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Pedro Rolo Duarte

30
Mai08

Um voto a mais. Ou a menos

Amanhã há eleições no PSD. Como não sou militante do partido, sinto que a manifestação dos meus “sentimentos” constitui uma intrusão na vida “deles”. Aliás, a ideia de exprimir “sentimento” é, por si, coisa que em política devemos guardar lá para casa, excepto quando há bandeirinhas de Portugal nas varandas. Não é o caso.

Mas, por outro lado, os media (incluo aqui, naturalmente, os blogs), transformaram esta eleição interna num momento da vida politica nacional comparável a um sufrágio daqueles que a Constituição consagra. Os debates na TV não foram em nada diferentes daqueles que antecedem actos eleitorais curriculares.

Não me apetece discutir da conveniência jornalística do fenómeno. Mas interessa-me perceber o motivo pelo qual, não sendo eu potencial eleitor do PSD, estou afinal bastante interessado na escolha que os militantes do partido vão fazer.

E a resposta sincera é esta: tendo votado no partido do Governo na última eleição, e estando profundamente desiludido com a governação do meu país, pondero mudar o sentido de voto em 2009. E não é irrelevante, neste quadro, o líder que resulte da eleição de amanhã. Pelo contrário.

Conheço-me razoavelmente e, conservador que sempre fui, mesmo nos heróicos tempos esquerdistas, sei que não mudo com a facilidade de um piscar de olhos. Mas sei também que há uma candidatura no PSD que pode mais facilmente “roubar” o meu voto clássico.

Se a minha intuição estiver correcta, é por haver muitas pessoas em circunstâncias semelhantes à minha que a eleição de amanhã conta mais do que parece. Estão em causa outros votos para lá dos óbvios e evidentes.

Vou, na mesma, guardar para mim o “sentimento” que talvez faça um voto a mais (ou a menos, consoante o ponto de vista...). Mas espero que a operação lhes corra bem.

29
Mai08

Coisas Fantásticas

Vim a Beja fazer dois em um: cumprir a promessa de uma conversa na Rádio Pax com Madalena Palma, e participar no “Acontece” ao vivo que Carlos Pinto Coelho promove, aqui na Biblioteca Municipal, uma vez por mês. O Carlos é um dos meus queridos padrinhos – responsável pela minha estreia televisiva nos idos de 80 (foi há mais de vinte, é verdade), acreditou neste puto num tempo em que obviamente não sabia do que era capaz. Nunca esquecerei a sua generosidade. De resto, o amor que tem a esta profissão, além da competência e de tudo o que lhe deu, mereceriam por si um blog inteiro... Um dia, a RTP ainda vai ter de lhe reparar a injustiça cometida há uns anos. Mas isso é outra conversa.

Beja, portanto.

O que retenho deste raid alentejano a meio da semana são estas três notas:

Primeira. Medeiros Ferreira, um dos convidados deste “Acontece”, é um deslumbrante contador de histórias. Se os Bichos-Carpinteiros revelaram o talentoso afiador de facas – neste caso, frases curtas e certeiras -, a noite de Beja mostrou um finíssimo contador de histórias, a começar mesmo pela história do seu envolvimento no mundo dos blogues, e a acabar nas memórias açorianas que começam e não terminam. Não vou contar nada do que ele desfiou, publica e privadamente, pois o jeito é só dele. Mas tive vontade de sair discretamente do palco e ir para a plateia, ficar o resto da noite a ouvi-lo.

Segunda. Há muito tempo que não sentia prazer numa conversa de rádio em que eu não sou o moderador/entrevistador/autor. Estar do outro lado e responder ao desafio, contar a historieta, deixar correr a conversa. Ou apenas responder à pergunta que nos fazem. Madalena mostrou-se uma excelente radialista, das que sabe levar a água ao seu moinho - com essencial preparação prévia, e um olhar ameno e um ambiente descontraído que deixa o convidado de guardas naturalmente descobertas. Aprendi algo mais sobre este ofício ali, durante 45 minutos, na Rádio Pax. O tempo voou, o que só acontece quando quem sabe o põe a voar. A Madalena sabe. Eu não a conhecia antes.

Terceira. Por mais redes sociais, blogues e sites, portais e virtualidades de toda a espécie que continuemos a inventar por essa Internet fora, estar ali, “ao vivo e a cores”, na Biblioteca Municipal de Beja, a conversar com 40 ou 50 pessoas, ouvir uma mulher de certa idade desabafar os seus medos em relação ao computador depois de uma vida inteira como dactilógrafa, olhar nos olhos dos outros, e ouvir rir, perceber o fastio de quem sentiu que veio ao engano, ou a surpresa de quem descobriu algo, bom… A vida real, sem ecrãs nem @ nem dot.com, aquela que tem carne e osso e pele, merece eternamente a exclamação interrogativa do anuncio: há coisas fantásticas, não há?

27
Mai08

Confirmar? Sempre

 

“A notícia de uma morte deve sempre ser confirmada pelo assassino e pela vítima. Se a vitima não puder confirmar, a noticia está correcta...”

Vou usar esta frase, a brincar, noutro contexto, mas ocorreu-me que pode fazer sentido na forma como algum jornalismo se pratica nos dias que correm. E decidi deixá-la aqui, para “memória futura” - que é expressão jurídica que nada me diz mas a que acho graça, pela justaposição de passado e futuro num mesmo momento presente...

 

Nota – ... Já a imagem que escolhi para acompanhar este post é verdadeira e genial: de Charles Addams, foi a ilustração escolhida para capa da “The New Yorker” em Julho de 1961. Está no livro que, em 2000, reuniu um “best of” das capas da revista.

25
Mai08

O papel e a tinta

Os livros são um dos raros negócios em que faz sentido dizer que “as pessoas são insubstituíveis”. De tão óbvio parece tolo: não há outro Lobo Antunes, nem outro Saramago. Não há outro Domingos Amaral. Não há outro Rodrigo Guedes de Carvalho. Não há outro Sousa Tavares. Não há outro Alves Redol. Não há outro escritor que não seja aquele – pode haver escritores diferentes, diversos, novos. Mas não são aqueles nem as obras daqueles.

Quando um autor abandona uma editora, a empresa perde parte do seu valor. Efectivo e de mercado. É uma perda maior do que o trabalhador que muda de emprego numa direcção de marketing ou num departamento de recursos humanos. Porque sai o autor (e os seus leitores...), mas também o seu passado, que é o seu “fundo de catálogo”. A obra de um autor é a um tempo parte da carne e do sangue de uma editora - justamente porque um escritor é ele, o livro que se segue, e mais dez ou vinte para trás.

Uma editora é o livro que publica amanhã – mas o valor de uma editora está no que já publicou. É a sua fama e conquista (o seu conteúdo, no fundo) que determina o seu valor – como será o seu desempenho e horizonte que lhe dita a longevidade.

Dito isto, faz-me a maior das confusões o que se vive no mercado editorial português (de que o episódio da Feira do Livro foi o mais visível dos momentos - e até parecia um “spot promocional” da verdadeira novela que vai por aí).

E a confusão que me faz é esta: por um lado, vivemos uma pequena revolução nas dimensões do negócio, na forma como ele se faz, até na filosofia da edição. E essa revolução parece-me boa, porque cria grupos sólidos e grandes, abrindo a bolha de ar para, “cá em baixo”, poderem florescer os pequenos projectos, os nichos, as incubadoras de autores. Quando tudo era de média dimensão, o que havia era sufoco. Mas, ao mesmo tempo, e por outro lado, no que vejo desta mudança menospreza-se – para não dizer que se despreza... – a matéria-prima de que o negócio é feito. Os escritores. Os autores. Como se os empresários não soubessem que eles são únicos e insubstituíveis.

Ou seja: discute-se o papel em branco enquanto se deixa correr para a sarjeta a tinta que lhe dá sentido. Nunca tinha visto tal paisagem no empreendedorismo nacional. Não me parece o melhor caminho para o triunfo desta revolução.

24
Mai08

Os colunáveis

Há uma discussão clássica entre a classe política, a classe jornalística e todos os que se interessam pelas áreas de ambas, que renasce em todos os actos eleitorais e, até prova em contrário, continua sem uma conclusão evidente. Nasce desta pergunta: até que ponto a informação, os media, influenciam decisivamente os eleitores? Qual o poder real de uma notícia sobre os votos que recebe um candidato, seja ela reveladora de uma inequívoca virtude ou denunciadora de uma suspeita escandalosa? Pode um meio de comunicação, mais ou menos poderoso, «fazer» e «desfazer» políticos por força da informação, da exibição pública da figura, do «escrutínio» da sua acção ao longo de um mandato?

Olhando para a vitória esmagadora de Pedro Santana Lopes na Figueira da Foz, sou tentado a acreditar na ideia de «mediatização». Mas, ao mesmo tempo, e pelas mesmas razões, vendo a reeleição de José Luís Judas em Cascais, e ouvindo-o comentar os resultados como uma legitimação de uma falta grave (para não falar da infeliz palavra que resolveu usar para caracterizar a eleição: se não fossem as notícias sobre a sua situação fiscal, cito, «a banhada seria maior»...), parece óbvio que não há notícia de jornal, por pior que seja, que abale a dinâmica de vitória de um candidato.

Num caso e no outro, estamos perante um mesmo fenómeno que resulta de forma contrária: a circunstância de Pedro Santana Lopes ser uma figura popular e «televisiva» contribuiu fortemente para a sua eleição; mas o facto de José Luís Judas ter visto a sua reputação «manchada» pela suspeita de fraude fiscal não afectou a vitória já anunciada. Ambos são «produtos» dos «media», ambos beneficiaram de uma exposição pública anormal, e ambos vencem as suas guerras. O que os separa é a essência dessa exposição, são as boas razões para um ganhar e os piores argumentos para eleger o outro.

Nessa diferença reside a fraqueza da comunicação social: ela revela as figuras, transforma anónimos cidadãos em «famosos» com direito a páginas nas revistas sociais, mas a sua intervenção no processo de decisão acaba aí. Da exibição até à opinião, da cara até aos factos por ela protagonizados, vai uma distância maior do que aquela que leva o cidadão a conhecer as figuras e escolher.

Cavaco Silva viu os seus governos abalados por escândalos de todo o tipo – mas demorou dez anos a cair da cadeira. A imprensa portuguesa – honra lhe seja feita, que nesta matéria a televisão ainda não conseguiu destronar o jornalismo de investigação escrito – terá contribuído para que Cavaco não se tornasse eterno, mas essa contribuição foi lenta, insistente, recorrente, e mesmo assim foi preciso que a ela se juntasse o cansaço, a prova dos nove sobre a arrogância do poder, e a noção de que dez anos é tempo de mais para um partido estar sozinho a tomar conta do aparelho de estado.

Apesar da especificidade das eleições autárquicas, esta distância entre os factos e a tomada de posição aplica-se aqui da mesma forma: vão ser precisos pelo menos mais quatro anos para que a população de Cascais aceite pacificamente que José Luís Judas deveria ter sido removido do seu lugar. Até lá, a imprensa cumpre o seu papel: revela factos. E contra factos, por mais que Judas queira, não há votos. Só há o tempo a passar.

 

 Vá lá saber-se por que raio fui buscar este texto, publicado em Dezembro de 1997 na revista Visão, para animar um sábado sempre dedicado à memória...

22
Mai08

Um café, um sake e um pouco de humildade

A minha iniciação na comida japonesa foi trágica, porque ficou marcada pela arrogância idiota que nos assalta aos 28, 29 anos. Aquela coisa: já somos gente mas ainda não percebemos que o mundo dá mais voltas do que as voltas que nós próprios somos capazes de dar (isto dá um post, mas agora não posso...). Bom, então nessa mania estúpida do “achar” saber tudo, e sabendo que sake é aguardente de arroz, eu ousei pedir um sake a acompanhar o café num dos melhores restaurantes japoneses do mundo (que à época ficava em São Paulo, no Brasil).

O empregado interpelou-me várias vezes sobre a peregrina ideia de beber sake com café, mas eu, do alto da minha sabedoria de merda, crescia para ele e dizia “já lhe disse que sim, não percebe poruguês?”.

E quando finalmente me confrontei com o sabor do pedido que fizera,  percebi a cara do empregado e comecei a sentir-me mais crescidinho. Ou mais pequenino. Como quem diz: “Oh Pedro, não vais longe com essa pose, ganha lá alguma humildade...”.

Lembro-me de chegar a Lisboa e começar a procurar livros sobre comida japonesa, bebidas japonesas, e de repente estava em Londres a vasculhar as secções de gastronomia das livrarias e a aprender tudo sobre a paixão que nesse começo da década de 90 me assaltou. Até cheguei a ensaiar um franchising do excelente “Yo Sushi” londrino...

Deu-me jeito o trabalho de casa. Depois de me divorciar, usei amiúde (bela palavra, há anos que queria usá-la e estava difícil...) os meus conhecimentos sobre comida japonesa, técnicas, História, recursos, tendências. Estive nas caves da Fauchon, em Paris, a provar sake’s. E nunca deixei de contar a quem me quis ouvir a história do “peixe-balão”, o mais venenoso espécimen do universo, que dá aos cozinheiros que sabem manuseá-lo o diploma máximo na arte da cozinha nipónica.

Mas na verdade nunca comi o tal do peixe nem me cheguei perto. Nem nunca li matéria razoável sobre ele.

“Há coisas fantásticas, não há?”

Alguém na revista “Sábado” notou que a revista “New York” tinha publicado há um mês um artigo do excelente critico Adam Platt sobre o Fugu, nome rigoroso do peixe mortal. Porquê, não sei – mas sei por que motivo leio a “Sábado”. É justamente porque me pode surpreender com este artigo (que também podem ler no original aqui). E que prazer foi ler esta matéria – e reconhecer que, apesar do meu fascínio pela comida japonesa, comer o dito fugu já não faz parte da lista das “100 coisas que quero fazer antes de morrer”.

Por causa da “Sábado”, lembrei-me desse episódio parvo de arrogância e soberba gratuitas que vivi em 1994 no Brasil. E fiquei a pensar também neste tempo que vivemos, marcado por esses mesmos tiques que nos levam a lado nenhum.

Não muda nada...

... Preferia sinceramente provar um sake ainda destilado com saliva de raparigas virgens das aldeias interiores da China, como aprendi que tinha existido em tempos idos.

21
Mai08

“A morte nunca morre”, diz Filipe

Podia ser mais um post da série “A vida ensinou-me: se alguém diz melhor do que tu aquilo que querias dizer, cala-te!”. Mas não é. Eu não queria dizer nada – mas não querendo dizer nada, dei de caras com mais um texto da serie “Odi et amo”, no blog Mar Salgado, onde

Filipe Nunes Vicente escreve quase sempre pérolas que eu gostaria um dia de ter sabido pensar, quanto mais escrever. Por exemplo:

“A morte nunca morre. O tempo encarrega-se da reanimação consecutiva. O amor morre com frequência: umas vezes à nascença, outras devido à seca extrema, com frequência levado na tempestade.

A morte esconde-se em fotografias, nas janelas entaipadas, no nariz tantas vezes. Como não vive, não envelhece. Está sempre disponível, é forte, concreta e fiável.

Fingimos que o amor nunca morre porque somos dados ao espiritismo”.

Então eu, que não queria dizer nada, quis repentinamente dizer o que Filipe disse. E deixo dito. Copiado. Citado.

20
Mai08

Seis meses

 

Este blog passou a barreira do meio-ano. Um post por dia, todos os dias. Comentários “não moderados” onde se contam pelos dedos de uma mão os excessos, os insultos ou as alarvidades. Para mim, confesso, a surpresa de uma outra forma de comunicar – uma descoberta que, afinal, nasceu da necessidade de transformar um mau momento num bom futuro. Ou a velha ideia: fecha-se uma porta, abre-se uma janela...

Seis meses passados, 80 mil visitas, 170 mil páginas vistas, é altura de acertar agulhas e abrir mais “frentes”: a partir de hoje, o blog ganha secções e decide ser mais flexível e distendido. A saber...

 

Um. Aqui à esquerda, nasce a “Pré-História”, um espaço onde vou publicar, quando me apetecer, imagens que guardo nas prateleiras lá do fundo. Coisas antigas. Minhas e de outros. Recuperadas e guardadas. Imprensa, publicidade, fotografias. Memórias, apenas isso.

 

Dois. À vossa direita, no lugar onde estavam as “Coisas que eu Sei”, estarão agora os meus “Post-It’s”, isto é, além das notícias que de vez em quando vou sabendo, sugestões e ideias para sair, hotéis e restaurantes, pratos e bebidas, viagens e escapadelas, boa imprensa para ler, lembretes, discos, livros...

 

Três. Aqui em cima, ao lado do blog em destaque, nasce uma boa frase, daquelas que vou escolhendo de vez em quando...

Com esta oferta multiplicada, o texto central vai descontrair. Tendencialmente, continuará diariamente a animar o blog – mas agora o blog anima-se por estas várias frentes e nem sempre por todas elas ao mesmo tempo.

O resto, já se sabe, é mais do mesmo. A caminho do primeiro ano de vida, sempre acarinhado e mimado pela Maria João Nogueira e o Pedro Neves. Sem eles, a blogoesfera seria um lugar bem menos interessante...

19
Mai08

Na volta do correio

 

Estou à espera que o meu filho desça. À porta de casa da mãe dele há um marco do correio vermelho. Sempre houve, lembro-me do tempo em que eu depositava ali cartas. São 16:45 de uma tarde qualquer e eu estou com os quatro piscas ligados no carro, em segunda fila.

À minha frente pára uma carrinha dos Correios. Quatro piscas. Sai o motorista com uma argola cheia de chaves na mão, escolhe a chave certa, abre o marco do correio. Tira de lá, não sei, uma meia-duzia de envelopes. Volta para a carrinha e arranca. A estação dos correios mais próxima fica a 500 metros.

Interrogo-me: quanto tempo mais vou assistir a este momento em que o marco do correio vermelho é aberto e um homem tira manualmente as cartas que meia-duzia de pessoas ali colocou, por não ter Internet ou Fax (ou apenas preferir escrever uma carta, uma simples carta, como tantas vezes faço, quando acho excessivo qualquer outro meio de comunicação)? Não deverei eu fruir este instante com outra intensidade, antes que desapareça?

O António Maria aparece, por fim, e a sua presença interrompe naturalmente este pensamento.

Mas ele volta mais tarde.

E eu imagino um tipo engravatado, numa consultora excelentemente equipada e instalada, a terminar o seu parecer e a entregá-lo a um outro ainda mais engravatado que, numa reunião “de apresentação”, num hotel onde cheira a café e flores, ditará, com a meridiana tranquilidade das vacas quando pastam: “a solução passa por deslocalizar os marcos do correio para dentro das estações do dito correio. A rentabilidade da empresa recuperará para os tempos anteriores ao mail, dado que se poupa em equipamentos, meios humanos, deslocações, frota, enfim...”.

Ou seja, adeus marcos do correio vermelhos na cidade.

Na verdade, eu não percebo por que raio ainda há marcos do correio a 500 metros de estações dos CTT. Mas confesso que me incomoda pensar que vão inevitavelmente desaparecer – mesmo sabendo que todas as cartas que escrevi e mandei nos últimos dois anos não tiveram qualquer espécie de resposta.

18
Mai08

Antes de dormir…

Portanto, às 3 da manhã, depois de uma noite de copos, ou de trabalho, ou do que o leitor quiser, faça assim:

Duas fatias de “pão da casa” (Auchan, Amoreiras). De preferência, de ontem.

Uma fatia de queijo de cabra fatiado Paiva.

Algumas fatias de fiambre fínissimas da Nobre (ou do seu merceeiro, se preferir).

Duas ou três rodelas de tomate biológico Mandrágora.

Uma ou duas folhas de manjericão fresco grosseiramente cortadas à mão.Aqui chegados, aconchegam-se estes elementos entre as fatias de pão e, antes de irem ao forno ou à tostadeira, regam-se com uma colher de sobremesa de azeite, outra de orégãos, uma pitada de flor de sal e pimenta preta moída no momento.

Vai então ao calor, que fará a melhor tosta de qualquer madrugada.

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Blog da semana

O Diplomata. Dez anos de blog é obra. Alexandre Guerra festeja, e com razão, um espaço de reflexão, análise e opinião do mundo político internacional. Merece o bolo.

Uma boa frase

“Se isto fosse no tempo do Sócrates, a esta hora o Trump já tinha em cima da mesa uma proposta da Mota-Engil para a construção do muro. Com financiamento do BES e projecto do Siza Vieira." Rui Rocha, Delito de Opinião

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