Blog da semana Advérbio de Moda
O novo blog de Nuno Miguel Guedes, jornalista, bom amigo, e a alma das noites de poesia no "Povo". Um escritor à espera que alguém o obrigue a publicar...
Uma boa frase “São todos inocentes até deixarem de ser. Nunca pensei, em toda a minha vida, que Portugal seria um desses países cheio de corruptos que associava às ditaduras da América do Sul. Mas vejo agora como a corrupção sempre medrou como a merda.", CAT,
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Desde que me lembro de ser gente que oiço falar no Segredo de Justiça. Mas, tal como sucede com o Pai Natal, deixa presentes mas nunca o vi. Pelo contrário, esfuma-se sempre que precisamos dele para a determinante prova de vida.
Agora, com o caso Sócrates, entre o jornal Sol e o Correio da Manhã, o Pai Natal largou os seus presentes e bazou novamente - segredo de justiça, onde andas tu?
Sou radical: se não vences o inimigo, junta-te a ele. Por mim, acabava de vez com o segredo de justiça, uma verdadeira palhaçada que descredibiliza todo o sistema de justiça, não dá garantias aos arguidos nem reserva aos investigadores (pelo contrário, ridiculariza as instituições e faz troça de quem devia ter direitos), alimenta especulação e boato, e só funciona quando não faz falta.
A sua existência presume, aliás, essa ideia: quando não faz falta, pode ser aplicado - é sinal de que os media se estão nas tintas para o assunto. Quando é essencial, ninguém descansa enquanto não é violado. E se acabássemos de vez com a hipocrisia e assumíssemos que o Estado não consegue controlar nem vencer este quadro de miséria?
Pelo menos livrávamo-nos no ridículo. Ficávamos apenas com a vergonha da casa escancarada. E a essa já estamos habituados.


publicado por PRD às 15:46
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

 


publicado por PRD às 16:14
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Resistência, de volta com "Horizonte". Em bom.

 

 


publicado por PRD às 19:35
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No mesmo momento em que Carlos do Carmo é consagrado como um dos mais relevantes artistas do mundo, com um Grammy pela sua carreira…
… Os vistos Gold revelam a face obscura de uma corrupção que se  pressente mas raramente se vê. Ganha luz e espalha escuridão.

Num tempo em que deixamos de ter a Troika como desculpa para a depressão e a crise como explicação para a apatia generalizada…
… Em vez de estarmos preocupados em fazer mexer Portugal, assistimos estupefactos ao desmoronar do castelo de cartas do dinheiro sujo, que começou no BPN, foi para bingo no BES, e parece não ter fim.

monocle.jpg

 

Na mesma semana em que a revista Monocle edita um suplemento sobre Portugal, procurando mostrar que o país está em alta e tem bem mais valor do que apenas sol e praia…
… O ex-primeiro-ministro José Sócrates é preso, juntamente com alguns presumíveis cúmplices, acusado de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal agravada.

Perante este quadro, querem o quê? Um país saudável?
Claro que não. Portugal está doente, e vive de respiração assistida, antidepressivos e ansióliticos. Pelo menos.


publicado por PRD às 10:50
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

pao.jpgJá uma vez aqui confessei o meu amor pelo pão. Continuo a achar que a melhor combinação do mundo culinário está no simples e clássico pão com manteiga. Cheguei a fazer um workshop sobre pão, que só não me deixou a fabricar os meus próprios pães porque negligenciei (e depois esqueci...) os sábios ensinamentos do Paulo. E também, valha a verdade, porque é possível comprar muito bom pão em Lisboa, de diferentes origens, e até mesmo a clássica “carcaça” da capital. E sendo um produto barato, é quase um luxo perder tempo a fazê-lo - ainda que a emoção de fazer um pão valha um dia perdido, vos garanto.

Adiante.
Noto que o Pão de Mafra se tornou uma unanimidade no mundo dos pães saloios e rurais que vão chegando a Lisboa. Não está sozinho, mas destaca-se também pelo excelente trabalho da Pani-Mafra na distribuição do dito por toda a parte.
Agora, se querem mesmo saber onde está, pertinho de Mafra, o pão perfeito (que além de ser absolutamente extraordinário, resiste ao passar de dois ou três dias sem mácula…), desafio-vos a passar a um domingo, perto das 5 da tarde, pelo nº 67 da Rua Movimento das Forças Armadas, em São Miguel de Alcainça, a poucos quilômetros de Mafra (na estrada que a liga à Malveira). Uma porta discreta, uma padaria mínima, quem faz o pão é quem vem ao balcão vendê-lo.

Se vos falo em domingo e em cinco da tarde, é apenas porque foi essa a sorte que me tocou… E tocou-me o quê? Bom, um pão a escaldar, acabado de sair do forno, com um cheiro deslumbrante e um sabor ainda mais irresistível. Textura perfeita, comia-se (e comeu-se!) sem manteiga, assim, a seco e quente. Tão bom. Não sei mais sobre horas de fornadas e dias em que está aberta aquela pequena padaria São Miguel de Alcainça, mas vou lá voltar assim que possa. Espero apanhá-lo quente e com a côdea a estalar...


publicado por PRD às 15:00
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