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Já o tinha destacado aqui ao lado, mas ainda não tinha sido eleito aqui para o cantinho...
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“Desta vez não há um lord Byron a defender a civilização helénica... A opinião publica europeia é bem mais fraca do que há dois séculos. Uma vergonha para tantos recursos humanos «well educated»”
José Medeiros Ferreira, Cortex Frontal
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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

 

Era esta a fotografia, e eram estas as perguntas:

 

Primeira: Quem são os dois cantores que se apresentam neste palco?

Segunda: Em que circunstância (isto é, espectáculo, evento, festa, festival, etc.) foram fotografados?

Terceira: em que ano tal fotografia foi tirada?

Acertou quem disse Jorge Palma e Fernando Girão, quem disse que estavam no Festival da Canção, e quem localizou o ano de 1975. Ou seja, está certa a Paula, que podem “conhecer” no seu blog – e que foi a primeira a acertar em cheio...

Paula, parabéns! E agora faça o favor de me mandar um mail aqui para o blog (pedro.roloduarte@sapo.pt) para lhe poder enviar o disco prometido...



publicado por PRD às 00:54
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Sábado, 29 de Janeiro de 2011

 

Às vezes dá-me para aqui, que fazer?

São três perguntas sobre a fotografia deste post...

Aceitam-se palpites e respostas para a caixa de comentários...

O primeiro/a que acertar nas três respostas ganha um CD que descobri ter em duplicado (e de que gosto muito, apesar de ter sido injustiçado pela critica e pelo publico): “A Nova Aurora”, da Madredeus.

Lá vão as perguntas:

 

Primeira: Quem são os dois cantores que se apresentam neste palco?

Segunda: Em que circunstância (isto é, espectáculo, evento, festa, festival, etc.) foram fotografados?

Terceira: em que ano tal fotografia foi tirada?


Para não deixar todos à nora dou algumas ajudas:

Uma. A canção que os dois “cromos” interpretam no momento da fotografia chama-se “O Pecado Capital”;

Duas. A imagem foi retirada de uma edição da revista Flama algures entre 1974 e 1977, e é assinada por Carlos Gil, de boa e doce memória;

Três. Ambos os cantores exercem, ainda hoje, actividade musical...

E agora é só acertar...



publicado por PRD às 10:33
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

(Crónica originalmente publicada na revista Lux Woman)

 

Sou muito sensível ao ruído. Sempre fui. Um aspirador no andar de cima consegue impedir-me de escrever, e aquele clássico aumento de som nos intervalos comerciais das televisões tira-me do sério. A vida nas cidades aniquilou qualquer espécie de sensibilidade em relação ao ruído: os automobilistas buzinam sem dó, ninguém repara no barulho insuportável que os empregados de café parecem ter gosto em fazer quando empilham chávenas e pires, não há prédio que se preze que não tenha um trolha a deitar uma parede abaixo. Não falando das ambulâncias do INEM sonhando que Lisboa é Nova Iorque. A cidade é, em si, um foco de ruído - e quem não lhe quer vestir a pele, é favor mudar para o campo…

Das várias vezes que tenho equacionado a hipótese de deixar de ser urbano, o ruído é responsável pela maioria. Porém, persisto em Lisboa – e acordo com o martelão de mais uma cozinha refeita de novo, e tenho o televisor no volume 1 para evitar a estridência da publicidade, e vivo de janelas fechadas porque os dias da avenida onde habito oscilam entre buzinas, autocarros, aviões e sirenes…

O ruído é seguramente um dos motivos pelos quais nunca, nem no tempo em que só recebíamos produções da Globo, vi telenovelas. Talvez minta: lembro-me de ter seguido espaçadamente o Dancing  Days, por causa do disco-sound, que coincidiu com o momento em que comecei a sair à noite. Mas não recordo sequer a trama. O que sei é que, boas ou más, portuguesas ou mexicanas, na TVI ou na SIC, não vejo telenovelas. Não é complexo nem preconceito – vejo coisas piores, como debates sobre futebol, e até espreito a Casa dos Segredos… -, mas tenho uma reacção epidérmica quando “sinto” uma novela no ar. Mudo de canal. Nesta rentrée, decidi perceber por que raio de fenómeno me repele aquele formato.

E descobri. Uma vez mais, é o ruído. O ruído e a energia. Nas novelas, qualquer que seja a sua origem, os personagens estão invariavelmente em uma de quatro situações: a chorar, aos gritos, aos beijos, ou às escondidas. Exceptuando os beijos – e mesmo esses, são quase sempre mal roubados… -, os restantes momentos implicam uma ou ambas as sensações: ruído, má energia.

Gritam e discutem como se não houvesse amanhã. Choram porque tudo lhes corre mal, mesmo quando aparentemente corre bem. Escondem porque mentem ou acham que lhes mentem. É tudo mau – mesmo que o final possa ser feliz. E é tudo incomodativo para ouvidos sensíveis e cansados. Tive a sorte, na minha vida familiar e pessoal, de raras vezes ter convivido com gritos e discussões fora do tom. Talvez por isso, cresci com a ideia de que isso era coisa exclusiva das novelas da Globo. Quando percebi que também as ficções portuguesas seguiam o mesmo caminho, aceitei que o problema, por fim, era meu. Na verdade, as famílias disfuncionais, as traições, as deslealdades, a gritaria, a mentira, o desentendimento, não são mais nem menos do que a vida real, e as novelas limitaram-se a reproduzi-la. Também por isso, foram bem sucedidas – e é um facto que, à minha volta, mais recentemente, esse círculo de ruído e violência apertou e cresceu.

Mas foi preciso ter passado a barreira dos 40 anos para perceber que, afinal, a razão pela qual as novelas são vistas por toda a gente é a mais simples de todas: elas são iguais à vida de toda a gente - e o que não é igual, é sonho do que possa vir a ser, ou medo daquilo em que se possa tornar. Com jeitinho, um dia destes estou sentado em frente ao televisor a vê-los ao gritos.

Com o som do televisor no volume mínimo. Posso suportar tudo – mas o ruído, o ruído vai continuar a ser objecto estranho. Não consigo viver aos gritos.



publicado por PRD às 11:07
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Um. O cromo destas eleições não foi José Manuel Coelho, um anti-sistema que canibalizou o voto em branco, mas Fernando Nobre. Tentou encaixar-se numa “candidatura da cidadania”, uma expressão mais oca do que um ovo kinder (...e sem surpresa lá dentro). Tentou a escola do eanismo, do PRD, do MEP, enfim, mais do mesmo: descobrir virtudes numa presumível independência como se a politica, em si, constituísse pecado original. Mas foi vítima da sua própria presunção: qual politico do costume, dois dias antes das eleições dizia “não é possível demover-me da minha intenção. Só há uma maneira: dêem-me um tiro na cabeça, porque sem tiro na cabeça eu vou para Belém”, acrescentando que era entre ele e Cavaco que se discutia a segunda volta - e ontem declarava que a sua candidatura era a única realmente vitoriosa. Ficar em terceiro lugar e declarar vitória é coisa que já nem os políticos profissionais fazem. Fernando Nobre veio a esta eleição lembrar-nos que quanto mais diferentes querem parecer, mais iguais acabam...

Dois. O partido a que desta vez pertenci, o do “voto em branco”, alcançou qualquer coisa como 4,5% dos votos (o dobro das ultimas eleições). Se lhe juntarmos 52,5% de abstenção, estamos perante uma confortável maioria absoluta. Ninguém quer pensar um bocadinho sobre isto? Vale a pena abrir o debate sobre o voto obrigatório? Acho que sim.

Três. Depois de ouvir os discursos, as declarações, os debates, os comentários, tenho saudades de Mário Soares, de Cunhal, de Sá Carneiro, gostava de ouvir Freitas, Adriano Moreira. Sou fiel a Marcelo, mas queria ouvir Vasco Pulido Valente. E Paulo Portas era tão melhor editorialista. Sabendo bem quão politicamente incorrecto é dizê-lo, cá fica: também tenho saudades de António Guterres.

Quatro. A reeleição de Cavaco vai trazer-nos a revelação: vamos finalmente saber quem é este homem. E do que é capaz.



publicado por PRD às 11:44
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Não esquecer: votar.

Por mais infimo que nos pareça o valor de um voto, é a infinita cásima decimal que nos cabe no regime.

E se é isso que temos, é isso que devemos usar.

Ao final da tarde, as pessoas que se levam demasiado a sério vão "explicar-nos" o que fizemos, por que fizemos, e como fizemos. E todos os candidatos vão, de alguma forma, ganhar. É o que vale.

E tem uma vantagem: é o costume. A dada altura, já só peço que não me surpreendam...



publicado por PRD às 01:58
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