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Pedro Rolo Duarte

05
Abr11

O país de Sócrates contado (pelo próprio) às criancinhas

Era uma vez um país cheio de Sol, de pessoas felizes, borboletas coloridas esvoaçantes pelo céu. Nesse país, todas as pessoas trabalhavam alegremente para o bem comum, sob a batuta de um maestro dedicado, uma espécie de padre – já que tudo fazia pelos outros, pelo país, e nada por ele próprio, nem pelos músicos da sua orquestra. Era um país muito bonito, esse, e cheio de esperança, optimismo e riquezas mil.

Mas como sempre acontece nas histórias, nesse país lindo cheio de Sol e de pessoas felizes, havia um pequeno grupo de pessoas muito más, praticamente pessoas a preto e branco, a que o maestro chamava, conforme as ocasiões, jornalistas ou oposições. Essas pessoas realmente más tudo faziam para tentar ensombrar a felicidade do país, espalhar o pessimismo e enterrar toda a riqueza num poço muito fundo e muito escuro.

Um dia, essas pessoas realmente más decidiram dar algumas noticias e chumbar um Plano Evidentemente Colorido que traria ainda mais felicidade e alegria às pessoas do país cheio de sol, pessoas felizes, borboletas coloridas esvoaçantes pelo céu.

Caaaabummm.

Começou a chover, a felicidade e as borboletas coloridas afundaram-se num lamaçal de tragédias e desgraças, veio o abismo e comeu o país.

Coitado do maestro que tudo fez pelos seus condidadãos e tinha dado ao país tantas alegrias e bons momentos. "It's an injustice, it is".

(Moral da história: os maus existem nas histórias para safarem os bons de se revelarem ainda piores...)

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