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Pedro Rolo Duarte

15
Nov09

Dois anos

Este blog faz hoje dois anos. Ao notar a efeméride, lembrei-me de como nasceu – mas lembrei-me mais de uma crónica do meu grande e generoso amigo Miguel Esteves Cardoso sobre o tempo. Uma crónica em que ele desafia os “mestres-relojoeiros” a criarem o relógio ideal...
 

“Este relógio com que sonho seria eterno – como já há por aí -, mas marcaria a passagem das horas conforme a alma de quem passasse por elas. Aquelas sestas que me obrigavam a dormir quando era pequeno podiam tecnicamente ser de duas horas, mas que conforto seria ter um instrumento que nos confirmasse que tínhamos aguentado um dia inteiro de inquietude debaixo dos malditos lençóis!

O mecanismo básico deste relógio ideal seria um princípio que não é menos sólido do que qualquer das leis da física: quando estamos a divertirmo-nos, o tempo passa depressa; quando estamos aborrecidos ou a sofrer, o tempo passa devagar. E aqui chegamos à dúvida que me levou a partilhar este meu sonho, na ânsia de algum leitor poder esclarecer-me.

Pois se quanto mais envelhecemos, mais depressa passa o tempo, isto não quererá dizer que, quanto mais velhos, mais felizes nos tornamos?”

 

E termina a crónica assim: “o tempo, desde que bem pensado e medido, é a única coisa que vale mesmo a pena – ou o prazer – passar”.

Foi nisso que pensei também quando me apercebi que este blog nasceu há dois anos.

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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