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Pedro Rolo Duarte

13
Ago09

Enfim, bracinhos em "modo ela"...

Este post é dedicado à (de todos nós, blogueiros do sapo) Maria João, que a partir de hoje já pode colocar o bracinho à vontade fora de portas e janelas... Aqui está o bracinhos, versão "ela", que faltava. Tive de fotografar quem tivesse unha pintada, pois de outro modo seria dificil distinguir (ainda que, aqui há dias, numa perfumaria do Chiado, o rapaz que me atendeu exibisse unhas primorosamente tratadas e pintadas de cor violeta...).

Neste caso eu vi a senhora que conduzia na A-2 e, numa versão bracinhos-fumadora, assim se mostrou, com relógio de bracelete branca, como deve ser. Havia fila, por isso a operação foi fácil...

 

12
Ago09

Mais vale… feliz

Há poucos dias estava a conversar com uma amiga sobre os temas do costume: casamentos, divórcios, viver sozinho ou acompanhado, vantagens e inconvenientes. Eu digo sempre o mesmo, já escrevi um livro e dezenas de crónicas sobre o assunto: é essencial sabermos viver sozinhos para darmos valor à vida em casal, ou para sabermos escolher com propriedade o nosso caminho.

Também acho – aprendi… - que é muito bom viver sozinho. Mesmo que seja um tempo de transição para viver a dois (para mim é, porque a vida que vivi diz-me que tudo faz mais sentido a dois, especialmente quando se respeita que dois é a conjugação de duas parcelas, não a sua soma com um resultado único...).

Ontem tropecei nesta imagem em algum lugar – blog, site? Não consigo reproduzir o caminho para citar a origem – e pensei: ora aqui está um cartaz que diz tudo sobre esta coisa do sozinho ou acompanhado. Com sentido e com humor, menos palavras e uma imagem clara…

 

 

 

09
Ago09

Solnado

 

A Sónia mandou-me a mais triste mensagem que recebi nos últimos anos:

“Morreu o meu primeiro entrevistado”.

A minha habitual falta de tacto, aliada à rapidez no gatilho e ausência de memória, não me deixou pensar um bocado, e respondi: “Quem era?” – como se eu não soubesse que a primeira entrevista que a Sónia fez foi ao Raul Solnado.

Fiquei triste, muito triste. O Raul era o mais autêntico dos humoristas que conheci.

Na história da minha relação com o humor, o Raul foi o primeiro da existência, mesmo que o Herman tenha sido o primeiro com quem me identifiquei.

O Herman é o humorista do meu tempo – mas o Raul é o humorista de sempre.

O Raul era amigo lá de casa, e habituei-me à sua forma próxima e intima de falar com os outros - tratava-me por tu, e de forma paternal, não por efectivamente me conhecer, mas por efectivamente se sentir próximo da minha família.

Há poucos anos, fui procurar a sua obra – em som, essencialmente – e fiquei fascinado pelas fórmulas, pelos estilos, pelos truques. Aqui há semanas, na rádio, com o João Gobern, recuperei o quadro da guerra da 1908… Dei connosco, eu e o João, a rirmos com o que conhecíamos de sempre, e fiquei com a sensação de estar a enriquecer a emissão com aquela gravação antiga.

Hoje, depois do baile na aldeia, e depois de overdose de notícias sobre a morte do Raul, pus o meu filho a ouvir a Guerra de 1908. E ele riu. Voltei a sentir ali o piquinho da genialidade. Fica aqui. E digo o mesmo que ele dizia, ao despedir-se,  num dos seus muitos programa de televisão: “façam o favor de ser felizes”… Foi por isso que ele viveu estes anos todos.

08
Ago09

O prometido é devido...

Cá está o bracinhos que faltava, um clássico ao nivel do motorista de táxi e do seat ibiza tuneado: o bracinhos motorista "de um pesado mastodonte da rodoviária", para recordar um momento de uma rádionovela do Herman José em que, na sequência do despiste de um autocarro, conduzido pelo homem que havia de mudar a vida da protagonista, havia um pneu que atropelava a enferma Marilu Garcia deixando-lhe no peito um traçado radial...

Bom, sem acidentes de percurso, cá fica o discreto bracinhos dos Transportes ao Sul do Tejo...

(Já houve quem perguntasse por bracinhos femininos, pois vou de seguida tratar desse tema, se me der para aí...)

05
Ago09

O passado e o presente

Pensamento de um dia morno de Agosto (só por coincidência o mesmo em que José Eduardo Moniz abandonou temporariamente a televisão...): ver a RTP-Memória deveria ser obrigatório para profissionais da comunicação social – jornalistas, actores, apresentadores, de imprensa, rádio e TV – com menos de 40 anos.

Algumas horas de convívio com o passado devolve a qualquer ser humano normal a humildade e o bom senso. Há sempre um momento em que percebemos que a fama e o sucesso são como a vida: passam por nós como nós por ela. E não demoram muito.

Não adianta, por isso, embandeirar em arco com aqueles cinco escassos minutos...

04
Ago09

Assim de repente, ocorre-me:

Que até “transito em julgado”, Isaltino não é culpado, bem o sabemos. Isso não significa, porém, que o respeito que lhe deve merecer um tribunal não levasse o politico a, numa primeira análise, recolher a casa e retirar a sua candidatura. Era o mínimo.

O que Isaltino fez ontem foi aproveitar, em proveito próprio, as prerrogativas que a justiça disponibiliza para corrigir eventuais erros judiciários. Decidiu seguir o “quem não deve, não teme” – mas esqueceu-se que o poder judicial é autónomo e independente, dando a entender que estava numa batalha politica. Ou seja, confundiu e baralhou tudo deliberadamente. Poeira para os nossos olhos, portanto.

Sucede que, com ou sem provas factuais, as contas na Suíça, o cheque dos 4 mil contos e as alterações na volumetria dos edifícios que estiveram em “debate” são suficientes para demonstrar que ele não é propriamente um exemplo a seguir. Um politico sério, e que se quer fazer respeitar, teria a obrigação ética e moral de sair de cena e esperar o fim da festa.

A Isaltino de Morais, dá-lhe igual. Manuela Ferreira Leite acha que não é o momento para este debate. E o PS deve estar a assobiar para o alto.

Depois espantam-se com a abstenção, a corrupção, a chico-espertice, e o mais que sabemos... Ontem foi mais um dia para lamentar na pobre democracia nacional.

03
Ago09

O país interrompido

Chegou Agosto e o país interrompe-se. Não há nada que realmente abale Portugal.
(Parece que aqui ao lado, em Espanha, se tem verificado um movimento espontâneo dos comerciantes no sentido de estarem abertos mais horas em cada dia e mais dias em cada semana, para terem a oportunidade de compensar as perdas com, pelo menos, vendas assinaláveis. A ideia clássica: se houver mais hipótese de comprar, há maior probabilidade de vender).

Em Portugal, não. Chegou Agosto e o país interrompe-se. Fecha-se “para férias do pessoal”. Fecha-se à hora do almoço. Fecha-se porque sempre se fechou. No lugar onde passo os meus fins-de-semana de Verão, a papelaria, que tem este mês o seu momento de glória anual para vender jornais e revistas (especialmente aos fins de semana), não abdica da rotina de Inverno: fecha sábado e domingo à hora do almoço e não reabre; fecha à hora do almoço dos dias de semana e ignora o movimento tardio do veraneante. Queixa-se da crise, seguramente.

Um dos meus restaurantes favoritos fecha para férias, todos os anos, algumas semanas em Julho. Achei que este ano tal não sucederia, para reagir à crise. Enganei-me: bati com o nariz na porta.

Chegou Agosto e o país interrompe-se.

Estará o país interrompido ou definitivamente corrompido? Sinceramente, troco o “adeus português” pelo “Verão português”. Porque esta é a época que nos desmancha e desmascara. Que nos exibe e demonstra. Que diz muito sobre nós. E dizendo muito, "aos costumes" vai dizendo nada. Que interesse, claro.

02
Ago09

Primeiro dia de Agosto

É um exercício inútil: se me ponho a pensar em 50 razões para viver em Portugal, encontro tantas que me perco na contagem bem acima das 50; se quero encontrar 50 razões para fugir daqui para fora, a cena repete-se e também me perco na contagem das dezenas de ódios de estimação que me levariam a emigrar imediatamente.

Por fim, percebo a inutilidade do exercício: razões não me faltam para partir ou para ficar – falta-me seguramente a vontade, a convicção, algo mais forte e profundo. Ou apenas o reconhecimento de pequenos nadas que fazem toda a diferença. Como este: ontem, sábado, 1 de Agosto, primeiro dia das “férias oficiais” dos portugueses, era possível estar numa praia assim, como as imagens documentam, em Portugal.

Praia de ricos, de acesso condicionado, só por barco, sem placas nem indicações? Nada disso. Praia com acesso a qualquer automóvel normal, praia com estacionamento e vigilância, a 150 quilómetros de Lisboa, com placas indicativas na estrada e referência nos guias e roteiros.

Não chovia, estava calor, e o sol andava por ali a brincar com as nuvens…

Em Portugal não se está nada mal. Vou para onde?
 

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Blog da semana

Gisela João O doce blog da fadista Gisela João. Além do grafismo simples e claro, bem mais do que apenas uma página promocional sobre a artista. Um pouco mais de futuro neste universo.

Uma boa frase

Opinião Público"Aquilo de que a democracia mais precisa são coisas que cada vez mais escasseiam: tempo, espaço, solidão produtiva, estudo, saber, silêncio, esforço, noção da privacidade e coragem." Pacheco Pereira

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