Blog da semana Le Big Eco
Um blog muito sustentável, ecológico, saudável, maternal e pedagógico da Joana Seixas.
Uma boa frase “Vem de mãos a abanar como todo o homem antes da morte. Morrer é não ter nada nas mãos..", Nuno Costa Santos,
O Marginal Ameno
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
Pesquisa
 
Ligações Antena 1
Janela Indiscreta em texto
Janela Indiscreta em rádio
O Hotel Babilónia na Antena 1 (com o João Gobern)
No Biography Channel
Lux Woman, a revista onde escrevo todos os meses

Arquvo
2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


Mais comentados
83 comentários
70 comentários
59 comentários
Subscrever
Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

Há anos que não vou ao Coliseu, porque me cansei de me sentir figurante gratuito (e obrigado a filas e horários e lugares...) numa festa de outros. Mas sou grato aos Globos de Ouro, e à Caras, pelas 4 nomeações que recebi ao longo destes anos. E se ontem pudesse ter decidido atribuir um prémio, era mesmo para esta Capicua (nomeada) e para este tema (não-nomeado).

É assim: cada um dá os globos que tem…


publicado por PRD às 15:07
link | comentar | ver comentários (1) | favorito (2)

Sábado, 23 de Maio de 2015

ric e son.jpg

Todos os anos, no dia 1 de Abril, apesar de ser dia das mentiras, eu e a Sónia Morais Santos trocamos nem que seja uma SMS muito verdadeira: faz anos que começámos a trabalhar juntos (ela jovem jornalista vinda duma rádio local), numa pequena empresa que produzia conteúdos e onde nasceu, mais tarde, o DNA. No ano que vem passam 20 anos sobre o dia em que a Sónia entrou pela primeira vez nos escritórios da Pretexto, ali ao Rato, tímida, de camisola com ursinhos bordados, e assustada com tudo, menos com a vida.
Mas essa data é bem menos importante do que outra, que ocorreu quatro anos mais tarde: a mesmíssima Sónia, já então jornalista de pleno direito e parte integrante da equipa que fez do DNA o sucesso que ele foi, casava com o amor da sua vida, o Ricardo, que conheceu ali nas escadas no DN. Eu vi aquele amor nascer e tive a felicidade de ser convidado para apadrinhar o casamento deles.
Os anos passaram. Hoje, a Sónia Morais Santos é reconhecidamente uma talentosa escritora, jornalista, blogger e radialista. Tenho um orgulho infinito nela - e nunca deixo de referir o seu exemplo para testemunhar que neste mundo de merda há gente que sobe apenas pelo seu trabalho. A Sónia é um desses casos: respondeu a um anuncio que publiquei no jornal e foi escolhida por mérito, sem padrinhos nem apelidos. Chegou onde chegou exclusivamente pelo seu talento, paixão, dedicação, entrega - e seguramente, também, pelo amor do Ricardo e o equilíbrio que este feliz encontro lhe deu.
Hoje, a Sónia e o Ricardo festejam, com os seus quatro filhos, família, e amigos, 15 anos de casamento. E fazem bem em festejar: não apenas é cada vez mais difícil ver casamentos durarem tantos anos, como raros são os que duram COM FELICIDADE DENTRO. É o caso. Não conheço nenhum outro casal, com menos de 50 ano, tantos anos tão consecutivamente feliz…
Sou um padrinho desnaturado que liga pouco aos afilhados - mas vai sabendo, lendo, à distancia, por amigos, nem que seja num telefonema de meia-hora, de quando em quando, com a afilhada, o que a casa gasta. E sei que gasta dedicação, compreensão, humor, sentido de família, e acima de tudo, e à frente de tudo, um enorme, enorme amor.
Repito: não sou um bom padrinho. Mas acreditem que tenho o maior orgulho em ser padrinho deste casal que me alimenta esperança, me inspira, e me convoca para o que quero também do resto da minha vida.
Sónia e Ricardo: hoje, como há 15 anos, assino por baixo.

(A fotografia é de 1998, festa de aniversário do DN, se bem me lembro o namoro estava no começo, e eu andava fascinado com as máquinas digitais e fotografava tudo o que mexia. Eles mexiam…)


publicado por PRD às 16:36
link | comentar | ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 22 de Maio de 2015

fotografia-8.jpgQuando, há um ano, decidi que seria eu próprio a tratar de levar o carro à inspecção obrigatória no seu quarto “aniversário”, avancei com segurança absoluta: não apenas o veículo estava em condições, como nem um sinal de alerta se manifestava dentro ou fora dele.
Porém, no fim da inspecção, o carro “chumbou” porque a direcção não estava alinhada. Estranhei, mandei alinhá-la, voltei lá, paguei o suplemento respectivo, e fui à minha vida. Basicamente, perdi tempo, dinheiro, e um ansiolítico.

Mas desde esse dia que “não se me acaba o espanto” (expressão roubada, por isso entre aspas) com o numero de carros que vejo circular por aí sem piscas, sem sinais de stop, deitando fumo por tudo quanto é lado, com escapes rotos, enfim: em condições que obviamente pediam reparação, revisão, e chumbo na inspecção. Táxis incluídos.
Leio agora no Público esta noticia que conta que, no Porto, “havia veículos que passariam na inspecção sem nunca entrarem no centro que os aprovava. A troco de umas dezenas de euros, os inspectores fechariam os olhos e tratariam da papelada sem que a viatura fosse sujeita a qualquer teste. A Polícia Judiciária (PJ) que investiga este caso há uns meses, efectuou esta quarta-feira uma operação no centro localizado na zona industrial do Porto. E deteve, em flagrante delito, nove inspectores que lá trabalham, indiciados pelo crime de falsificação de notação técnica. No centro do processo estão, contudo, suspeitas de corrupção”.
É certo que estou em Lisboa e fiz cá a inspecção. Mas esta noticia deixou-me, uma vez mais, com a pulga atrás da orelha. Um otário nunca anda só. Ou nunca conduz só. Como queiram.


publicado por PRD às 11:28
link | comentar | ver comentários (2) | favorito

Quarta-feira, 20 de Maio de 2015

(Crónicas originalmente publicada na revista Lux Woman. A deste mês já saiu, está aí...)

Sou daqueles seres incuráveis que pertencem a um passado mais do que passado: ainda compro jornais diários em papel. Não há dia em que não pense no contra-senso de um produto que, no momento em que o adquiro, está dez horas desactualizado, e cujo conteúdo posso ter gratuitamente em várias plataformas. Mas compro na mesma.
Entre outras virtudes - há algumas, apesar dos tempos… -, as edições em papel ainda têm o chamado “pequeno anuncio”. Porém, desde que a crise se instalou, reparo que boa parte do pequeno anuncio dos jornais é ocupada com comunicações sob a designação “Carta Fechada”. Titulo mais romântico seria difícil - mas de romântico não tem nada. São os anúncios das empresas falidas cujos bens se disponibilizam para compra através da tal “carta fechada”. Doeu-me o confronto entre a beleza da expressão “Carta Fechada” e a sua efectiva tradução. Por outro lado, senti que havia, ainda assim, algum sentido na potencial modernidade da ideia. Não vale a pena fugir: o tempo da carta morreu. Como do telex ou do telegrama. Quando temos cartas na caixa do correio, é quase sempre pelas piores razões: contas para pagar, avisos de suspensão do serviço, ameaças da Autoridade Tributária, convites despersonalizados para eventos a que não pretendemos comparecer.
Vou mais longe: se nos aproximarmos da actualidade e entrarmos no mundo do mail, mergulhamos no universo negro da esquizofrenia postal. A sério: as finanças acham que as cinco da manhã de domingo constituem um bom momento para enviar mails devastadores, e há associações de pessoas que “gostam de ver aves” a usar listas de mails que incluem pessoas como eu, que sobre a palavra “ave” só me ocorre a bela perdiz com couve e feijão branco…
O meu dia começa com a limpeza deste correio “mau”, numa espécie de atitude pro-activa que me lembra o anuncio que falava do “bate-escova-aspira”. Mais tarde, ao final da noite, volto à carga e repito a operação.
A ideia de correio mudou de tal maneira que tenho a profunda convicção de que, nos dias que correm, a melhor forma de dar nas vistas, e ter alguma notoriedade numa mensagem que queiramos transmitir, passa de novo pelo velho processo da carta pessoal, de preferência escrita (ou pelo menos endereçada…) à mão. A essas eu ligo. Quem não liga? Um envelope com a letra trôpega, e a morada rasurada, deixa-me em pulgas - ao contrário de uma carta do Banco, que é quase sempre indiferente. Ou indesejada. Mesmo quando perfeita.
E tudo isto vem da Internet e da mudança que operou na nossa forma de comunicar, viver, e até… amar. Penso muito sobre isso.
Exemplo: temos agora um Papa modernaço e disponível para o debate. Mas ainda não vi ninguém chegar-se à frente com uma proposta que me parece não apenas ajustada como essencial. A saber: faz sentido, nos votos do matrimónio, falar na saúde e na doença, nos momentos bons e maus, e não ser ainda expresso algo como “com ou sem facebook”?
Não adianta fugir com o rabo à seringa: a maioria dos divórcios já não tem a ver com saúde e a doença, ou a riqueza e a pobreza, mas com parvoíces no Facebook ou sms’s que revelaram mais do que deviam.
Vamos fazer de conta que não existem? Vamos fazer anúncios a falar de “cartas fechadas”? Se a comunicação é a chave mestra dos dias de hoje, então as palavras têm quase força de lei. Está na altura de mudar discursos, titulo, definições e conceitos.
Quando voltar a casar, gostava de dizer “prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no Facebook e no twitter, no Instagram ou mesmo por mail, todos os dias da nossa vida, com ou sem roaming, e mesmo que não tenha rede ou bateria no telefone”.
E se fosse possível, para voltar ao começo, também gostava que uma carta fechada não fosse mais do que isso: uma carta fechada à espera que o destinatário a abra. Como um jornal à espera de quem o compre. Ou um amor puro e sem intermediários. Talvez apenas sonhe com um tempo em que voltaremos a ser verdadeiros. Nos actos como, previamente, nas palavras que os antecedem.


publicado por PRD às 21:56
link | comentar | favorito

Terça-feira, 19 de Maio de 2015

maria

A última vez que estive com ela foi há ano e meio, no enterro do seu amor, Rui Valentim de Carvalho. Gostava de Maria como se gosta de uma madrinha, ou de uma tia - alguém que está sempre perto mesmo quando parece longe. Fico triste com a sua morte, fico muito triste por não ter tido tempo de lhe dar um último abraço. Consola-me apenas o facto de, a ser assim a vida depois da morte, ela estar agora de novo ao lado do seu Rui.

E deixo as palavras justas e certas de Delfim Sardo:

"Maria Nobre Franco era luminosa, com a intensidade de uma sensibilidade que a fez compreender o seu tempo, por vezes irritar-se com a pequenez e o provincianismo, mas sabendo sempre que pouco importa que não seja a generosa partilha. Foi esta dimensão, da civitas como espaço de troca, de oferta da arte à fruição, que a moveu, que nos moveu com ela e que agora mora, mais silenciosa e cega, nas obras que por ela esperam e que, mais solitárias, a saúdam.” 

 

Não sei de quem é a foto (se alguém souber, que me diga, gosto de dar o seu a seu dono), mas gosto de a recordar assim, como era: alegre, leve, de braços abertos à vida


publicado por PRD às 20:24
link | comentar | ver comentários (1) | favorito


Post-it

Ler mais

Ler mais