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Pedro Rolo Duarte

11
Mai11

Genial (E mais uma vez, veio da publicidade...)

Eu não sei se a publicidade tem futuro, nem sei que futuro tem este presente. Também não sei responder à pergunta de um milhão de dólares sobre qual vai ser o modelo de negócio dos media nos próximos anos, ainda que tenha a tentação de pensar que não são os que andam a ser ensaiados por aí.

Mas se algum futuro existe nos dias que correm, no mundo da comunicação, acho que está aqui. É genial. Vende. E apetece ver. Subo o som (em vez de descer, como faço nos intervalos da televisão). Rio. E fico a saber o que é que eles querem vender sem que isso me incomode. Podia ser de outra maneira? Se calhar podia. Mas assim é muito melhor. E é aqui que está o ponto: é realmente preciso encontrar formas novas de comunicar as coisas do costume. Os empresários e editores de comunicação social ainda não perceberam isto.

 

 

 

10
Mai11

Afinal havia ostra...

Nem inglês técnico nem licenciatura ao domingo: o nosso primeiro-ministro formou-se em Coimbra e tem um MBA tirado na Universidade de Lisboa. Não acreditam? Vejam aqui... O resto da biografia, obviamente enviada pelo próprio ou pelo seu gabinete, sublinha o que se imagina e ignora o que se sabe. Sem mais comentários.

10
Mai11

Coelho de novo a sair da cartola

Há três anos, temi que este homem persistisse em aparecer nos ecrãs de televisão a debitar inanidades, banalidades, lugares-comuns. Sempre com pose de falso irreverente. Estou a ver os Prós e Contras e - oh meu deus... - lá está ele outra vez. Retirem, do que se segue, educação, e ponham lá Portugal e os portugueses. O meu post, três anos depois, não muda uma linha. O achista não desiste - nem os media desistem dele...

Um achista à solta
Lá estão de novo a debater o tema da educação. Hoje numa perspectiva enriquecida pelo olhar de sábios como João Lobo Antunes e António Câmara. O debate não corre mal.
Mas às tantas vejo levantar-se e falar Carlos Coelho, o homem que os media elegeram para se pronunciar sobre marcas, logótipos, imagem, marketing (Portugal tem esta característica quase risível, porém verdadeira: de vez em quando descobre um “especialista”, fixa-lhe o numero de telemóvel, e ei-lo a fazer jus à ideia do “cair em graça”...).
Carlos Coelho é um bom profissional – mas não é tão bom quanto ele se julga. É um excelente vendedor de si próprio, mais do que dos produtos que lhe pedem visibilidade. Não percebo o que pode acrescentar a este painel sobre educação – nem ele, pelos vistos, dado que debita em escassos minutos um conjunto generoso de baboseiras sem nexo, apelando ao apaziguamento da crise entre professores e Ministra. Estou a tentar concentrar-me no que diz, mas não consigo porque não percebo onde quer chegar. Ele também não percebe, enrola-se nas palavras, evoca os filhos que estudam no estrangeiro mas não explica porquê, e às tantas elogia a escola portuguesa pela “sensibilidade” (??). Enfim, parece um espontâneo que entrou sem convite no auditório da RTP.
Ora, os mecanismos do cérebro são misteriosos, mas às vezes tremendamente perspicazes. Lembro-me de ter passado há poucos dias pelo site da empresa dirigida por Coelho, e de ter lido qualquer coisa sobre o “achismo nacional”. Regresso agora a correr ao site. Lá está: “Da força colectiva do verbo achar terá, porventura, nascido um dos maiores inimigos das marcas, o achómetro. Constituindo-se enquanto direito fundamental de todos os cidadãos que se acham capazes de tudo achar, as marcas são objecto dos mais inóspitos, variados e múltiplos "achamentos". Nesta medida, e estando sujeitas ao que todos acham, estará o futuro das marcas reservado à procura da unanimidade que conduz à burrice? (...) Perdoem-me a franqueza, mas por favor calem-se aqueles que não sabem achar! Achar significa fundamentar, estudar, pesquisar, analisar e, no final, construir uma opinião concreta e responsável”
Carlos Coelho criticou aquilo que acaba de protagonizar na RTP. Ele foi o “achista” de serviço (papel em que, curiosamente, o tenho visto actuar frequentemente). Hoje, em nome do que defende e prevenindo o tal “futuro reservado à procura da unanimidade que conduz à burrice”, perdeu uma excelente oportunidade para estar calado.
Não foi a primeira vez. Temo que não seja a última.

09
Mai11

A dar-lhe um nome, seria Salada FMI. O “F” é de frango.

O frango do churrasco a seis euros. Sobrou um bocado? Um peito e uma perna?

Pronto, é quanto baste para dois ou três. Coza massa – fusilli ou penne – em água abundante com sal, e enquanto ela coze aproveite para cortar em pedacinhos pequenos um tomate maduro e meio pepino. Na mesma saladeira onde os vai colocar junte rucola partida grosseiramente, um queijo de cabra fresco atabafado partido pequenino (sempre que posso e apanho, o da Bilores de Moura é o melhor – e às vezes misturo com camembert...), e o frango desfiado.

Entretanto, faça o molho que vai dar graça a tudo: deite numa tigela um iogurte natural (eu uso grego, que tem um ligeiro travo...), a que junta hortelã picada, cebolinho também cortado pequenino, sumo de limão, pimenta moída na hora, e eventualmente um bocadinho de leite para que o molho não fique demasiado espesso. Misture bem. Às vezes deito-lhe umas pedrinhas de sal grosso, poucas.

Quando a massa estiver cozida (al dente, de preferência...), é passar por água fria e voltar para o tacho com um fio de azeite e um bocadinho de pimenta. Mexer até ficar brilhante, não precisa de fritar...

Quando está morna ou fria, junta-se a massa ao preparado anterior. Serve-se com o molho à parte, para que cada um faça a sua soma.

Não fiz contas ao preço, mas é seguramente uma receita de crise à moda do FMI – porém, com uma mistura de sabores e um aspecto que faz lembrar os tempos em que nos julgávamos ricos. Funciona, portanto...

08
Mai11

Domingo no Cais do Sodré

Tinha escolhido esta imagem - tirada de uma edição da "Panorama", revista de propaganda cultural e turistica do estado novo - para um post ali ao lado, na secção "Passados", onde reproduzo memórias mais ou menos distantes, mais ou menos próximas. Mas depois fiquei a olhar para a fotografia, de 1940, do Cais do Sodré, logo agora que o Jamaica quer comemorar em forma o seu aniversário, mas o edificio parece andar aos tombos, e no momento em que também conheci um bar irlandês que me escapava no mapa lisboeta (para não falar da sidra irlandesa, que provei e gostei), e pensei: esta imagem fica bem aqui, no front office do blog. E cá está. Era asim em 1940. Pronto.

04
Mai11

No fim de contas...

Parece simplista, se calhar é simplista, mas é exactamente o que penso e sinto. Foi escrito por Clara Ferreira Alves na última edição do Expresso:

“Um grupo de gente que tem muito dinheiro e gosta de fazer ainda mais dinheiro resolveu que as pessoas que têm menos dinheiro têm de pagar os seus exercícios e erros. Se quiséssemos reduzir a crise financeira internacional a meia dúzia de palavras, podíamos dizer que o dinheiro acabou para aqueles que nunca o tiveram, de modo que aqueles que o perderam em especulações possam recompor os seus lucros e expectativas”.

03
Mai11

Sobre a arrogância (ou sobre: mais tarde ou mais cedo, tudo vem à superfície...)

Sempre gostei da atitude, da pose, e do desempenho de José Mourinho. Não especialmente por causa do futebol – ainda que a condição de vencedor nato tenha sido confirmada pelos resultados -, mas por contrariar a fixação portuguesa pela desgraça, pela condição derrotista, pelo fatalismo. Mourinho recusou essa forma medíocre de ser com um espírito livre e uma atitude vencedora, sem medo da palavra ambição e com um optimismo que chegou a ser saudavelmente irresponsável. Quando me apercebi da existência de Mourinho - não acompanho a informação desportiva com grande afinco -, já o homem era um vencedor. E confesso que estranhei a figura no universo do futebol: falava bem português, falava várias línguas, sabia estar, tinha bom aspecto, parecia informado e culto. Passou a ser, desde o primeiro momento, o meu “modelo” do que devia ser um profissional do futebol, por oposição à mediania nacional desenrascada, ao “vai vir charters de chineses”, ao Presidente que deitava uma garrafa de água pela janela do carro, à pastilha elástica mascada de boca aberta, ao “derivados que”.

Lamentavelmente, noto a inflexão recente do treinador português: trocou a atitude vencedora pelo portuguesíssimo “complexo da perseguição”. Caiu no fatalismo luso e oiço-o falar do Barcelona como se o clube catalão “comprasse” vitórias. Não faço a mais pálida ideia se é verdade ou não – mas o Mourinho que eu conheci não falava de futebol de outra forma que não fosse a sua equipa, o desempenho, a sede de vencer.

Esta mudança tem um lado bom e um lado mau: o lado bom é aproximá-lo de Portugal e dos portugueses. O lado mau também.

Blog da semana

Gisela João O doce blog da fadista Gisela João. Além do grafismo simples e claro, bem mais do que apenas uma página promocional sobre a artista. Um pouco mais de futuro neste universo.

Uma boa frase

Opinião Público"Aquilo de que a democracia mais precisa são coisas que cada vez mais escasseiam: tempo, espaço, solidão produtiva, estudo, saber, silêncio, esforço, noção da privacidade e coragem." Pacheco Pereira

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