senhores deputados) podiam engendrar.", Francisco José Viegas,
A Origem das Espécies
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2015

Por causa de um programa de televisão que gravei no Porto, marquei via-internet, algumas vezes, um hotel para dormir em Gaia. Já foi no ano passado.
Por causa de uma amiga que passou cá por casa e queria combinar com outra amiga uma viagem a Cabo Verde, o meu computador foi usado para marcar um voo e um hotel para a cidade da Praia.
Até aqui tudo normal.
Menos normal é que, em ambos os casos, não haja, desde aí, um cabrão de um dia em que não receba um mail, ou anúncios em páginas de internet, ou bandas laterais no Facebook, com perguntas idiotas como:
- Pedro, e que tal um fim-de-semana em Gaia com 50% de desconto?
- Ultima oportunidade: vá para Cabo Verde esta semana!
- Gaia espera por si por apenas 20 euros!
- Voar para Cabo Verde é um sonho e custa apenas 100 euros!
Ora…
Ora, eu não quero ir passar fins de semana a Gaia, não estou a pensar viajar para Cabo Verde nos tempos mais próximos, e fico tão incomodado com estas mensagens que até admito que a remota hipótese de me apetecer ir, nos próximos tempos, a Gaia ou a Cabo Verde, fique hipotecada por conta desta intrusão digital no meu pequeno mundo pessoal.
Chama-se a isto publicidade contraproducente. Duma forma mais rude: que se vira contra aquilo que pretende vender. Falta muito para chegarmos a um qualquer ponto de equilíbrio?
Enquanto a coisa vai e vem, deixo-vos com este anuncio. Feito agora, mas à maneira de antigamente. Emocional e como deve ser.

(... E agora vou dar uma volta. Que não passa por Gaia, nem por Cabo Verde. Mas “eles” não sabem, porque não marquei pela net…)

 


publicado por PRD às 17:13
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

capa_IChing.jpg

 

Está já nas livrarias este “I Ching”, uma leitura actual (e portuguesa…) de um clássico livro chinês com mais de 2000 anos. Aceitei escrever o prefácio porque me interesso pelo I-Ching há quase vinte anos, porque acho fascinantes os ensinamentos que encerra, e porque merece ser mais divulgado entre nós. Tenho pouco de esotérico, mas lá está: “não negue à partida uma ciência que desconhece…” Deixo aqui um bocadinho do meu prefácio, uma forma de dar força ao livro e de explicar esta minha atracção por uma obra, no mínimo, surpreendente…

“Nunca acreditei em qualquer coisa que estivesse muito para lá do que a vista alcança ou a lógica sustenta. Mas também nunca deixei de me fascinar pelo que me escapa (ignorância ou receio de saber…), fosse o segredo dos aviões levantarem voo ou a lógica das marés. Ao longo da vida, dei comigo a aceitar que me lessem cartas de Tarot e búzios, e ouvi longas prelecções sobre o mapa astrológica que me calhou. (…)
Porém, só quando conheci o I Ching parei, pela primeira vez, para pensar. Não na fé – mas antes no livre arbítrio que nos leva a decidir em função da razão ou do coração, tantas vezes apenas em função da intuição.  
(…)
Vivemos um tempo bipolar e aparentemente absurdo em que tudo é rápido, fugaz, tantas vezes incompreensível, e a sociedade deixa-se arrastar pelo turbilhão – mas ao mesmo tempo essa mesmíssima sociedade procura paz, explicação, meditação. Competitividade, concorrência, globalização, flexibilidade, insegurança – são tudo palavras antigas que se usam agora mais do que nunca. O tempo é de apreensão – mas é também de fascínio e paixão. Novas tecnologias, redes sociais, o mundo ao alcance de um click. De um lado, a rapidez e o stress – do outro, para compensar, a procura do relaxamento, da nova atitude, seja através de práticas como a do Yoga ou a mais comum massagem, a aromaterapia, a acupunctura.
Parece que o nosso organismo nos pede essa compensação pelos “trabalhos forçados” que lhe infligimos. Sinto esta dualidade diariamente – e procuro, como todos nós, escapar-lhe com os meus momentos, as minhas fugas, os meus segredos.
O I Ching é um desses pontos de fuga. E ao forçar-me a abrandar, por instantes, a agenda do meu dia, muda o curso da vida, na medida em que atrasa um café ou adia uma palavra infeliz que ía escrever. Com tudo o que isso implica. Gosto desse travão numa timeline que quero cada vez mais ser eu a definir. O I Ching é, para mim, apenas isso. É isso tudo”.


publicado por PRD às 21:30
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Sábado, 11 de Abril de 2015

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"Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema".

Pablo Picasso


publicado por PRD às 14:21
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Terça-feira, 7 de Abril de 2015

Há um novo imposto sobre os sacos de plástico que, em nome da sustentabilidade e do ambiente, aumentou a receita do Estado (ou permite-lhe que continue a gastar mais do que pode). Mas, ao mesmo tempo, criaram-se leis e decretos que obrigam à impressão em papel de facturas, com ou sem numero de contribuinte - ou nas duas formas, que ainda é mais estapafúrdio. Até as declarações anuais de rendimentos dos profissionais livres são emitidas em papel e enviadas por correio para casa dos contribuintes.
Exemplo banal: pago diariamente 65 cêntimos por um café cujo recibo que me dão mede 70 centímetros quadrados. Adorava que alguém fizesse contas sobre o peso da sustentabilidade e do impacto ambiental desta parvoeira que o Governo inventou para controlar e cobrar impostos.
Somos cada vez mais digitais, cada vez mais ecológicos, saudáveis e defensores do ambiente - tanto quanto assistimos, impávidos e serenos, a este absurdo do papel impresso por todo o lado em facturas e recibos.
Amanhã taxam-nos o pensamento e obrigam-nos a imprimi-lo, não vá fugirmos ao imposto sobre o que nos passa pela cabeça. O pensamento leva NIF ou pode ser factura simplificada?


publicado por PRD às 15:23
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2015

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Sim, este blog continua a ser minha sala de estar, onde entra quem eu quero e convido, onde digo o que me passa pela cabeça, e oiço e aceito as criticas que não ofendem nem insultam, e onde também “me vendo” sempre que acho que faço alguma coisa de jeito.
Por acaso, acho que este “Mais Novos que Nunca” está a ganhar corpo como programa de novas tendências, descobertas sobre vidas alternativas, e mesmo como plataforma de comunicação entre quem escolhe caminhos diferentes dos óbvios. Como é o caso da Mariana.
Sei que me fica mal, mas ainda assim arrisco sugerir que oiçam… Aqui.


publicado por PRD às 11:13
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