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Pedro Rolo Duarte

11
Jan08

Voar baixinho

Esta história do novo Aeroporto não constituiu uma vitória da oposição. Aliás, não foi vitória de quem quer que seja. Talvez tenha sido, isso sim, uma lição e um exemplo da chamada sociedade civil. Foi ela - entre empresários, financiadores anónimos, jornais & jornalistas – que forçou o Governo a repensar o tema e obrigou Mário Lino a engolir o “jamais” e demais prepotência com que se sentou sobre o dossier.

Foi também a sociedade civil que deu uma oportunidade a José Sócrates para demonstrar que tem alguma humildade – coisa que o próprio se apressou a contrariar, desculpando o ministro Lino e falando como se desde sempre a decisão estivesse em aberto. Sabemos que não estava. Foi reaberta à paulada, contra a vontade do Governo, “que chatice, hein?”.

Ora, a sociedade civil somos todos nós. Todos e cada um, acordados ou a dormir, empenhados ou negligentes, atentos ou alheios. Às vezes a coisa funciona.

A lição que fica é, apesar do “final feliz” e desta ideia de “nós até podemos”, triste e lamentável: confirma-se que há todas as razões para não deixar a politica nas mãos dos políticos, menos ainda confiar naqueles que elegemos. Se os deixarmos à solta, eles fazem grandes asneiras sem dó nem piedade, aparentando saber científico e sempre em nome “do melhor para Portugal”. “Acreditar” é, por isso, o verbo proibido.

Ou seja, este episódio confirma que alguém vai ter de continuar em cima “deles”, a ver que outras trapalhadas preparam. E esse alguém somos todos nós. Que canseira. Que maçada.

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