Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Pedro Rolo Duarte

06
Nov10

No Coliseu, ouvindo Rodrigo Leão

 

Sempre que, no carro, o iPod debita esta música, ou outra de Rodrigo Leão, o meu filho costuma dizer “Boavista!”. Sinal de que associa esta toada, esta paisagem sonora, este ambiente, aos finais de tarde serenos e em absoluta paz lá no Monte da Boavista, na Casa Nova da Cruz. Tantas vezes ali se ouviu Ave Mundi Luminar...

Esse tempo passou, é hoje doce memória, mas ficaram sinais vitais – como aqueles que juntam musica e espaço num mesmo lugar.

Não foi só a emoção dessa memória que mexeu comigo, ontem à noite, no Coliseu de Lisboa – foi também a partilha de emoções com quem as tem vindas de outras vidas. Quando se encontram sentidos diferentes na mesma música, e tudo parece harmonizar-se, por momentos o que era duplo passa a simples. O dois é um. O que somos, é.

Foi o que aconteceu. Isso e o gigantesco talento de Rodrigo Leão e dos seus companheiros, ao longo de duas horas intensas que atravessaram todo o seu universo musical. E se é rico, esse universo onde Rodrigo se move...

Quer ele queira ou não, na modéstia que sempre sublinha os génios, Rodrigo Leão fica para lá dele próprio na música portuguesa de sempre. Vai estar ao lado, de pleno direito, de um José Afonso, de um Pedro Ayres Magalhães, de um Carlos Paredes. E de mais alguns, claro. Gosto de saber que Rodrigo nasceu no mesmo 1964 em que nasci.

Ontem lembrei-me disso tudo enquanto me arrepiava com o que daquele palco se espalhava pela plateia. E tive quem comigo se comovesse. Não podia pedir mais. Nem ter.

4 comentários

Comentar post

Blog da semana

Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais comentários e ideias

pedro.roloduarte@sapo.pt

Seguir

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D