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Pedro Rolo Duarte

14
Out10

A terra não pode morrer

Eu sabia que havia uma fala, uma frase, uma passagem rápida de um romance de Vergílio Ferreira – o meu escritor português de sempre, ao lado de Pessoa -, que falava de terra e de vida, e que as imagens emocionantes, comoventes, redentoras, dos 33 mineiros chilenos, um a um, num tempo próprio, nem demasiado lento nem demasiado rápido, voltando à superfície da terra...

... Dizia eu, ou escrevia, que é o mesmo: eu sabia que havia uma fala, uma frase, uma passagem rápida de um romance de Vergilio Ferreira, que legendava estas imagens, estes momentos. Que poderia ser mensagem ou dedicatória, memória ou apenas, lá está, uma frase que fica. Demorei a descobrir, mas descobri a páginas tantas de “Alegria Breve”. E imagina o pai que um dia diz ao filho, se disser: “Como não vir o meu filho? Virá um dia”...

“- Recomeça tudo de novo. A terra não pode morrer. Como viveria ela sem ti?”

Era isto que eu diria, se tivesse de dizer alguma coisa. Outra vez:

“- Recomeça tudo de novo. A terra não pode morrer. Como viveria ela sem ti?”

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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