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Pedro Rolo Duarte

09
Jun09

Portugal mudou como o caraças

O meu jornal tem razão: num instante, tudo muda.
 

1. Manuela Ferreira Leite, sem jeito para comícios, sem saber como viver na era do mediatismo, um verdadeiro camafeu isolado dentro do seu próprio partido, acordou ontem como potencial primeira-ministra de Portugal, renascida de cinzas onde pelos vistos nunca ardeu.

2. O eleitorado, obviamente manipulado pela RTP – e pelo jornalismo, em geral... -, absolutamente subjugado ao marketing eleitoral socialista (e muito pouco inteligente, dado o grau de influência que sofre da propaganda governamental...), tornou-se, afinal, um exemplo de perspicácia, esperteza e capacidade de destrinça politica. Para não falar de resistência ao bicho-mau do marketing.

3. Vital Moreira, essa arma mortal que ía atrair a esquerda ao PS, parecia ontem um balão atingido por uma agulha, e esvaziava-se pelo ar a alucinante velocidade.

4. As sondagens, verdadeiras máquinas enfardadoras de votos e pessoas, partidos e liberdades, não acabaram de vez com o CDS/PP, como o próprio previu, e até lhe deram, de alguma forma, mais uma vitória.

5. A expulsão de Joana Amaral Dias e o afastamento de José Sá Fernandes, mortais para o Bloco de Esquerda, transformaram-se em sinais de vitória antecipada.

6. ... E, por fim, até a notícia da morte do PCP parece manifestamente exagerada.

 
Portugal era um país no sábado. Acordou outro na segunda.

Parece provado que nem o PS manipula tanto quanto julga nem Pacheco Pereira tem sempre a razão que explica a sua pose a um tempo paternal e arrogante.

Se calhar Portugal era, no sábado, o mesmo país que hoje é. A diferença é que havia mais pessoas cheias de certezas. O que não é mau: sempre alivia a pressão e força alguma contenção...

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Retrovisor. Quem lia A.B.Kotter no velho Semanário habituou-se a gostar de ler José Cutileiro. Neste blog, a escrita é outra, mas continua a ser uma delícia. Pena que o "Expresso", que o tem como colaborador, não lhe dê mais espaço...

Uma boa frase

“Este ano será de vida nova, não por mérito ou culpa própria: nós por cá todos bem. Mas Trump, Brexit, Putin, Estado Islâmico, tudo cada vez mais desigual e cada vez mais perto de tudo, vão meter-nos as novidades pela porta dentro, boas e más. Sobretudo más." José Cutileiro, Retrovisor

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