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Pedro Rolo Duarte

26
Jan10

A escolha de Paula

Há uns anos largos, no ambiente de um programa de televisão, conheci Paula Teixeira da Cruz. Impressionou-me a sua rectidão, seriedade, sentido de justiça, uma inteligência indiscutível e um incomum (pelo menos, no universo político...) desapego ao “poder pelo poder”. Tornou-se, aos meus olhos, no exemplo do que deve ser um político. Além de uma muito competente profissional.

Depois dessa experiência intensa e rica, fui sabendo aqui e ali das suas intervenções públicas, mas não mais do que isso. A vida não tem sido amiga de Paula Teixeira da Cruz – mas às adversidades ela tem respondido com empenho e resistência. Esta mulher nunca desistiu, mesmo quando era evidente que desistir era mais cómodo e até compreensível.

Fiquei a saber agora que apoia Pedro Passos Coelho na corrida à liderança do PSD. Não sendo militante do Partido, nem sequer eleitor habitual, a escolha da Paula acaba por determinar (ou talvez, para ser rigoroso, reforçar...) a minha simpatia nesta eleição. E ao que já vinha de trás se junta este momento da entrevista ao “i”, que mostra uma vez mais de que (boa) massa é feita esta mulher:

 

A pergunta de Ana Sá Lopes: Na sua opinião, Pedro Passos Coelho é o homem certo para esta altura?

A resposta de Paula Teixeira da Cruz: “Não acredito em homens providenciais. Agora, penso que Pedro Passos Coelho fez três coisas que me levaram a apoiá-lo neste momento. Preparou-se - que é uma coisa a que estamos pouco habituados. Em Portugal, as pessoas têm horror a preparar-se e de improviso em improviso estamos a chegar aqui. Passos Coelho foi-se preparando com naturalidade e começou a construir a casa pelos alicerces: proposta de revisão do programa do partido, que não é alterado desde 1982, e proposta de governo para Portugal, ou um conjunto de propostas. Foi inequívoco numa atitude de querer a abrangência dentro do partido. Eu não o apoiei nas eleições anteriores! Não vejo mais ninguém a fazer este trabalho e a fazê-lo de uma forma coerente. Isto é, preparando-se, ouvindo, ouvindo, ouvindo, que é algo a que os nossos decisores também têm horror. Depois, abrindo um espaço de debate sobre o programa do partido, apresentando um projecto que porá à consulta de todos os militantes e recolherá contributos de todos, recentrando a matriz ideológica e apresentando uma alternativa a este governo. Não vejo mais nenhum dos candidatos de que se fala a fazer este esforço. Eu estarei onde estiverem as ideias que se aproximam mais daquilo que é o interesse público e o interesse nacional".

 

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