Blog da semana

Um amor atrevido
Há mais de 10 anos que a Sofia Vieira ensaia aqui a sua excelente escrita, a sua criativa ficção, seguramente fina mistura de realidade e fantasia. Gosto de a revisitar.

Uma boa frase

“Há uma coisa que se pode dizer dos políticos da nossa terra: Têm todos uma enorme vocação oculta para serem banqueiros ou construtores civis. Vá lá saber-se porquê". Luís Menezes Leitão,
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Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2016

O vídeo, sobre as regras de segurança, que circula nos aviões da TAP, no âmbito dos Jogos Olimpicos, é uma belíssima ideia - digna de uma companhia de bandeira, orgulhosamente nacional...

Vale a pena ver:

 


publicado por PRD às 12:35
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Domingo, 26 de Junho de 2016

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 @CCB, Colecção Berardo


publicado por PRD às 17:30
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Está na entrada do CCB, Museu Colecção Berardo...

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publicado por PRD às 17:13
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Sábado, 25 de Junho de 2016

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publicado por PRD às 14:30
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(Crónica de quinta-feira passada, na plataforma Sapo24. De propósito, só hoje a partilho aqui...)


Hoje é o dia. Hoje vamos saber se a Grã-Bretanha vai fazer desmoronar a União Europeia - ou se, não a desfazendo, a vai deixar ferida, enquanto o país recupera da explosão programada que criou no reino de vários reinos…
As sondagens foram variando ao longo do tempo, mas é evidente que todas mostram o mesmo cenário: uma profunda divisão interna, provocada por fenómenos tão díspares quanto a imigração e a moeda única, o terrorismo e a balança comercial. Neste quadro, o debate foi de tal forma confuso, que até a intenção de voto dos ingleses se foi dispersando ao longo do tempo.
Como português, e defensor da causa europeia, espero que o referendo mantenha o Reino Unido debaixo da bandeira azul estrelada. Mas não deixo de pensar nos paradoxos desta “união”, um mês depois de ter aterrado em Manchester, onde estuda o meu filho, e me ter voltado a confrontar com duas moedas, câmbios e taxas de juros nas operações bancárias. Na verdade, a Grã-Bretanha tem estado sempre com um pé dentro e outro fora do projecto europeu, numa fina mistura entre o “adepto” e o “sócio”. Sem colocar numa balança o que ganha e perde com esta postura, ela traduz uma eterna desconfiança em relação à UE, e uma ameaça permanente sobre a ideia fundadora desta União. Por outro lado, ao mesmo tempo, enquanto trocava euros por libras, não deixava de notar em placas como a que está pregada numa pequena ponte no MediaCityUK, uma renovada zona da cidade onde hoje funcionam, entre outras, a BBC: “This project has been part-financed by the European Community”…
… O melhor dos dois mundos, portanto. Não deixa de recorrer aos financiamentos possíveis na Europa, como não deixa de criticar políticas sociais que podem levar a um fluxo migratório indesejável neste momento. Duvida da União, mas beneficia por lhe pertencer, ainda que parcialmente.
O que daqui resulta, neste dia de referendo, é uma questão mais global e abrangente: saber até que ponto o Reino Unido, centro da democracia mundial, vai saber, com a palavras dos seus cidadãos, mostrar que permanece fiel às ideias humanistas que também orientam a União Europeia, mesmo quando falha nas suas intenções. E tem falhado bastante.
Porém, há que reconhecer a evidência: estaríamos hoje bem piores se não tivesse havido quem pensasse um projecto europeu. E não falo apenas dos países mais pobres. Falo também daqueles que, no equilíbrio possível entre economias diferentes, puderam crescer num espaço sem ameaças maiores nem abismos nas fronteiras. Nesta Europa cheia de imperfeições, todos ganhamos com a União - ao contrário da ideia feita segundo a qual os países mais pobres beneficiam mais do que os ricos… -, e até o dividido Reino Unido faz parte dos que têm mais a ganhar do que a perder. Mais logo saberemos se os britânicos pensam o mesmo…

 

(Agora, que já sabemos o desfecho desta novela, resta lamentar a decisão de uma escassa maioria, que provavelmente não viverá o suficiente para sofrer as consequências da noite escura que criou... Ao mesmo tempo, abriu sem querer um dossier que há muito os europeus reclamam: o que confronta a Europa que os cidadãos querem - e a maioria, estou convencido, quer mesmo... - com a Europa que os políticos têm criado e alimentado. São diferentes, parece claro.)


publicado por PRD às 12:15
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Domingo, 19 de Junho de 2016

 


publicado por PRD às 13:29
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

 


publicado por PRD às 20:00
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2016

Hoje dei uma última volta pela Feira do Livro - a terceira, depois de duas visitas cirúrgicas, para estar com amigos autores em sessão de autógrafos. Acabei por não comprar nada: nas novidades, o que me interessava já tinha; nos alfarrabistas, onde me demorei mais de uma hora, o único livro usado que quis comprar custava 30 euros, o que achei um roubo descarado. Arrependi-me de não ter comprado, por metade do preço, o álbum com capas de Jornais do século XX que a Tinta-da-China editou - mais dia, menos dia, lá chegarei…
Gosto da Feira, sempre gostei, mesmo no tempo em que eram barraquinhas simples na Avenida da Liberdade. Passei por todas as fases, também lá me sentei em tardes intermináveis a tentar dar autógrafos nos meus modestos livros, e agora passeio por entre os pavilhões como quem anda pelo Chiado. Com gosto, mas sem objectivo especifico.
Nos últimos anos a Feira do Livro de Lisboa tem ganho novo alento e dinâmica mercê de eventos paralelos, da música ao teatro, da “street food” aos debates, e sou dos que defendem que esse é o caminho certo para que nunca se perca este movimento de milhares de pessoas, de todas as idades, a passear pelo Parque, e a conviver com livros de toda a espécie.
Feito o elogio e defendido o conceito, não resisto a reproduzir o diálogo mais divertido que tive. Foi com a Joana Stichini Vilela, com quem partilho a apresentação do programa Central Parque. É a piada do ano sobre a Feira. Para mim, claro.
Pergunta ela:
- Já foste à Feira do Livro?
- Já, fui ontem pela primeira vez…
- E que tal, comeste bem?


publicado por PRD às 19:19
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Sábado, 11 de Junho de 2016

... Agora que estou a ler "O Curso do Amor", deste mesmo Alain de Botton - que até pode ser o "filósofo popular" que as elites intelectuais desprezam, mas nem por isso deixo de gostar e recomendar...

 


publicado por PRD às 12:12
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2016

(Crónica de ontem na plataforma/newsletter Sapo24)

Aqui há dias, em Lisboa, numa grande superfície comercial, estava numa sapataria quando se ouviu um estoiro, algo que parecia ser um tiro, fora da loja, mas perto de nós. Assisti a um momento único: num ápice, a loja ficou vazia, havia sapatos espalhados pelo chão, e olhando o corredor daquela ala, percebi que as dezenas de pessoas que andavam às compras se apressaram a procurar lugar seguro, ou pura e simplesmente sair para a rua. O estoiro terá sido de um infantil e ingénuo balão - mas a reacção da massa colectiva foi semelhante à de uma potente bomba…
Umas semanas antes, tendo passado por Manchester, testemunhei o alarido mediático de uma ameaça terrorista no estádio do Manchester United - que levou à evacuação do recinto e adiou o ultimo jogo da “Premiere League” -, e veio a verificar-se ser apenas uma “falsa bomba”, estupidamente esquecida pela empresa que, dias antes, tinha justamente testado o sistema anti-terrorista no estádio do clube inglês…
A estes dois casos, inocentes e sem fundamento, juntou-se esta semana a captura de um presumível terrorista que, dizem as autoridades, estaria a planear 15 atentados terroristas em França, durante o Euro 2016. Foi detido pelos serviços ucranianos de segurança, há algumas semanas, mas só agora a notícia foi revelada. O arsenal que estava na sua posse é de respeito: cinco armas-automáticas Kalashnikov, mais de 5.000 balas, dois lança-mísseis, 125 quilos de dinamite e 100 detonadores…
Os media aproveitaram a embalagem da notícia para exibirem as medidas de segurança já visíveis em França, junto aos estádios, mas também nas principais atracções turísticas de Paris, e nas cidades por onde vai passar o futebol. Até a nossa selecção tem protecção especial. São manifestações de força, de prevenção, e formas de passar ao cidadão comum uma ideia de segurança, de paz, sem a qual o Europeu de futebol não pode ser bem sucedido.
Porém, como cantou Sérgio Godinho, “Na vida real as aparências estão do outro lado do espelho” - e a verdade é que estes três episódios revelam uma outra face da realidade: o Ocidente receia o Estado Islâmico, o fundamentalismo, a loucura que não poupa nada nem ninguém, que não olha a meios para atingir fins - e que, acima de tudo, tem conseguido quase sempre surpreender nos momentos menos esperados, nos lugares mais improváveis.
Nessa medida, o mais provável é que o Campeonato Europeu de Futebol decorra com normalidade, sem ataques, sem ameaças, sem mácula. Mas o objectivo fundamental do terrorismo islâmico já está mais do que conseguido: incutir em todos nós a semente do medo, o culto de prevenção, e a tranquila aceitação de políticas violadoras da nossa privacidade, e da nossa liberdade de movimentos, em nome da segurança, em nome da paz.
É a mais perversa das vitórias: sem mexerem um dedo, eles conseguem que cedamos em tudo, em todas as frentes, e nos deixemos conduzir como marionetas, sem cérebro nem liberdade - mas com a quase absoluta certeza de chegarmos a casa vivos depois de cada jogo. Ao que chegámos.


publicado por PRD às 14:52
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