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Pedro Rolo Duarte

03
Nov09

“Me engana que eu gosto”

O país está em crise – e esta frase dá para tudo, serve para todos. No universo onde me movo, anunciantes, agências, centrais de meios, justificam cortes nos investimentos publicitários com a crise, e sempre que, entre amigos, invoco incompetência ou negligência na forma como se planifica e compra espaço publicitário, os que estão ligados ao meio defendem a sua dama como podem.
Pois bem.

Ontem, ou melhor, na madrugada de hoje, à uma da manhã, no intervalo que fechou um “Prós e Contras” dedicado à Gripe A, entre anúncios a pensos higiénicos Evax dedicados a raparigas entre os 13 e os 18 anos e spots a promoverem o concerto de João Pedro Pais que está esgotado há vários dias, vi um anúncio da marca Clearasil sobre borbulhas de adolescentes de 13 anos e como combatê-las.

Sorri, evidentemente. Mas tenho pena dos homens que mandam no marketing da Clearasil – deitar dinheiro à rua não é das actividades que acho mais interessantes, nem eles certamente o fazem com gosto.

O consolo que lhes posso dar é que não estão sozinhos. Basta observar com atenção os espaços publicitários nos canais comerciais de televisão, ou mesmo as páginas de publicidade de luxo em publicações segmentadas para as classes mais baixas (e/ou vice-versa), para perceber que o mercado está virado do avesso.

Pelos vistos, não há quem o queira endireitar. Faz lembrar a frase da canção: “me engana que eu gosto”...

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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