Blog da Semana
Catedral da Luz
Já o tinha destacado aqui ao lado, mas ainda não tinha sido eleito aqui para o cantinho...
Uma boa frase
“Desta vez não há um lord Byron a defender a civilização helénica... A opinião publica europeia é bem mais fraca do que há dois séculos. Uma vergonha para tantos recursos humanos «well educated»”
José Medeiros Ferreira, Cortex Frontal
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

É longa, mas é assim mesmo:

Por que raio a Europa serve como termo de comparação para acabar com os subsídios de férias e de Natal (mesmo que os países onde se pagam 12 salários tenham rendimentos médios 3 e 4 vezes superiores ao nosso), e a mesmíssima Europa não sirva para nada quando se fala de televisão pública e se verifica que a esmagadora maioria dos países da União não apenas a tem, como os seus cidadãos a pagam bem mais cara do que os portugueses?

Fico sempre um bocado encanitado quando querem fazer de mim parvo.



publicado por PRD às 10:36
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Domingo, 30 de Outubro de 2011



publicado por PRD às 00:55
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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Por causa do post de ontem, onde “evocava” a memória desse grande “estadista” que foi José Sócrates, e dos comentários que mereceu dentro e fora do blog, apercebi-me de um fenómeno curioso:

Passamos a vida a criticar os nossos semelhantes – sob a divertida fórmula substantiva “Os portugueses...”, que sempre nos exclui... – dizendo que têm “memória curta”. É por terem “memória curta” que votam sempre nos mesmos, que elegeram Cavaco, que dão vitórias a autarcas corruptos, que aplaudem o mesmo Portas que antes vilipendiaram.

Porém, os que criticam a “memória curta” nacional e a convocam para exigir mudança, ocupam-se agora a limpar o passado recente com a pergunta/fórmula “ai o Sócrates ainda tem culpas?”. Ou mais candidamente: “e não podem deixar o Sócrates em paz?”. Ou misericordiosamente: “Coitado do Sócrates, não o largam...”. Ou militantemente: “ele ía a caminho da missa quando veio a crise e deu cabo de tudo”...

Ou seja: uma vez saído de seis anos da mais lamentável governação, e encontrando-se discretamente a beber capuccinos nas esplanadas de Paris, José Sócrates ganha estatuto de impunidade, torna-se inimputável, e deixa de contar para as contas da miséria em que nos encontramos?

Eu diria que ele continua a fazer parte do quadro. Acho mesmo que ele é um dos protagonistas do quadro.

Mas a nossa extraordinária capacidade de perdão já lhe devolveu a folha em branco, e só passaram seis meses...

É milagrosa, de facto, a capacidade que temos de passar a limpo o passado. Ou visto do lado da realidade crua e triste: nunca vamos aprender com os erros cometidos. Por isso eles se “sucedem constantemente”, como “as ondas do mar salgado”. “Umas trazem peixe, as outras principalmente”.

É por aí que vamos novamente. Bute lá, então. Quanto mais se bate no fundo, mais fundo ele pode ir, não é assim?



publicado por PRD às 08:42
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Leio no jornal que Basilio Horta, deputado (agora) socialista, terá dito que o ministro da economia Santos Pereira vai ficar conhecido como o “ministro do desemprego”. Na televisão, à noite, vejo uma mulher aos gritos na Assembleia – ou era a Aiveca do Bloco ou a jovem Rita Rato do PCP – a chamar ao ministro Santos Pereira, já e com todas as letras, o “ministro do desemprego”.

Faço uma pequena busca pelo INE e verifico que há dez anos a taxa de desemprego se situava em 4,2%. Governava então, em fim de ciclo, o socialista António Guterres. Seguiu-se a sequência aziaga de Durão Barroso/Pedro Santana Lopes/José Sócrates. Só o homem que nos enterrou de vez governou os últimos seis penosos anos. O desemprego subiu, desse longínquo 2001 até ao actual 2011, para os 12,1%. Triplicou.

Não é “ligeiramente” exagerado, para não dizer objectivamente falso, chamar a Álvaro Santos Pereira, que tomou posse há cinco meses, o ministro do desemprego?

Não seria mais acertado e justo dizer que esta é ainda o país que herdámos de José Sócrates, a que se soma uma Europa de pantanas e um mundo à deriva? Isto é o que eu vejo, claro.

Mas lá está: cada um vê o que quer.



publicado por PRD às 11:04
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

 

Encontrada no Facebook. Infelizmente não posso citar a origem, que a perdi de vista...



publicado por PRD às 00:58
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