Blog da semana The Life Juice
A entrada pela porta grande de Isabel Costa - ex-modelo, especialista em moda, produtora, empreendedora - no mundo dos blogues dedicados a este seu enorme universo. A seguir!
Uma boa frase “Sejamos ou não parte interessada na manutenção do actual sistema ou na sua eventual derrocada, encontremos ou não representatividade em algum partido, do sistema ou anti-sistema, é impossível ignorar ou negar que o centrão político está a esvaziar-se e a despertar indignação nas urnas, em diferentes graus e por meio de diferentes forças políticas", Daniela Silva,
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Sexta-feira, 27 de Março de 2015

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Voltam. Já comprei e posso confirmar: voltam em bom. Em grande.

Há coisas que não mudam - como por exemplo, o talento de quem o tem.


publicado por PRD às 12:45
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Quarta-feira, 25 de Março de 2015

(Crónica originalmente publicada na revista Lux Woman. A edição de Abril saiu hoje e é especial: 14 anos de vida!)

A ideia de felicidade, como a ideia de bem estar, está sempre em cima da mesa: todos desejamos esse patamar, lutamos e vivemos uma vida inteira procurando chegar a um lugar onde nos sintamos, por fim, em paz. Isto é, felizes.
Reparo, porém, que essa ideia varia de pessoa para pessoa, em função da sua condição, dos seus valores, da sua cultura. Por mais que nos possa fazer confusão a forma aparentemente caótica e pouco higiénica como se vive em países com outras culturas, como a India, é óbvio que boa parte daquela população é feliz na sua condição, e não se vê como nós a vemos. Nem aspira ao que aspiramos.
E esta diferença, que sabemos estabelecer entre povos, nem sempre sabemos aplicar ao nosso próprio mundo.
Quando estalou a crise no grupo Espirito Santo (como sempre que há um facto que abala o mundo financeiro), houve em sequência um vasto sector da opinião publica que comentou de forma simples: “os que eram ricos ficaram apenas um pouco menos ricos”. É comum ouvirmos a frase “não tenhas pena deles, que ainda lhes sobra muito”. Até quando a Troika andou por cá e o Governo apertou o cinto dos portugueses quase até à asfixia, havia quem dissesse “eles aumentam impostos porque ganham tanto que não lhes toca o aperto”. Admito que tudo isto seja verdade. Mas, na proporção das ambições e exigências de cada um, podemos admitir que a infelicidade que atinge o milionário que perde um milhão não é muito diferente da que atinge o trabalhador a quem tiram 10% do seu vencimento mil eurista. Não questiono que o trabalhador sinta mais na pele ou seja mais prejudicado na sua qualidade de vida - mas não deixo por isso de reconhecer que ambos, na proporção da sua ideia de felicidade, sofrem com este facto.
E se é polémica esta ideia num país que vive, deprimido, uma crise que parece nunca mais acabar, gostava de a estender ao resto da vida. Porque também no amor - e era aí que queria chegar… -, a proporção da felicidade mede-se mais pelo que já vivemos e sentimos do que pelo que encontramos de seguida. Quem pode viver um amor suave e mediano depois de um grande e profundo amor? Quem pode ver paixão num entusiasmo puramente fisico depois de sentir o arrebatamento de uma paixão que tudo devora e leva à frente?
O principal drama de quem já amou, é voltar a amar. O pior de quem já teve é ter deixado de ter e sentir essa diferença, esse declive, esse desconforto. Talvez por isso, as conversas sobre as relações amorosas - e mesmo os livros, as teorias, os conceitos dados como adquiridos - morrem na praia das expectativas de quem obviamente não viveu o mesmo amor do vizinho do lado. As ideias feitas, os livros de auto-ajuda, os conselhos amorosos a granel, as modas, procuram tornar igual o que é sempre diverso, e fazem do sentimento único um sentido unico. Nunca é.
Não é fácil aceitar e respeitar essa diferença - mas se cada um de nós conseguir relativizar o mundo que o rodeia e, nessa medida, entender a proporção da felicidade em todas as suas dimensões, do bem estar ao amor, dos desejos aos sonhos, das ambições à cultura, vamos ser todos um pouco mais felizes. Porque a desgraça que nos bate à porta tem o peso que lhe damos, sim, mas também tem a relatividade de tudo o que já vivemos e do que sonhamos viver. Na proporção da vida de cada um, desgraça e sorte podem ter o mesmo peso, e ambas navegar nas águas da infelicidade. Quem sabe o que faz feliz o vizinho do lado? E por que raio a galinha da vizinha aparenta ser melhor do que a minha?
Não é. A galinha da vizinha é apenas a galinha dela. Na sua proporção. Que não é a nossa. Ser feliz é, digo eu, encontrar a proporção certa para cada um de nós. E viver com ela.


publicado por PRD às 16:51
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Terça-feira, 24 de Março de 2015

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Apanhei no sempre excelente “The Observer” desta semana a pré-publicação e um artigo sobre o livro que o fotojornalista Will Steacy publica por estes dias na sequência de um projecto de longo alcance: durante cinco anos, Steacy fotografou, sem qualquer espécie de restrição, a redacção e a gráfica do jornal The Philadelphia Inquirer - 150 anos de vida, um velho colosso do jornalismo norte-americano, com mais de 20 prémios Pulitzer ganhos, que neste curto período de tempo (os últimos cinco anos) foi ferido pela crise do jornais diários em papel, deixou o seu gigantesco edifício-sede, apelidado de “Tower of Truth”, para se instalar num modesto terceiro andar de um edificio banal, e sobrevive com as limitações que fazem do jornalismo dos dias que correm uma espécie de oficina de artesanato de luxo…
O declínio do jornal, que o fotógrafo documentou, constitui o exemplo de um tempo em que o papel diário impresso se perde na vastidão do império virtual da rede. Stacy defende o que todos defendemos: de nada serve o jornalismo se as palavras que o servem não puderem servir a todos. De nada serve um jornal sem pessoas que o leiam.
Parece que a “Tower of Truth” vai ser um casino. o The Philadelphia Inquirer continua em jogo, mas a perder todos os dias.

(A fotografia que roubei ao Observer e “instagramei" junta em sequência o mesmo ponto de vista da redacção da esquerda para a direita, e de cima para baixo, em 2009, 2010, 2012, e… hoje)


publicado por PRD às 11:00
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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

igreja.jpg

 


publicado por PRD às 22:10
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Quinta-feira, 19 de Março de 2015

nuvens.jpg

Fazer como Saramago: "ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava".

Sair daqui e ver.

 

(foto descaradamente roubada à A.)


publicado por PRD às 14:00
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