Blog da Semana
Catedral da Luz
Já o tinha destacado aqui ao lado, mas ainda não tinha sido eleito aqui para o cantinho...
Uma boa frase
“Desta vez não há um lord Byron a defender a civilização helénica... A opinião publica europeia é bem mais fraca do que há dois séculos. Uma vergonha para tantos recursos humanos «well educated»”
José Medeiros Ferreira, Cortex Frontal
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
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Quinta-feira, 31 de Março de 2011

"Somos um país essencialmente agrícola: uns já cavaram, outros vão cavar... e os que cá ficam são nabos!"



publicado por PRD às 14:10
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Fotografado hoje, à entrada de um pequeno campo de futebol dos arredores de Lisboa...



publicado por PRD às 19:28
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Haja alguma coisa que nos dê vontade de rir (sem que essa vontade esconda a vontade de chorar...).

 



publicado por PRD às 13:59
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(Crónica originalmente publicada na revista Lux Woman)

 

Tenho a sorte de morar “encostado” a duas boas livrarias da cidade. Compro jornais e revistas numa, compro livros em ambas, sem grande critério distintivo. Independentemente das necessidades ou das compras, costumo passear pelas duas lojas com metódica regularidade. Para passar o tempo ou, como gosta de dizer a minha mãe, “andar a flanar”.

Gosto especialmente de passar por ali nas épocas festivas ou especiais – no Natal, nas vésperas da Feira do Livro, nos dias que se sucedem ao anuncio do Prémio Nobel da Literatura. São momentos em que as livrarias ganham vida própria, pulsam como pessoas, e os livros parecem melhores. Nos últimos anos, porém, sinto os livreiros, nestes momentos mais fortes, inquietos - à procura de espaço para mais livros, tentando alimentar escaparates, sempre mais pequenos do que as encomendas. O espaço ganhou uma relevância inesperada.

Por mais de uma vez assisti, nos últimos meses, ao mesmo drama: empregados com livros empilhados entre a cintura e o pescoço tentam, sem sucesso, alinhar as novidades nos espaços disponíveis. Observar os seus movimentos é um exercício que deixa angustiado o espectador – e nem vale a pena dizer-vos que, nos tempos que correm, parte dos espaços disponíveis para os livros já não dependem dos livreiros, mas sim de quem os paga...

Ainda assim, o que vejo? Vejo livros novos morrerem em segundos, esmagados por mais um sucesso internacional de auto-ajuda; vejo desaparecer de cena um excelente livro de receitas antigas, substituído por uma livro idiota de receitas para homens que não sabem estrelar um ovo; vejo as crónicas de uma jornalista que nunca quis publicar crónicas ficar atrás do romance de um jornalista cujas crónicas os jornais deixaram de publicar. Vejo, enfim, a batalha campal dos editores, dos autores, do marketing, das vendas, entre eles, uns contra os outros, matando e morrendo sem dó nem piedade.

Acho que se trata, no fundo, de uma pequena guerra civil de palavras, autores, egos, editoras, negócios. Uma guerra com regras mas sem princípios. Uma guerra que em épocas mais radicais, como o Natal, ganha contornos dantescos – vale tudo, incluindo tirar olhos (isto é, tirar talentos para vender gadjets que fingem ser livros), vale até o peso do acaso ou da sorte num livro que cabe à justa naquele cantinho ainda livre. Mesmo sem merecer.

Não tenho autoridade para falar: os quatro livros que levam o meu nome e estiveram no mercado são, por junto, um jornal a fingir que é livro. Mas nem por isso deixo de ser sensível a este mercado e a este conflito entre espaço físico e relevância literária. Sem poder provar, tenho a certeza de que esta guerra produz mais injustiça do que justiça, deixa mais vítimas do que heróis. No fim, quando alguém se der ao trabalho de fazer o balanço, muitos bons livros foram mortos em combate, e muitos maus livros receberam condecorações. Nos intervalos, há livros que permanecem no teatro de guerra sem fazerem nada por isso – e outros, feridos de morte, tentam sem sucesso chegar à prateleira mais visível...

Se o mundo é injusto e vive uma guerra sem cartel, o universo dos livros é uma boa reprodução, à escala, da guerra civil (que fazemos sempre de conta que não existe...). Eu, leitor confesso, assisto às guerras sazonais e espero sempre que ganhe o melhor. Mas a vida já me ensinou que não é assim – na guerra, perdemos todos. Sempre. Nas livrarias onde se digladiam obras de toda a espécie, não há ideologia nem religião que vença o mercado. É uma guerra perdida, apenas.



publicado por PRD às 12:18
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Domingo, 27 de Março de 2011

(... ou de como, na verdade, talvez as eleições não venham a servir de muito, porque “eles andem” aí...)

 

Inovador: conta o Correio da Manhã, nesta noticia, que o Secretário de Estado Carlos Zorrinho inaugurou em Évora um call center que... já funcionava há cinco anos... Com centenas de trabalhadores precários.

Exemplar: Conta o Público, nesta noticia, que o ex-vereador do PSD e ex Secretário de Estado Salter Cid fez uma “construção nova no terraço do prédio de que é proprietário” sem licença de obras, sem comunicar à Câmara, “a seco”. Confrontado pelo jornal, disse que se tinha “esquecido” de comunicar – e depois de violar um embargo, continuando a amassar cimento, foi convidado pelo vereador Manuel Salgado a apresentar um projecto com “vista à eventual legalização da obra”.

Corriqueiro: conta o Correio da Manhã, nesta noticia, que a mulher de Pedro Serra, Presidente das Águas de Portugal, foi promovida de directora a administradora de empresa de Serviços Ambientais do grupo Águas de Portugal. No ano passado, Pedro Serra tinha sido noticia por ter renovado, num momento já de contenção e crise, a frota de automóveis ao serviço dos quadros do grupo.

Da frente da crise: contam todos os jornais, nomeadamente este, que o ex-ministro Armando Vara, também ex-vice-presidente do BCP, recebeu em 2010, do Banco onde já não exerce qualquer função, a módica quantia de 822 mil euros.

 

Assim sendo, falem-me do bloco central, sim senhor.



publicado por PRD às 19:59
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