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Pedro Rolo Duarte

29
Set15

Preso por ter cão… e por não ter

(Crónica editada na passada quinta-feira na plataforma Sapo24, que vale a pena visitar. E subscrever. Mesmo. Esta quinta lá estarei de novo...)

O The Daily Show, de Jon Stewart, venceu o Emmy for Outstanding Variety Talk Series. A colecção de Emmys ganha pela série “Guerra dos Tronos” foi muito mais falada do que este prémio - o que não espanta, claro -, mas vale a pena sublinhar este facto para o universo televisivo nacional, porque reflecte algo que nos parece sempre esquisito: um programa estar no ar tanto tempo…
O The Daily Show durou 16 anos. Se fosse em Portugal, era um fenómeno: 16 anos no ar, facto absolutamente normal por esse mundo fora (quando falamos de programas de sucesso, com estrutura sólida, estruturada, e audiência fixa), seria entre nós motivo de debate, critica reclamação. E penso nisto quando leio as criticas que têm sido feitas ao regresso de Ricardo Araujo Pereira - queira ou não usar-se o nome Gato Fedorento, ainda que amputado de um membro - no programa “Isto é tudo muito bonito, mas” (TVI, diariamente às 21:00). O que todos os que gostam daquele grupo de humoristas desejavam era que eles não defraudassem nem mudassem o seu registo - e foi isso que eles fizeram. Bem.
Pois é justamente esse o argumento critico para dizer mal do programa. Que é de novo o mesmo registo. Que não inova. Que não mudou. Se porventura tivesse mudado, teríamos um coro de criticas a pedir o regresso dos “antigos” Gatos - como não mudou, temos a mesma critica virada do avesso. Presos por ter cão, presos por não ter.
Confesso: tenho cada vez menos paciência para esta atitude bem portuguesa de pedir mudança mesmo quando não é desejada. Uma espécie de inveja mal disfarçada que se vinga na critica fácil.
Eu gosto do programa da TVI exactamente porque não defrauda o gosto que já tinha nos programas anteriores daquela equipa. Podem estar 16 ou 20 anos no ar - porque esse deveria ser, em Televisão, o caminho de quem faz bem o que se propõe fazer.
Jon Stewart parecia que falava para Portugal quando recebeu o prémio: "A todos os que trabalham em televisão, só quero dizer-vos, agarrem-se o mais que puderem". Eu diria o mesmo ao Ricardo e à sua equipa: agarrem-se e não mudem. Os que vos querem diferentes são os que não vos querem no ar.

26
Set15

Vergonha alheia

campanha.jpg

TVI, noticiário da hora do jantar de ontem à noite: relata-se mais uma acção de campanha. Era do PS, mas podia ser da coligação PSD/CDS. Dá igual. A imagem mostra dezenas de idosos a sair de uma camioneta para um pavilhão onde está montado o “circo” para um almoço e um comício.
O jornalista aproxima-se de um casal e pergunta aos dois o que estão ali a fazer. Nenhum deles sabe por que está a sair de um autocarro para um pavilhão cheio de bandeiras.
A mulher ainda diz algo do género: “acho que é dos votos, ou qualquer coisa assim, fomos convidados e viemos”. O homem acrescenta: “a Junta convidou e viemos. Mas diga-me o senhor, que sabe mais: o que estamos aqui a fazer?”.
O jornalista não responde, claro. As imagens que se seguem exibem o interior do tal pavilhão. Há mulheres a dançar, um cantor pimba a animar as hostes, e umas centenas de velhos sentados em cadeiras de plástico. No fim, António Costa discursa.
Assisto a esta palhaçada sem nome e pergunto-me: esta gente destes partidos persiste em gozar com a nossa cara sem qualquer espécie de vergonha ou um módico de seriedade? E os nossos meios de comunicação cobrem estes eventos, mesmo quando eles são encenados, falsos, montados a troco de uma refeição oferecida?
Vergonha alheia, eis o que sinto. Passaram 40 anos sobre o tal dia em que tudo iria mudar.

24
Set15

A grande ilusão

(Crónica originalmente publicada na edição de Agosto da Lux Woman. A deste mês já está á venda e vale bem a pena...)

Na adolescência, o Verão é geralmente o tempo das grande ilusões amorosas, e das ainda maiores desilusões. Os namoros de Verão arrasam os que vinham do Inverno - mas depois duram pouco e sofremos pelo que perdemos e julgamos nunca mais recuperar. Lembro-me de ser adolescente e sonhar com as “férias grandes”, para depois desejar ardentemente que acabassem para tentar voltar ao que entretanto perdera…
Vivia em ansiedade permanente - mas gostava dessa sensação de abismo. Olhava para os meus pais e pensava: ser adolescente é isto, diferente de ser adulto. Um dia vai passar, e eu serei como o meu pai, tranquilo e bom marido, cuidadoso e cuidador, apaixonado e dedicado…
E toda essa loucura e ansiedade passaram mesmo. Os meus Verões são hoje, emocionalmente, iguais aos Invernos: como têm de ser. Uns assim, outros assado. Pouco importa.
Porque, pelos vistos, na idade adulta o Verão é o momento para outros sentimentos fortes e ansiedades repentinas: as desilusões da política, ou mais rigorosamente do que julgávamos ser o mundo onde queríamos viver. Não preciso de voltar a 2001 e lembrar o 11 de Setembro, e como ele mudou a nossa cómoda forma de viver e de estar, num Ocidente momentaneamente  pacificado. Nem quero ir a 1975 e lembrar o Verão Quente português, que este ano “comemora” o seu quadragésimo aniversário. Basta-me este ano de 2015 e o seu confronto europeu a propósito da Grécia.
No momento em que escrevo ainda existe Grécia e ela ainda faz parte da “zona euro” - mas é indiferente, para esta crónica, o destino do país e do Euro. O que me interessa é simples: este foi o Verão em que a ilusão da Europa foi substituída, sem dó nem piedade, pela desilusão europeia. Não é como na canção, que dizia “Afinal havia outra”, é mesmo sem outra: afinal, não havia Europa.
Houve um sonho europeu, com o qual vibrei com apenas 22 anos, e vi nele uma gigantesca “linha de crédito”: financeira, sim, para pôr Portugal em dia, mas essencialmente social e política. Acreditámos que íamos construir uma fortaleza (ligada a um velho continente…) onde a paz, a democracia, a justiça, a solidariedade e o desenvolvimento eram tão desejados quanto óbvios. A ideia de Europa era um pouco como um casamento: certamente atravessaria as suas dificuldades - mas desde que ambas as partes o desejassem fortemente, seria indestrutível. E como numa família, haveria filhos para ajudar a crescer e educar, netos que veríamos nascer, e cunhados e primos para solidificar a grande família. Ingenuamente, percebo agora, ignorei os pecados mortais que inteligentemente a Igreja Católica consagrou: a gula, a avareza, a inveja, a soberba, para falar apenas dos que contam para este fim de ciclo. Estupidamente, fiz de conta que a raça humana, em especial na Europa, tinha aprendido a lição e mudado radicalmente depois de 1945.
Nada disso. Na essência, nada mudou, e os pecados estão aí para serem servidos e praticados. A desilusão deste Verão foi essa: perceber que a ideia de Europa não passou disso mesmo, uma ideia. Que houve casamentos de conveniência, infidelidades, traições, amantes e amores desfeitos, como nos casais mais primários e banais; e que os senhores e senhoras que elegemos para orientar tudo isto são afinal fracos - e pouco, muito pouco solidários.
A crise na Europa, qualquer que seja o seu desfecho, reproduz as nossas relações amorosas, de amizade, o mundinho onde nos fechamos todos os dias: cada um por si, muito poucos dispostos a dar o corpo ao manifesto. E deixa o sabor amargo a “mais do mesmo”: o reconhecimento de que nós, os do Sul, nunca seremos como “eles”, os do Norte, e que no fundo tudo obedeceu à mais clássica das exclamações: “É a economia, estúpido!”.
Assim me sinto, estúpido e desiludido, cumprindo o que a adolescência me ensinou sobre o Verão: é muito bom, mas quase sempre acaba mal…

21
Set15

Só uma coisinha...

As sondagens que este fim-de-semana se conheceram, e mostram que entre o PS e a coligação PSD/CDS a diferença de votos é mínima, independentemente dos indecisos, revelam dois factos: que a coligação tem feito mais (e melhor) do que merece pela sua salvação; e que o PS tem feito bem menos do que precisa (e se calhar tem…) para mostrar que constitui uma alternativa.
Quatro anos de miséria deveriam custar mais caro ao Governo. Pelos vistos, nem assim. Que tristeza. De país. E de oposição.

20
Set15

“Futuro do passado”

pessoa.jpgSão excelentes as colecções de livros que o Expresso tem oferecido aos seus leitores, entre biografias, livros de História, colectâneas diversas. Ontem, o jornal começou a distribuir mais uma dessas colecções (que, acredito, têm contribuído para que as vendas não caiam à mesma velocidade que abala os jornais e revistas generalistas…): “Obra Essencial de Fernando Pessoa” junta os textos emblemáticos do nosso génio do século XX.
Folheando descontraídamente o primeiro volume, dedicado à “Mensagem” e outros poemas, tropecei logo, na página 15, neste pedaço, que Pessoa escreveria hoje, se hoje estivesse entre nós. Escreveu nos anos 30 do século passado…
Mais actual é difícil:

A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.

19
Set15

A carta

(Originalmente publicado no Sapo24, quinta-feira passada. Assim será, nos próximos tempos, todas as quintas. Republico por aqui, um ou dois dias depois. A ler o restante painel de colunistas: António Costa, Francisco Sena Santos, Paulo Ferreira, Rute Sousa Vasco)

Há qualquer coisa de esquizofrénico no confronto permanente entre o PSD e o PS - ou entre Pedro Passos Coelho e António Costa, como queiram - sobre a magna questão “quem trouxe a Troika para Portugal?”.
Excepto para os portugueses nascidos depois de 2011, foi sempre claro que a intervenção foi pedida pelo PS, que era Governo na altura, com o apoio e o beneplácito do PSD e do CDS, que depois fizeram o favor de cumprir o programa ao longo da legislatura (que venceram em eleições). Nem se esperava outra coisa de tão obedientes primeiros-ministros.
Tanto Sócrates disse, à época, que não tinha outro remédio senão pedir a intervenção externa, como Passos Coelho governou o tempo todo com a Troika na boca, para justificar os cortes que deixaram o país à tona de água - e os portugueses, afogados…
Isto, que parece meridiano e todos sabemos, tem ocupado horas de debate, de mentiras sobre mentiras, e culminou ontem com uma carta desconhecida (e “confidencial”, claro!) que Passos Coelho terá escrito a José Sócrates, caucionando a intervenção internacional. Em plena campanha, nem a revelação da carta é insuspeita nem a relevância que se lhe dá é ingénua: PS e coligação gozam, uma vez mais, com a nossa cara, e tomam-nos por parvos. Percebo que se sintam à vontade para o fazer - temos votados maioritariamente neles, sempre, desde 1974, e presumo que se sintam inimputáveis… -, mas os sinais que têm vindo da Europa, da Grécia à Espanha, passando pela recente eleição do novo líder dos trabalhistas britânicos, deveriam deixar estes senhores a pensar que a História, de quando em vez, dá umas reviravoltas e cumpre a frase de Lenine quando dizia que se dão dois passos em frente mesmo que se dê um para trás.
Infelizmente, as eleições de Outubro não devem ser ainda o segundo passo em frente de que precisamos. Cheira-me mesmo que vamos ficar a marcar passo. Lamentável é perceber que uma das razões por que assim será passa por esta teima de crianças sobre quem trouxe a Troika para Portugal. Todos sabemos quem foi: PS, PSD, CDS. E quem neles mandava e manda. Custava alguma coisa reconhecer isto e seguir em frente, aumentando o nivel do debate?
Talvez custe - podia dar-se o caso dos candidatos terem de debater questões realmente relevantes, e no limite explicarem-se melhor. Não sei como seria se realmente soubéssemos o que nos espera. Mas sei que seria diferente do que vai ser.

17
Set15

Mais sapo (ou publicidade desencapotada…)

sapo.jpg

Esta semana, a plataforma Sapo24 estreou uma área de colunas de opinião própria que acrescentam algo a toda a informação que já se pode por ali encontrar, entre noticias, links, reportagens e outras colunas. Vale a pena passear por lá e subscrever…
… Sou suspeito, claro. Faço parte desse painel de colunistas, ao lado de nomes de respeito: António Costa, Francisco Sena Santos, Paulo Ferreira, Rute Sousa Vasco. A mim toca-me a quinta-feira (hoje), mas há muito para ler e ver todos os dias, a todas as horas. Em todas as frentes: computador, tablet, smartphone.

É favor experimentar e dar palpites…

14
Set15

Onde é que estes malandros terão andado metidos?

postais.jpg

Eu sei que os telexes acabaram, os telegramas faleceram e os faxes não se andam a sentir nada bem.
Mas os postais ilustrados ainda existem. E escrevem-se. E mandam-se.
Pois bem: os dois postais que acima exibo foram colocados nos Correios, em Belém, Lisboa, nos dias 19 e 26 de Agosto. Endereço: a minha caixa de correio, em Alvalade, Lisboa. Chegaram hoje, dia 14 de Setembro. Os dois ao mesmo tempo. Em bom estado, sim senhor, juntinhos como dois irmãos, porém com um atraso de quase um mês…
Sonsos, os malandros. De certeza que andaram aí pelas noites a curtir, com postalecas sabe-se lá de que origem, e perderam-se nas ruas da cidade em vez de virem direitinho para a morada que os esperava…
Sinceramente, e mais a sério, não sei o que diga. Se apenas lamente, ou se pense que, do dinheiro gasto a renovar a imagem dos CTT, não sobrou nada para a eficácia do serviço.
A última vez que um postal demorou mais de um mês a chegar-me a casa vinha da China. Foi há muitos anos.
Posso perceber que um postal seja (ou pareça ser, cada um sabe de si…) menos urgente do que uma carta - mas daí a receber no dia 14 de Setembro correspondência enviada dentro de Lisboa, para Lisboa, nos dias 19 e 26 de Agosto, parece-me do domínio do absurdo. Para aliviar a irritação, uma canção que fica sempre bem nestes casos…

 

13
Set15

Borrar a pintura...

Não vejo, no que respeita à exibição da vida pública (e só nesse aspecto, sublinho) grande diferença entre um politico, um actor ou um escritor: são todos figuras com uma expressão pública que lhes dão uma notoriedade e uma popularidade maior do que a de um padeiro ou uma caixa de supermercado.
A um politico pede-se mais, é verdade: coerência, honestidade, seriedade, profissionalismo. Mas não se pede para ser menino de coro nem se obriga a um código de comportamento que implique fato e gravata ou saia-casaco obrigatórios.
Neste quadro, não me chocou de todo a capa que Joana Amaral Dias protagonizou, exibindo nua a sua gravidez. Talvez possa avaliar a fotografia, de cujas qualidade e gosto duvido - mas isso deve ser defeito meu, que trabalhei com gente como a Inês Gonçalves, o João Silveira Ramos, o Augusto Brázio, o Carlos Ramos, e outros profissionais deste nível. Mas não me choca que uma figura publica - neste caso politica, mas podia ser actriz ou apresentadora de TV - aceite ser fotografada naquelas circunstancias. Para mais, conhecendo pessoalmente a Joana Amaral Dias, com quem até já trabalhei num programa de televisão, sei que é uma mulher provocadora, que se diverte com essa pose de provocação, e que sabe rir de si e dos outros. Imagino como se deve ter rido com a polémica que desencadeou…
… Mas, confesso, já acho menos graça à continuação do episódio, com a Joana a justificar as suas fotos com os direitos das mulheres, o feminismo e e a liberdade. Cheira-me a aproveitamento fácil, e sem justificação, para uma campanha eleitoral em que, pelos vistos, vale tudo.
Não, Joana: ninguém cai nessa conversa do feminismo para justificar umas fotos “a la” Vanity Fair! Enquanto se tratou apenas de uma produção fotográfica de uma personalidade que aceitou exibir-se com alguma ousadia, estamos no domínio da liberdade individual de uma figura publica, que nem tem que se explicar ou responder às parvoíces que foram por aí ditas e escritas. E estamos bem. E a Joana ganha pontos. Quando, em face das criticas, se sente necessidade de dar sustento e substrato politico e ideológico à coisa, perde-se metade da graça. E já agora, dos pontos…

11
Set15

Ficar no mesmo lugar

Lida aqui, no Jornal de Negócios (mas a notícia está por todo o lado e ninguém a desmentiu). Diz assim:
“A poucos dias do arranque de mais um ano lectivo, pais dos alunos que estavam inscritos nas turmas de música e de dança foram informados pelas escolas de ensino artístico de que não havia verbas para ensinar os seus filhos.
Isto porque esta oferta formativa é dada maioritariamente por 97 escolas privadas através de financiamento do Ministério da Educação e Ciência (MEC), mas as regras foram alteradas este ano e, na semana passada, muitas escolas foram informadas de que iriam receber menos verbas do que esperavam”.
Esta notícia vale mais do que um debate entre dois candidatos a primeiro-ministro (que, de resto, não dedicaram um segundo do seu tempo de antena à educação). A experiência que tenho vivido com o meu filho, que felizmente foi estudar para fora, com métodos de ensino radicalmente diferentes dos nossos - onde se valoriza o gosto por aprender (nem que seja a remar…) e se incentiva a multiplicidade de experiências e aprendizagens -, ensinou-me que a educação não vale nem se distingue pelas disciplinas clássicas e obrigatórias, mas pelas outras: as que a escola consegue proporcionar, seja a música ou as artes plásticas; e as que a escola não dá, seja o inter-rail ou lavar pratos num restaurante.
Dito isto, a noticia de mais um corte na formação dos nossos filhos é apenas a confirmação de algo que já nos levou à Troika e nos levará seguramente mais fundo: quem não investe na educação, nem lhe ocorre pensar sobre o assunto, não quer saber do futuro para nada. E quem não quer saber do futuro para nada, e assim caminha permanentemente para o abismo, não devia governar.

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Blog da semana

Por Falar Noutra Coisa. Humor neste reacordar do blog. Rir é o melhor remédio. Lugar comum indiscutível.

Uma boa frase

“Sucessivos governos ficaram irritados, o actual vai um pouco mais longe, esquecendo que votar é um direito mas nunca uma obrigação. Em países desenvolvidos os cidadãos até votam durante a semana, ao passo que na choldra querem proibir jogos de futebol para obrigar o povo a ir votar." António de Almeida, Aventar

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