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Pedro Rolo Duarte

09
Mai11

A dar-lhe um nome, seria Salada FMI. O “F” é de frango.

O frango do churrasco a seis euros. Sobrou um bocado? Um peito e uma perna?

Pronto, é quanto baste para dois ou três. Coza massa – fusilli ou penne – em água abundante com sal, e enquanto ela coze aproveite para cortar em pedacinhos pequenos um tomate maduro e meio pepino. Na mesma saladeira onde os vai colocar junte rucola partida grosseiramente, um queijo de cabra fresco atabafado partido pequenino (sempre que posso e apanho, o da Bilores de Moura é o melhor – e às vezes misturo com camembert...), e o frango desfiado.

Entretanto, faça o molho que vai dar graça a tudo: deite numa tigela um iogurte natural (eu uso grego, que tem um ligeiro travo...), a que junta hortelã picada, cebolinho também cortado pequenino, sumo de limão, pimenta moída na hora, e eventualmente um bocadinho de leite para que o molho não fique demasiado espesso. Misture bem. Às vezes deito-lhe umas pedrinhas de sal grosso, poucas.

Quando a massa estiver cozida (al dente, de preferência...), é passar por água fria e voltar para o tacho com um fio de azeite e um bocadinho de pimenta. Mexer até ficar brilhante, não precisa de fritar...

Quando está morna ou fria, junta-se a massa ao preparado anterior. Serve-se com o molho à parte, para que cada um faça a sua soma.

Não fiz contas ao preço, mas é seguramente uma receita de crise à moda do FMI – porém, com uma mistura de sabores e um aspecto que faz lembrar os tempos em que nos julgávamos ricos. Funciona, portanto...

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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