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Pedro Rolo Duarte

31
Out09

Revistas para este sábado

A Monocle é obviamente imprescindível – afirma-se, mês a mês, como a revista de um novo tempo que mistura habilmente cosmopolitismo com a mais fina tradição, politica e sociedade, design e indústria. Descobre, revela, mostra e explica. É um Manual de bem fazer para bem viver.

Este mês, a Monocle traz um daqueles seus suplementos temáticos sempre muito enxutos na edição: desta vez, dedicado às receitas para fazer uma pequena empresa. Vou devorar...

Como a gastronomia nunca fica de fora, comprei a edição Outubro/Dezembro da Jamie, a revista de Jamie Oliver, que além de ter um tipo de papel semelhante à revista do “i” – tema polémico e controverso, este do papel baço e denso... -, tem ideias tão divertidas quanto o poster com 31 receitas para um mês completo ou a descrição das viagens gastronómicas do Jamie-que-nunca-lava-as-mãos... mas é divertida na mesma.

(Salvaguardo que a leitura da Jamie não invalida que se mantenha no top das minhas revistas sobre comida e restauração a norte-americana Saveur...).

Por fim, a Esquire espanhola – neste momento, talvez melhor do que a revista mãe americana e a sua sucedânea britânica. A Esquire aqui da vizinhança é ousada, forte, inovadora. Não tem medo das capas sem “gaijas semi despidas”, convida os melhores para escrever, e é graficamente trabalhada com rigor e criatividade. Por mim, leva a taça.

Se juntar a isto os jornais portugueses do costume, mais uma revista cor-de-rosa e o El Mundo, está feito o sábado.

Brunch, evidentemente.

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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