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Pedro Rolo Duarte

18
Nov09

Onde está Lima?

Lá se voltou a falar do que sente Cavaco – e lá veio Cavaco desmentir. As fontes de Belém, afinal, não secaram.

O que ninguém me diz, o que parece ter caído de vez no esquecimento da agenda dos jornais, é por onde anda Fernando Lima. Está com Cavaco Silva? Faz o quê? Está a escrever outro livro? Voltou ao Diário de Notícias? Ninguém quer saber? Já não tem telemóvel?

Sobre ele caiu aquele manto da invisibilidade que tanto jeito deu no começo da saga Harry Potter. Não surpreende que a memória me devolva histórias de feitiços e aprendizes de feiticeiros – talvez porque, neste caso, os feitiços se têm virado quase sempre contra os feiticeiros. Quem escuta e quem é escutado, quem é negligenciado e quem negligencia, parece uma brincadeira de crianças. Em lugares muito sérios.

Ando a reler Victor Cunha Rego n’Os Dias de Amanhã e sorrio quando descubro a expressão que usou para denominar um “centrão” que não se entende mas também não se consegue libertar. Era o tempo de Guterres e de um PSD aos papéis, e ele chamou-lhe “O pudim central”.

Como noutro momento, e sobre Cavaco, deixou esta ideia tão actual: “O silêncio não é a encenação. É o embaraço”.

A falta que Cunha Rego nos faz todos os dias num bom jornal.

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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