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“Um dia ouvi e nunca mais esqueci isto: "Há os que pensam e não escrevem e os que escrevem e não pensam". Não é fácil conseguir o equilíbrio entre pensar e escrever. ", Pedro Lains,
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

É uma história sem qualquer importância, mas diz alguma coisa, simbolicamente, sobre o estado do jornalismo. Não mais do que isso. E conta-se assim:
No domingo, 12 de Outubro, a revista 2 do jornal Público trazia uma matéria de duas páginas, assinada pela jornalista São José Almeida, sobre o novo programa da RTP-I “Barca do Inferno”. Surpreendeu-me o titulo, “Uma barca de mulheres para quebrar o telhado de vidro da TV”, e estes dois parágrafos:

  • “Barca do Inferno quebra ainda com uma outra hegemonia, a do dominio dos homens no espaço público mediático de comentário. É o primeiro programa de debate de actualidade feito apenas por mulheres”.
  • “Uma solução que parece inverter em espelho o estereótipo de que o comentário político e televisivo é território masculino. E deste modo pode contribuir para quebrar o telhado de vidro que aparentemente não se vê, mas está lá, tapando o acesso ao espaço público mediático e mantendo aí as mulheres invisíveis”.

Ora, perante o facto de haver aqui um erro factual, escrevi um mail à jornalista São José Almeida onde corrijo o que, de alguma forma, justifica a matéria e até está na sua origem: “uma busca simples no google permitir-lhe-ia verificar que a mesma RTP-I (à época RTP-N), teve nos anos 2010 e 2011 (ou seja, há apenas 3 anos...) um programa de debate de actualidade só com mulheres, moderado por mim, chamado “Fala Com Elas”. Tinha um painel fixo (Isabel Stilwell, Estela Barbot e Joana Amaral Dias, entretanto substituída por Manuela Azevedo e por fim por Bárbara Coutinho), e sempre uma convidada diferente. Abordavam-se os temas da semana, da politica à economia, do desporto à cultura, nacionais e internacionais, ao longo de uma hora. Todas as semanas. Não sei se terá sido o primeiro programa de actualidade só com mulheres na televisão nem tenho a pretensão de ter louros de inovação - mas sei que a Barca do Inferno não é de todo o primeiro.
Fico triste quando o trabalho feito é esquecido e ignorado, em nome de um entusiasmo que oblitera a necessário investigação ao passado. Mas enfim, são coisas que acontecem, e achei que lhe devia dizer. Se entender que merece correcção nas páginas do jornal, fico grato. Se tal não ocorrer, também não vem daí mal ao mundo”.
E não vem mesmo. A jornalista São José Almeida não achou o meu mail merecedor de resposta pessoal nem de correcção no espaço “O Público errou”. A matéria continua online aqui. Percebe-se que ficaria esvaziada e sem sentido se porventura fosse corrigido o erro e assumida a negligência. Mas para quê? No meio do barulho das luzes, tudo passa, nada fica. Daqui a nada já nem eu me lembro disto.


publicado por PRD às 15:02
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

IMG_3848.jpg

Na terça-feira encontrei o Edgar Pera no lançamento lisboeta do livro “A Casa Azul”, da sua mulher, e minha amiga, Cláudia Clemente. Falámos na combinação que eu tinha com a Cláudia de gravar hoje, quinta-feira, uma edição do TPC com ela nos estúdios da RTP-Porto.
E vai ele e diz:
- Adoro a viagem de comboio para o Porto. Escrevo imenso, tenho ideias, leio, é a viagem perfeita.
Concordei e acrescentei:
- … E ainda dá para dormir um bocadinho… No momento em que começa a cansar, e nos fartamos, a viagem termina. Foi muito bem estudada, esta cena…
Rimos os dois. Foi bem estudada a distância de Lisboa ao Porto? Não foi estudada. Mas calhou bem. Receio que a distância em horas de comboio seja mais curta do que, muitas vezes, a distância efectiva nas oportunidades, no acesso ao poder, na efectiva realização. Mas isso seria outra discussão.
Por agora, apenas o facto: as duas horas e trinta e picos minutos que nos separam no Alfa são boas, úteis, e dão para quase tudo. Quase.


publicado por PRD às 15:26
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2014

 ... Quando, por exemplo, oiço esta extraordinária canção de Vitor Ramil e me rendo à conjugação de futuro e presente e passado em verbos que aparentemente se desencontram - mas, afinal, se encontram num sentido único com todo o sentido do mundo.

Em momentos destes, de descoberta e revelação, tenho a certeza: ainda há muito a fazer com a bela língua portuguesa. E claro, "a nossa pátria é a nossa língua".

(Sim, é a segunda vez que posto esta canção em poucos dias, mas que querem? Não lhe resisto e agora é a versão completa e ao vivo.)


publicado por PRD às 15:16
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Leio uma crónica na revista de domingo do El Pais sobre uma revista francesa, com nome inglês - “Well, Well, Well” - que se destina ao mercado homossexual feminino. A crónica é sobre a questão do target, a mim interessou-me mais o conceito. Tem duas edições anuais e custa 15 euros. Não é caso único: há mais revistas cuja periodicidade não é já a do costume (semanal, mensal), com volumes de páginas e preços muito fora do comum, e formatos ainda mais variados - e todos os dias se fazem novas experiências com o velho e bom papel, tão delicioso quanto fora de moda.
Todos sabemos que as modas mudam.
O que mais me agradou na crónica foi saber da designação que encontraram para estas revistas “fora de formato”, que nem são as clássicas comerciais nem as óbvias digitais. Chamam-se “Mook” - mistura fina de “magazine” com “book”. Gostei do conceito. Ando a pensar nele, não consigo deixar de pensar nele.


publicado por PRD às 11:21
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

 

TPC - esta é a semana em que repetem na RTP-2 os meus cinco primeiros programas da série Tanto Para Conversar. A estreia foi a 10 de Junho, com o árbitro Carlos Xistra. Seguem-se Fernando Alvim, Pedro Adão e Silva, São José Correia, e Joao Tordo. Até sexta, todas as noites, 23:20...


publicado por PRD às 15:22
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