Blog da Semana
Catedral da Luz
Já o tinha destacado aqui ao lado, mas ainda não tinha sido eleito aqui para o cantinho...
Uma boa frase
“Desta vez não há um lord Byron a defender a civilização helénica... A opinião publica europeia é bem mais fraca do que há dois séculos. Uma vergonha para tantos recursos humanos «well educated»”
José Medeiros Ferreira, Cortex Frontal
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Um video notável, admirável, a que me rendi quando a mão amiga do Edson me deu a conhecer.

(Nestes momentos nunca deixo de pensar: extraordinário mundo novo que permite a difusão, o conhecimento, a partilha, ao alcance dos olhos e de um click...)

Bom, então o video.

Pode constituir, constitui mesmo, o meu manifesto de Natal e Ano Novo. Um sinal. Um cartão de visita. Uma ideia. O que eu queria dizer. O que eu faria, se soubesse como se faz. O que queiram...

A vida é isto. E é tão simples, se quisermos...

E assim, reeditado e revisto o post, desejo a todos o melhor 2010 que o próximo ano vos possa dar. E a mim também.



publicado por PRD às 21:16
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

É o meu presente de Natal aos leitores do blog: a crónica de sábado na revista do i, em antecipação. Mas dia 26 lá está nas bancas: Nós. Religiosos...
E agora um Bom Natal, para mim a festa da familia.
 

Não é Natal quando um homem quiser – é Natal agora, estes dias, esta semana. E não adianta resgatá-lo da sua tradição religiosa, como tentou Ary dos Santos (com talento, mas obviamente a mando dos seus camaradas), escrevendo “Natal é em Dezembro / Mas em Maio pode ser / Natal é em Setembro / É quando um homem quiser / Natal é quando nasce uma vida a amanhecer / Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher”.

Estávamos em 1975 e o PCP pretendia dessacralizar a vida portuguesa ao ponto de transformar uma das mais sentidas tradições religiosas num momento pagão para os que viam “Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei”. Mais um ano de poder e o Natal era na Festa do Avante e o bolo passava a ser bolo-presidente ou mais prosaicamente bolo-camarada…

Nada disso. Natal é agora. Só agora – assinala o nascimento de Jesus, e é uma festividade cristã. O que Ary e os comunistas, em geral, não conseguiram, nesse tempo de todas as tentações - tornar o Natal uma época de toda a gente – encarregou-se o capitalismo de o fazer, com a sua doce forma de nos enfeitiçar. Hoje, independentemente do sentido da fé de cada um, este é um momento de união, seja simbolicamente cristão ou ateu, pretexto para unir a família, também uma época de dádiva e solidariedade.

Sem querer, o Natal encerra em si o paradigma da humanidade: ao pretender respeitar a individualidade, reconhece-se com mais frequência no que é comum a muita gente e aceita apagar-se em nome de uma ideia partilhada por muitos. Fica bem, depois, dizer que o pior da economia de mercado tomou conta da época, que a fúria consumista se sobrepõe aos profundos sentimentos de solidariedade, que o capitalismo tomou de assalto o Natal.

Fica bem, mas essa é a sua verdade nos tempos modernos – bem representada pelo Pai Natal que a Coca-Cola abocanhou, transformou e globalizou… -, facto que nenhum estandarte com o Menino Jesus vai conseguir contrariar. O espírito da época é o do consumo, o da festa, o da união – mas hoje isso significa negociação, diálogo, entendimento. Não mais união pura e simples.

Substituímos as cartas pelos mails, e os mails pelos sms, e agora os sms por bonecos e presentes do Facebook – e nesta sucessão de facilitações aferimos como os tempos e os seus ícones vão tomando conta do evento. Mais do que perder religiosidade, a quadra tornou-se uma espécie de Cimeira de Copenhaga: tenta-se o mínimo denominador comum – pode ser o bacalhau ou a missa do galo, um estandarte ou um Pai Natal a trepar estupidamente por uma varanda… -, para conseguir ultrapassar todas as diferenças, todos os hiatos, todas as faltas. Negoceia-se para chegar ao acordo que é a noite de dia 24, quando a paz é convocada por todos. Por minutos que seja.

Dois dias depois, ou seja, dia 26, a tenda começa a ser desmontada. O divino, o transcendental, os rituais mais ou menos adquiridos para expressar fé e crença, vão dando lugar ao “back to reality”. Daqui a pouco é ano novo, passas e champagne. Ary dos Santos tinha razão quando falava do “sabor amargo em cada doce que eu comprei”.

Nós, religiosos? Com certeza que sim. Mas aí sim, “quando um homem quiser”, ou seja, muito de vez em quando.



publicado por PRD às 21:09
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Desilusão e falhanço são certamente as palavras mais usadas: um acordo climático não vinculativo foi o máximo que a cimeira de Copenhaga conseguiu depois de

13 dias de negociações e de uma maratona final de 24 horas.

Sobre o tema “aquecimento global”, balanço entre as desconfianças daqueles que duvidam da cientificidade do drama – a que o “climategate” acabou por dar um bocado substancial de razão – e as evidências que nos rodeiam com a decorrente necessidade de “fazer qualquer coisa”.

Parece, no entanto, que os senhores que estiveram em Copenhaga não tinham duvidas: o “aquecimento global”, para eles, é grave e perigoso.

A ser como dizem que é, continua a ameaçar o planeta e o futuro dos nossos filhos. É óbvio, portanto, que aqueles pais que estiveram a debater na Dinamarca nem com os próprios filhos se preocupam.

Vão preocupar-se com “os outros”?
Podemos confiar em gente assim?
Não. Nem pensar nisso. Mas são eles que governam o Mundo. E na maioria dos casos fomos nós que os elegemos.

 



publicado por PRD às 00:46
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Esta semana, na edição de sábado do i,  “Nós, Escritores” – uma edição especial de ficção com 19 contos inéditos de outros tantos autores portugueses, conhecidos e desconhecidos, e uma crónica de Miguel Esteves Cardoso sobre a forma como escrevemos.

Toda a edição e ilustrada por António Jorge Gonçalves.

Este é o nosso presente de Natal – uma edição de coleccionador com originais de, entre outros, João Tordo, José Luís Peixoto, Margarida Marinho, Patrícia Reis e Paulo Kellerman, para citar os nomes mais conhecidos.

Lista integral dos autores desta edição:

Ana Cássia Rebelo (jurista e blogger)
Ana Garcia Martins (jornalista)

Blonde with a PHD (Prof Universitária e blogger)

Cláudia Clemente (Realizadora de cinema e escritora)

Filipa Martins (escritora)
João Gobern (Jornalista)
João Tordo (escritor)
José Luís Peixoto (escritor)
Margarida Marinho (actriz)
Maria Lucena (fotógrafa)

Maria Ramos Silva (jornalista)

Marta Vaz (jornalista)

Mónica Andrezzo Pinheiro (consultora e blogger)

Mónica Marques (jornalista e escritora)

Patrícia Reis (jornalista e escritora)

Paulo Kellerman

Pedro Rolo Duarte (jornalista)

Sofia Vieira (jurista e blogger)

Sónia Morais Santos (jornalista)



publicado por PRD às 14:25
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

O meu amigo Miguel Coutinho voltou à escrita diária – um exercício difícil, mas que puxa pela imaginação, pela criatividade, e pela competência. Nada que lhe falte. Por isso, tudo de bom.

Na sua estreia, ontem, no Diário Económico, ele convoca uma metáfora de Portugal a partir de um sinal de trânsito que o surpreende no Brasil. O sinal diz: “Entre com cuidado no amarelo piscante”.

Vale a pena ler o resto, aqui. E perceber que a razão pela qual muitos de nós ainda compram jornais diários passa mais por um texto que nos surpreende, nos faz pensar, nos interroga, do que por todas as lógicas que durante décadas alimentaram os livros sobre jornalismo.

Eu sei que é a pergunta do milhão de dólares – mas uma pequena percentagem da resposta está numa palavra mais ou menos comum: autoria. Ou antes: personalidade. Nas páginas, nos jornais, nas marcas.



publicado por PRD às 10:41
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