Blog da Semana
Catedral da Luz
Já o tinha destacado aqui ao lado, mas ainda não tinha sido eleito aqui para o cantinho...
Uma boa frase
“Desta vez não há um lord Byron a defender a civilização helénica... A opinião publica europeia é bem mais fraca do que há dois séculos. Uma vergonha para tantos recursos humanos «well educated»”
José Medeiros Ferreira, Cortex Frontal
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
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Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Conta o Público de hoje, nesta noticia, que “o actual Governo de José Sócrates já criou 42 grupos de trabalho, 20 comissões, dois conselhos, dois grupos consultivos, uma coordenação nacional, um observatório e uma estrutura de missão desde que tomou posse no final de 2009. A pesquisa efectuada pelo PÚBLICO nos despachos publicados em Diário da República permitiu concluir que há grupos de trabalho que se sobrepõem a comissões, e comissões que se justapõem a outras e à actividade que deveria ser realizada por organismos e entidades já existentes na Administração Pública”.

Eu gostava de pertencer a um Grupo de Trabalho. Dos remunerados, claro, com senhas de presença ou coisa que o valha. Da lista de grupos e comissões existentes – eu escrevi existentes, que existem, não é humor... - que o jornal apresenta, já escolhi o meu top 5. Ei-lo:

 

1º Grupo de trabalho para apresentar um Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e outros modos de transporte suave

 

2º Grupo de trabalho para transpor a directiva comunitária relativa à identificação e designação das infra-estruturas críticas europeias e à avaliação da necessidade de melhorar a sua protecção

 

3º Grupo de trabalho para reflectir sobre a certificação florestal

 

4º Grupo de trabalho para elaborar um relatório para definir claramente o conceito do "voto em mobilidade""

5º Grupo de trabalho para a coordenação técnica de implementação do novo regime de inventário das necessidades de aplicações informáticas na Justiça



publicado por PRD às 19:18
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É ainda impossível entrar na água. É ainda imprescindível um casaco. É ainda improvável o calção de banho.

Mas poder voltar a ter este ar nos pulmões, esta pureza, este sabor salgado no ar, e haver Sol, compensa a escuridão do Inverno.

 



publicado por PRD às 12:17
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

São como um cristal,

as palavras.

Algumas, um punhal,

um incêndio.

Outras,

orvalho apenas.

 

Secretas vêm, cheias de memória.

Inseguras navegam:

barcos ou beijos, as águas estremecem.

 

Desamparadas, inocentes,

leves.

Tecidas são de luz

e são a noite.

E mesmo pálidas

verdes paraísos lembram ainda.

 

Quem as escuta? Quem

as recolhe, assim,

cruéis, desfeitas,

nas suas conchas puras?



publicado por PRD às 12:02
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

Uma boa ideia. De Maria Filomena Mónica, há alguns anos, na SIC-Mulher...

 

 

 



publicado por PRD às 11:37
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

 

 

Estávamos a gravar o Hotel Babilónia deste sábado, o convidado era o António Manuel Ribeiro, eterno líder dos UHF, eterno lírico do rock nacional. Tenho com ele uma memória muito forte de um tempo em que, jornalista do semanário “Sete”, acompanhava o dia-a-dia dos UHF e o António me abriu as portas para o backstage da banda. Os UHF eram, naquela primeira metade dos anos 80, o super-grupo do rock nacional e tinham verdadeiras hordas de fãs que os seguiam para todo o lado. Protagonizaram a primeira transferência de editora com valores finaceiros que se vissem. Vendiam discos como pipocas em cinema. Eu estava lá e vi.

Depois veio o projecto “O Independente” e afastei-me do jornalismo musical – por isso, naturalmente, afastei-me também do convívio com muitos músicos, nomeadamente o António Manuel Ribeiro. Ele sabia que a musica dos UHF não era exactamente a minha praia, ainda que gostasse de algumas canções e tivesse uma enorme admiração pela dedicação, empenho e paixão do António. Ficou a memória e uma intimidade que se prolonga até aos dias de hoje.

Quando entrou no estúdio, o António abriu um saco e começou a tirar discos e livros que nos queria oferecer. Entre eles estava a edição em CD de “Noites Negras de Azul”, um disco de 1988, auto-produzido e depois editado pela Edisom, editora de que o meu irmão António Manuel foi sócio-fundador. De raspão, o António disse-me que esta reedição de 2008 tinha uma homenagem ao meu irmão, mas confesso que na confusão da pressa para gravar nem percebi bem o que ele queria dizer.

Mais tarde, em casa, abri o CD e no folheto interior li:

“Quero recordar aqui o António Manuel Rolo Duarte (A&R da Edisom), que em 1988 acreditou em mim, depois de ouvir «Na Tua Cama». Com ele partilhei momentos de grande profissionalismo: tinha um imenso sentido de humor, foi um criativo único no país da música. No dia em que entrámos para o Top de vendas, fomos até Almada celebrar e comer caracóis. À sua memória ergo a taça”.

Comovi-me, claro.

Muitos músicos e compositores portugueses, do rock à música popular, poderiam dizer exactamente o mesmo do meu irmão António Manuel. Talvez alguns deles tivessem até essa divida de gratidão. Mas foi o António Manuel Ribeiro que lhe fez justiça.

Ergo a taça, inesperadamente, a mão tremida. Nesta “noite negra de azul”.



publicado por PRD às 00:26
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