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Pedro Rolo Duarte

28
Jul10

Fala com elas

Este fim-de-semana vai para o ar, na RTP-N, o ultimo “Fala com Elas”. Ao longo de ano e meio, moderei semanalmente quatro mulheres debatendo temas de actualidade. Havia um painel fixo – Isabel Stilwell, Estela Barbot, Bárbara Coutinho – e uma convidada semanal. No painel fixo, antes da Bárbara passaram por lá a Joana Amaral Dias e a Manuela Azevedo. O programa tinha um registo clássico de debate de estúdio: 3 ou 4 temas, 10 minutos por tema, mais a conversa introdutória com a convidada. Um programa normal que teve o seu tempo, e viveu bem o seu tempo.

Agora que chega ao fim, gostava de deixar três notas do que aprendi com este experiência.

Primeira nota: as mulheres são iguais aos homens a discutir. Pode o tom de voz ser mais agudo, pode haver inflexões que marquem uma aparente diferença, mas no fundo “no passa nada”. Quando se entusiasmam, levam tudo à frente. Quando querem esmagar, esmagam. Quando não lhes interessa, largam. Vejo muitos programas de debate com homens – não noto hoje qualquer diferença em relação ao que moderei durante este tempo.

Segunda nota: as mulheres (pelo menos, estas mulheres...) são abertas a uma actualidade mais abrangente. Neste programa era eu quem sugeria os temas em debate – e levei para estúdio as listas dos mais poderosos da Time, o fenómeno José Mourinho, o abandono do interior português, os Óscares, Harry Potter, Amália Rodrigues, educação sexual, para citar alguns temas que não entram nos debates habituais de TV. Nunca recebi um mail ou um telefonema de algumas das participantes a dizer “sobre isso, não falo” ou “não acho o tema suficientemente importante”.

Terceira nota: ainda que possa parecer sexista ou machista a ideia de um programa com mulheres a debater temas de actualidade, a verdade é que elas continuam em minoria neste formato televisivo. Se outra virtude não tivesse, o “Fala Com Elas” teve essa: provou que há mulheres em número suficiente, com qualidade e inteligência, com humor e sabedoria, para alimentar mais programas, mais debates, melhor televisão.

Gostei de fazer. Está feito.

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Por Falar Noutra Coisa. Humor neste reacordar do blog. Rir é o melhor remédio. Lugar comum indiscutível.

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“Sucessivos governos ficaram irritados, o actual vai um pouco mais longe, esquecendo que votar é um direito mas nunca uma obrigação. Em países desenvolvidos os cidadãos até votam durante a semana, ao passo que na choldra querem proibir jogos de futebol para obrigar o povo a ir votar." António de Almeida, Aventar

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