Blog da semana A Place For Twiggs
Um blog que junta o melhor de dois mundos: uma fotógrafa e o seu talento mais a fotografia e o negócio que pode gerar...
Uma boa frase “É urgente ir para a clandestinidade da reflexão lenta, fugir da propaganda de rodapé, abandonar essa patológica obrigação de nos licenciarmos (ao domingo também) em todas as disciplinas que não dominamos. O silêncio agradece.", Nuno Costa Santos,
O Marginal Ameno
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2014

Um dos meus jornais favoritos em papel é o dominical britânico “The Observer”. O grafismo, os colunistas, a abordagem aos temas da semana, fazem dele muito mais do que uma edição de domingo do “The Guardian”. É ainda um pequeno luxo no mundo dos jornais impressos.
O problema do Observer é que… não chega a Portugal! Por isso, só quando vou a Londres (que saudades…), ou quando alma caridosa aceita o meu pedido e compra a edição antes de embarcar para cá, consigo deitar-lhe a mão.
Foi o caso. E foi um bom caso…
Além da edição de domingo passado incluir a revista mensal Food Monthly - para amantes da cozinha, um excelente extra… - inclui uma serie de matérias que me animaram a existência. A principal delas é uma entrevista longa com James Daunt, o CEO da rede de livrarias Waterstones, que anuncia o regresso ao verde dos indicadores financeiros da empresa.

observer.jpgDepois de uma profunda crise (financeira, a que se juntou a explosão das redes do tipo Amazon, os ebooks, etc), que praticamente anunciou o fim das livrarias clássicas, Daunt iniciou em 2011 um plano de recuperação das lojas, na sequência da compra da empresa pelo um milionário russo Alexander Mamut.
O resultado é, três anos passados, o anuncio do break even no final das contas deste ano, e notícias de expansão: depois de fecharem 60 lojas até 2011, agora começam a abrir novas livrarias em toda a Grã-Bretanha.
James Daunt fala com entusiasmo de novos conceitos de loja - com maior luminosidade, sempre com um café incluido, com zonas de papelaria, gadjets, até brinquedos. Escolhas inteligentes na exposição dos livros, aconselhamento cuidado ao comprador (que volta sempre que lhe agradou o livro recomendado). Espaços acolhedores onde se possam passar bons bocados - por oposição a estações de correio onde se espera de pé para levantar a encomenda da Amazon…
O optimismo de Daunt, e a forma apaixonada como fala de livros e leitura, animou o meu domingo.
E fez-me acreditar que um dia ainda vou ter uma livraria…


publicado por PRD às 11:29
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Domingo, 14 de Dezembro de 2014

fotografia-61.jpg

E pronto: volta mais uma semana de TPC - Tanto para Conversar -, comigo de segunda a sexta, depois das 23:30, na RTP2 (e depois, na net, em RTP-Play). Desta vez são programas inéditos… A saber:
Amanhã, segunda-feira: Ricardo Araújo Pereira.
Terça-feira: Cláudia Clemente
Quarta-feira: Nuno Costa Santos
Quinta-feira: Jamila Madeira
Sexta-feira: José Luis Peixoto.
E é isto.


publicado por PRD às 22:00
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014

vf.jpgÍa começar a reler os “Contos”, de Vergílio Ferreira. Então apanhei este primeiro parágrafo do primeiro conto (“Adeus”), e fiquei ali, preso ao génio e à perfeição. Às palavras todas ditas sem falta nem excesso. Vejam só:

“Não lhe pedi que viesse. Pedi-lhe só que às dez da noite, e pela última vez, a sua lembrança me esperasse ao caminho. Cheguei cedo e sentei-me. Quando soasse a hora, eu queria senti-la ao pé de mim, não bem no seu corpo, não bem nas suas palavras, mas apenas naquele sossego azul que tornava o mundo perfeito. No momento combinado, eu havia de respirar o sonho de quando não sabia que era sonho”.

"Sossego azul"? Depois de ler isto, dei por encerrada a noite de leitura. Não faltava já nada.


publicado por PRD às 23:48
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

feira.jpg

Ontem entrei nos terrenos que foram, na minha infância e juventude, a Feira Popular (local de romagem obrigatória no ultimo dia de aulas do Liceu, todos os anos…), e onde agora, durante esta época natalícia, se montou um improvisado mini parque de diversões, atamancado num chão degradado e até perigoso, pouco asseado e demasiado barulhento. Bom, os putos divertem-se, e isso é que interessa.
Porém, olhando aquele vasto terreno em pleno centro da cidade de Lisboa, e face às notícias de que a Camara de Lisboa tenciona vender aquilo tudo no decorrer do próximo ano (está inscrito no Orçamento da CML), não consegui deixar de pensar em todos os grandes negócios que foram feitos nos últimos anos entre Estado e privados, como não consegui que o meu pensamento fugisse do Estabelecimento Prisional de Évora, como derrapei no BES, e acabei meio zonzo com a imagem de Isaltino…
Resumindo: temo o pior. Não sei se não prefiro aquilo assim, intocado, mesmo que abandonado. Ou transformado em jardim publico. Qualquer coisa menos negócios que daqui a uns anos vão dar noticias de jornal. Más notícias.

(Chegámos a este ponto: o medo de abrir mais um capitulo de miséria e crime leva-nos a admitir que é melhor ficar quieto. Não fazer. Não mexer. Não avançar. Há pior sintoma?)


publicado por PRD às 13:04
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014

 É ouvir a Antena 3, é ver a RTP-2, é ir à Net, é ligar, é passar no Terreiro do Paço. Ajudar toca a todos. Vamos lá.


publicado por PRD às 12:38
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