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Pedro Rolo Duarte

31
Mar16

Lisboa, nem menina nem moça

(Crónica desta quinta, na plataforma/newsletter Sapo24)

Havia alguém - julgo que a Catarina Portas, agora na lista das presidenciáveis para a Câmara de Lisboa, e muito justamente… - que escrevia, há pouco tempo, que o futuro mais provável do turismo em Lisboa seria o triste cenário dos turistas virem à capital de Portugal verem… outros turistas. Era o fenômeno da gentrificação (gentrification, no original inglês) elevado ao cubo: o centro da cidade tornar-se-ía tão caro e inabitável que os lisboetas se transfeririam para os subúrbios (onde já vive a maioria…), deixando os bairros centrais nas mãos dos hotéis, hostels, turismos de habitação.
Na verdade, o lisboeta - falo por mim - já se sente um pouco excluído da sua cidade quando, por exemplo, se confronta, no trânsito, com o caos em que a baixa se tornou, com a ditadura do estacionamento pago, com os preços da restauração (que ameaça, na soberba de quem nunca ouviu a história da galinha dos ovos de ouro, que nem a descida do IVA a fará praticar preços mais razoáveis…).
Também se sente, no mínimo, atordoado, quando superfícies comerciais como o El Corte Inglês, decidem comunicar promoções e novidades, nos seus espaços, em português, inglês… e chinês! Por fim, com o preço do metro quadrado de venda e arrendamento na zona central da cidade. Viver em Lisboa tornou-se um luxo, em todas as frentes.
Restavam alguns segredos que só mesmo os lisboetas conheciam - algumas tascas, lojas de bairro, um café onde o pastel de bacalhau é perfeito, uma esplanada ainda tranquila… -, o património edificado e aparentemente intocável, fosse o Ateneu Comercial ou o Avenida Palace; e o mais clássico do comércio da Baixa (a mais recente condenada à morte foi, esta semana, a drogaria S. Pereira Leão, mais um hotel a caminho). Mas também por aí vai o buldozzer da modernidade arrasando tudo, sem que lhe ponham travão de qualquer espécie - e assim vivemos, em simultâneo, a explosão do turismo e a implosão da vida que lhe deu sentido. Só não vê quem não quer ver.
Posso admitir que seja difícil conciliar o negocio puro e duro com o interesse cultural e histórico - mas é fácil aceitar que esse mesmo negócio só tem interesse enquanto se sinta a autenticidade que o sustenta. De nada serve exibir a fotografia de um pastel de nata que não se pode provar - como de nada serve ter um edifício histórico (por exemplo, a sede do Diário de Notícias, em breve…) de que só resta a fachada, e que esconde um moderno hotel ou centro comercial.
O que estamos a assistir, com passividade quase criminosa, é à morte, primeiro lenta, agora acelerada, de uma cidade que se distinguia justamente por não ter caído na teia luminosa da fachada sem interior, da aparência sem consistência, e da existência sem coração.
Gostava sinceramente que a “Lisboa Menina e Moça” que Carlos do Carmo tão bem canta (e Ary dos Santos maravilhosamente escreveu) não fosse, amanhã, uma memória sem tom nem som da cidade onde nasci e vivo.
Estamos a tempo de parar para pensar, de legislar para controlar, e de decidir que raio de cidade queremos para os nossos filhos. Mas o tempo escasseia - e ainda há por aí muito para destruir, mutilar, escavacar. E vontade não falta a quem nunca ouviu a tal história da galinha cujos ovos eram de ouro… até ao dia em que deram cabo dela.

30
Mar16

Frases

Embirro com as frases, citações e piadolas que se replicam nas redes sociais, como virus de computador, ou como antigamente havia autocolantes, pins, e calças à boca de sino.

Porém, de vez em quando, há uma frase que se encontra comigo como se tivesse combinado. Apanha-me sem aviso prévio. Fico sentado à sua frente, embatucado de tanta razão.

É o caso desta. Há já alguns dias. Fica.

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27
Mar16

Páscoa

páscoa349.jpg

Gosto muito desta fotografia, ainda que seja banal e não passe de um registo. Mas junta muitas emoções num só momento.
Conto: quando o meu filho nasceu, a mãe dele, católica e com uma família muito ligada à Igreja (ao contrário da minha), assinalava a Páscoa com alguma intensidade (facto que me era estranho, que nunca ligara a este momento). E tinha o hábito de fazer uma brincadeira com as crianças na tarde do domingo de Páscoa: consistia em esconder ovos de chocolate e outras guloseimas, no terreno à volta da casa que tinha nos arredores de Lisboa, para a miudagem depois andar à caça do “tesouro”. Assisti a algumas dessas tardes, com os primos, felizes, todos a esgravatar o jardim à procura dos doces…
Achei a ideia divertida e, já casado e pai, prolonguei-a no Alentejo, na casa que por lá tive, enquanto a tive. Entretanto divorciei-me.

Esta fotografia foi tirada no último domingo de Páscoa (2002 ou 2003, não sei bem) em que coincidiu o fim-de-semana com o António Maria ser meu (os divorciados sabem do que falo quando falo de “fim-de-semana meu”…), a minha mãe ter ido connosco e ajudado a esconder (e depois descobrir…) os ovos escondidos, e estarem uns dias de deslumbrante Primavera.
Gosto de guardar os bons momentos vividos. Não para efeitos nostálgicos, mas para poder dizer, daqui a uns anos, como o poeta Neruda, “Confesso que vivi”.
(Como bem sabem, entretanto os miúdos crescem e os ovos de Páscoa deixam de se esconder e exibem-se nos supermercados… Essa história já não interessa nada.)

25
Mar16

A “tirania do medo”

(Crónica de ontem na plataforma/newsletter Sapo24)
Todas as guerras em que as partes em confronto não têm as mesmas armas são, por natureza, injustas. Todas as guerras em que as partes em confronto têm princípios diferentes sobre a forma de combater, e sobre ideias simples como “não matarás à traição”, estão por natureza perdidas por quem, apesar de tudo, mantém módicos de ética em combate. A guerra também tem regras. Ou tinha.
Estamos a assistir à instauração e “normalização” de um novo tipo de combate (ou velho, mas afastado da Europa desde os tempos da ETA, das Brigadas Vermelhas e de outras organizações do mesmo tipo) numa guerra sem tréguas: o que utiliza a democracia para, subvertendo-a, indo directamente ao seu coração ideológico, aproveitar-se das “brechas” que são a essência da liberdade, e matar indiscriminadamente, sem qualquer espécie de lógica que não seja cultivar o terror do medo.
Não há um alvo a atingir, há um sentimento para alimentar: o medo. A insegurança. Os limites da liberdade em nome de uma presumível segurança. Bertrand Russel, esse génio que uniu a filosofia à matemática, falava da tirania do medo. Escreveu: “O nosso mundo vive demasiado sob a tirania do medo e insistir em mostrar-lhe os perigos que o ameaçam só pode conduzi-lo à apatia da desesperança. O contrário é que é preciso: criar motivos racionais de esperança, razões positivas de viver. Precisamos mais de sentimentos afirmativos do que de negativos. Se os afirmativos tomarem toda a amplitude que justifique um exame estritamente objectivo da nossa situação, os negativos desagregar-se-ão, perdendo a sua razão de ser. Mas se insistirmos em demasia nos negativos, nunca sairemos do desespero”. Em teoria, Russell tinha razão - na pratica, acordarmos numa terça-feira de Primavera com bombas a explodirem no meio da Europa e dezenas de mortos e feridos inocentes, cujo único erro (em rigor, azar…) foi estarem na hora errada no lugar errado, não deixa margem de manobra para esses “motivos racionais de esperança”.  Tanto mais que aqueles que nos decretam a tirania do medo são seres humanos como nós. São pessoas. Movidas pelo ódio, filhos da guerra, fanáticos, loucos, fundamentalistas, não adianta muito ir procurar a motivação desta gente - mas adianta parar para pensar que, quer queiramos ou não, aqueles assassinos nascem iguais a nós. Lá está: em igualdade e direitos.
E é por isso que estamos claramente a perder a guerra. Porque não estamos ao mesmo nível de quem nos ataca - estamos moral e eticamente acima, o que nos deixa mais vulneráveis. Ou seja, mais abaixo. É isto que está em causa e é neste quadro que o futuro se desenha.
As opções são escassas e o tempo também. Ou a Europa-que-decide se une e reconhece que estamos em guerra - e nesse caso não chega aumentar níveis de segurança e defender-se, talvez tenha mesmo de conceber uma estratégia mais musculada… -, ou vai continuar a deixar-nos viver na roleta russa de todos os dias. Com sorte, muitos de nós continuarão a não estar à hora errada no lugar errado.

22
Mar16

Dez anos

Antº Manuel 1.jpg

Passaram dez anos. Revisito fotografias, recordo momentos, puxo pela memória. Vejo sempre o meu irmão disponível, inquieto, com um sorriso, e uma piada pronta.
E recordo o orgulho com que, criança, eu olhava para esta foto e dizia: o meu irmão já falou na TV!
Talvez por isso, fui recuperá-la.

20
Mar16

Quatro ideias curtas

Uma. No meio do caos que se vive no Brasil, ainda há quem defenda Lula e Dilma. Ou quem consiga descortinar em casos de polícia verdadeiras teorias da conspiração. Devem ser os mesmos que defendem aquele slogan eleitoral que por lá ouvi um dia: "eu roubo, mas eu faço"... Vale tudo. Há algo que me parece evidente: aquela mulher não tem condições para continuar a governar, e aquele homem não pode voltar ao poder. O resto, confesso, é uma enorme balbúrdia que ainda não consegui entender.

Duas. Assisto, sem palavras, ao (também…) caso de polícia que se abate sobre o “Diário Económico” - e que é uma espécie de terramoto “extra” sobre a crise que a imprensa já vive por si - e não consigo deixar de recuar no tempo. Há 30 e tal anos, quando comecei a escrever nos jornais, não imaginava, não acharia possível, nem me passava pela cabeça, que a evolução do mercado jornalístico chegasse onde chegou. No escândalo do DE ou nas vendas miseráveis do DN e do Público. No fim de jornais como The Independent ou no sucesso da Happy e da Cristina. Juro: se tal fosse sequer um cenário, eu teria aplicado à minha vida um plano B (que também tive aos 18 anos.)… Um dia destes conto qual era.

Três. Ainda sobre o Diário Económico: não conheço boa parte das pessoas que lá trabalham. Mas este processo fez-me fixar alguns nomes. E admirar quase todos. A atitude vertical daquela equipa, a forma como enfrentou a miserável actuação dos efectivos responsáveis, a defesa do jornal e a manutenção de mínimos de qualidade na edição, faz de todos eles heróis. Se eu tivesse um jornal, contratava-os. O jornalismo precisa de gente com aquela fibra e aquela garra.

Quatro. Ontem foi dia do pai. Tive a sorte (admito que lhe possa acrescentar algum talento meu, e da mãe - mas que a sorte ajudou, não tenho duvidas…) de criar um filho de que me orgulho, que me surpreende diariamente com o seu talento e qualidade, iniciativa e personalidade, e que ainda por cima tem um feitio cool, diplomático, com quem sabe bem partilhar a vida. Sempre que algum amigo me fala dos dramas e problemas dos filhos, acordo para esta realidade: no meio de tanta coisa que correu ao contrário do que sonhei, posso dizer que tenho um António Maria que correu tão bem, mas tão bem, que muitas vezes nem sei valorizar o bem que tem corrido… Felizmente, há estes dias que me colocam um post-it na testa: “Pedro, olha o tesouro que tens!”. E tenho.

19
Mar16

Dia do pai

Digitalização.jpeg

Ainda que seja pai, nunca deixei de ser filho. Mesmo sem pai desde 1987. Quase 30 anos. O mesmo vazio.

Felizmente, a memória tornou-se mais doce. O tempo é mestre. E a vida faz o resto. Faz o que pode.

18
Mar16

Nicolau, Cristas e Cruz: isto anda tudo ligado

(Crónica de ontem na plataforma Sapo24)

Sei que já se disse tudo sobre Nicolau Breyner. A sua morte, além de nos apanhar de surpresa, revelou o lado transversal da sua existência. Não foi apenas o grande actor que morreu. Nem o realizador, ou o criativo, ou o humorista. Ou até mesmo o ser humano generoso. Foi um pouco mais do que isso: foi o artista que tocou toda a gente, todas as gerações, na multiplicidade de Nicolaus que nos mostrou ao longo de décadas de vida pública, enquanto actor - mas numa única personalidade. A sua.
Um homem como nós. Artista, mas igual a nós. Com uma pontinha de génio, mas igual a nós. E em muitas frentes, capaz de ser melhor do que a maioria de nós. O seu exemplo é uma lição que serve artistas, políticos, agentes culturais: a autenticidade é a mais rica e sábia forma de viver a vida - e quando essa vida é publica, obter reconhecimento e sincera admiração. A transparência com que Nicolau Breyner viveu, da forma como encarava a profissão até ao apego genuíno às origens alentejanas, resultou nesta unanimidade.
Num mundo de actores e personagens, de figuras construídas em gabinetes, de sorrisos falsos e aparências, é sempre a autenticidade que acaba por ganhar a taça. Lembremos Raul Solnado, ou Eusébio. E vejamos agora Nicolau Breyner…
Pode parecer exótico, ou mesmo forçado, o que se segue, mas a verdade é que dias antes da morte de Nicolau, e de assistir a esta comoção nacional, tinha estado a conversar com um amigo sobre esta ideia da autenticidade, da verdade interior tornada exterior, a propósito de outra figura, e num contexto radicalmente diferente. Debatíamos a chegada à liderança do CDS de Assunção Cristas e a entrevista que deu, na semana passada, ao Victor Gonçalves, na RTP. E eu, que estou longe de ser um apoiante daquele partido e das suas ideias, senti nas palavras de Cristas coerência, sinceridade, e acima de tudo essa mesmíssima característica: autenticidade. Pensei: esta mulher pode, por esta via, conquistar votos para o seu partido. Contrariar o folclore da política do costume com uma atitude sincera, despida de floreados e chavões, com menos preconceitos e maior pragmatismo. Dizendo o que pensa sem previamente pensar naqueles que quer conquistar.
Mais do que fartos da política em si, os portugueses parecem estar fartos da conversa oca, dos lugares-comuns, do mais do mesmo - e talvez desejem, de uma vez por todas, clareza, verdade e transparência. Neste quadro, a atitude de Assunção Cristas, desde que tomou conta do CDS, pode ganhar uma expressão inesperada em eleições futuras. Não necessita de ser populista para ser popular - se for autêntica e não enrolar o discurso no vazio habitual.
E é por entre estes pensamentos que sou surpreendido com a entrevista (uma vez mais, de Victor Gonçalves) a Carlos Cruz, na prisão da Carregueira. Carlos, cuja afirmação de inocência prolonga a sua prisão, que já demonstrou em livro os erros crassos do seu julgamento, e a certeza de que devia estar livre e absolvido, sublinha o poder da autenticidade. Sem ressabiamentos nem desejos de vingança, sem agressividade ou sequer acusações gratuitas, afirma a sua liberdade da forma mais consistente que é possível: uma vez que é inocente, sente-se livre dentro de uma prisão - enquanto aqueles que o julgaram podem porventura sentir a prisão da injustiça. As palavras de Carlos Cruz tocam-me por terem o poder do desprendimento que só os homens autênticos conseguem atingir.
Numa entrevista que deu à minha amiga Anabela Mota Ribeiro, e que se pode ler na íntegra aqui, Nicolau Breyner afirmou: “Tenho vergonha enquanto ser humano, enquanto cidadão, de coisas que vejo. O meu desacreditar é tão grande que já não estou a falar só de Portugal. Isto passa-se em todo o mundo, de outras maneiras. É promíscuo, é porco. Somos cada vez mais números e cada vez menos seres humanos”. Esta desabrida sinceridade, em que tantos se revêm, é um começo de mudança, e tem eco um pouco por todo o lado.
E é nesse medida que, ouvindo Assunção Cristas, percebi que talvez o CDS tenha ganho a liderança certa no tempo certo. Como pude manter a certeza que alimento desde o primeiro dia: Carlos Cruz é um homem inocente. Tudo uma questão de autenticidade. Quer estejamos ou não de acordo.
Envolver estas três figuras, estes três protagonistas, numa única crónica, debaixo de um chapéu comum, pode parecer bizarro. Mas eu sempre achei que Sérgio Godinho tinha razão: isto anda tudo ligado.

15
Mar16

Nico

Bocadinho da entrevista que deu há tempos à Anabela Mota Ribeiro e que se pode ler no site dela. Como não tenho palavras e ainda estou um bocado incrédulo, fico-me por aqui.

Só com mais esta ideia: o Nicolau é um dos responsáveis por ter perdido o medo de envelhecer. E só eu sei o valor que isso tem.

 

"- O que é que ainda tem desse que era há 50 anos?

- O entusiasmo. A necessidade de inovar e começar coisas novas. O amor à vida. O sentido da beleza. A vontade de sonhar, que ainda não passou. Se é que tenho qualidades, essa é uma delas. Quando tomo conta de um projecto que me agrade, sou outra vez um miúdo de 20 anos.

 - O que é que perdeu, o que é que já não há desse que era há 50 anos?

- Há menos capacidade para acreditar nas pessoas. Desconfio totalmente do ser humano. Há um maior comodismo, um desacreditar na política, há uma preocupação maior. Não quero saber se o PIB subiu ou desceu, quero saber se as pessoas têm condições para viver, se quando estão doentes vão ao hospital e são tratados, se quando têm uma querela com uma entidade os advogados as tratam [como tratam aqueles que têm mais dinheiro do que elas]. A perversidade devia ser esta: um departamento pago pelo Estado, só com grandes advogados, em causas contra o Estado! Sou um anarquista. O Francisco Lucas Pires disse-me que era um anarquista de direita. Por acaso sou mais um homem de centro. Neste momento sou um apátrida político. A lei é uma coisa que me irrita. Sempre que me dizem que sou obrigado a fazer alguma coisa, a minha vontade é fazer logo o contrário. Gobiernos, yo soy contra!”, à mexicana. O Estado são pessoas de má fé, de um modo geral, em todo o mundo. São empresas que tiram o mais que podem e dão o menos que podem. No fundo, resume-se a isto."

14
Mar16

Segunda-feira

Tropeço numa frase, penso que bocado de canção, e procuro o autor: Emicida. Diz a net que é um rapper, considerado uma das maiores revelações do hip hop do Brasil nos últimos anos. Talvez. Não conheço.
Mas rendo-me ao que leio: “Ela é preguiçosa como toda manhã de segunda-feira”. Podia ser mais certeiro?

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Blog da semana

O Diplomata. Dez anos de blog é obra. Alexandre Guerra festeja, e com razão, um espaço de reflexão, análise e opinião do mundo político internacional. Merece o bolo.

Uma boa frase

“Se isto fosse no tempo do Sócrates, a esta hora o Trump já tinha em cima da mesa uma proposta da Mota-Engil para a construção do muro. Com financiamento do BES e projecto do Siza Vieira." Rui Rocha, Delito de Opinião

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