Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Pedro Rolo Duarte

28
Mai11

Parece a brincar, mas é a sério

Fui ao melhor mercado da Europa que, dizem, é o de Rialto, em Veneza. Não acredito na classificação, tal a voragem turística que tomou conta da cidade, e que impede a vida própria de que carece um mercado de uma localidade. Alguém vive verdadeiramente em Veneza?

Mas é um bom mercado, ainda assim. O peixe é fresco e bem negociado, há flores e muitas categorias de cogumelos, há toda a espécie de frutas.

Vou só ver, não quero comprar nada. Mas dou comigo a olhar os tomates. As espécies. Os preços. As cores.

Os anos – especialmente desde que comecei a gostar de cozinhar – fizeram de mim um dedicado estudioso do tomate. Não é indiferente o tomate coração de boi do tomate chucha, e estes do caro e fabuloso tomate raf, ou do cereja, ou do Santa Cruz.

O tomate tornou-se uma das bases da minha alimentação. Ponho tomate nas sanduíches, com manjericão ou cebolinho; faço todas as saladas com tomate; asso tomate e cebola no carvão para fazer uma salada quase argelina com orégãos, azeite, e sal; uso o tomate na bolonhesa, claro; amo gaspacho; não dispenso tomate na paelha.

Um tomate cherry aberto com uma pitada de sal e um pingo de azeite é aperitivo, snack, ou refeição de praia.

Uma salada de atum sem tomate parece uma noite mal dormida.

Um frango de churrasco sem uma salada de tomate, cebola, orégãos, azeite, vinagre e sal, é uma tristeza.

E sardinhas assadas sem salada com pimentos e tomate é como cozido à portuguesa sem farinheira. Não dá.

Dito isto, percebe-se porque só fotografei tomates no mercado de Rialto.

E também se pode perceber porque acho hoje, mais do que nunca, que Portugal precisa de tomates. Nem que fosse para não oxidar de vez o país.

5 comentários

Comentar post

Blog da semana

Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais comentários e ideias

pedro.roloduarte@sapo.pt

Seguir

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D