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Pedro Rolo Duarte

03
Set16

Ainda sobre o blog mais depurado…

Sou desorganizado com os meus arquivos, e vou deitando fora memórias, pelo menos sempre que mudo de casa - o que aconteceu com frequência até há 4 anos. Parece que acalmei a fúria da mudança…
Ainda assim, tropeço regularmente em antiguidades (algumas minhas, mas sem disco rígido…), que vivi ou fui herdando dos lugares por onde passei.  Tinha uma secção, no formato antigo do blog, onde “depositava”, de vez em quando, esse passado. Mas às tantas já nem sabia bem como fazer, tecnicamente, para colocar as imagens ou os textos, e fui deixando cair essa “pré-história” - que tantas vezes era apenas, como diria o Rui Pego, um “passado a limpo”.
Agora, neste formato mais “limpo” do blog, a memória fará parte dos posts de cada dia.
Como hoje. Tropecei numa edição do Caderno 3 de O Independente que fizemos para assinalar o 10 de Junho (de 1989). Em vez dos heróis do costume, a equipa do jornal escolheu os seus Heróis pessoais. Entre outros, coube-me escrever sobre os Pais, que são sempre os heróis dos seus filhos (para mim, vá.)…

E gostei de reencontrar a capa desse suplemento e o texto curto que, aos 25 anos, dediquei ao meu pai, que "me" morrera dois anos antes…

caderno3 a.jpg

 

 

recorte 1aa.jpg

 

 

02
Set16

Revolução na escola

(Crónica de ontem, na plataforma/newsletter Sapo24)

É bem mais do que uma notícia, é uma revolução, ou pelo menos o começo de uma revolução: o Governo decidiu oferecer os manuais escolares a todos os alunos do 1.º ano de escolaridade. Daqui a dias, 80 mil crianças vão começar a vida estudantil com uma aprendizagem dupla: a ler, escrever e contar; mas também a pensar no seu semelhante, na conservação, na sustentabilidade. E nos custos que os seus familiares suportam com a educação.
Não foi manchete de qualquer jornal, mas devia ter sido. É a primeira medida efectivamente relevante e transversal que vejo tomar-se para começar a pôr alguma ordem na desordem geral do sistema educativo. Não apenas porque se inicia um processo de reutilização de manuais (ninguém espera que funcione a 100% nos primeiros anos…), que beneficia toda a gente - a começar no ambiente e a acabar na bolsa dos pais… -, como se desenha, por fim, a ideia de um programa educativo coerente, consequente e com alguma durabilidade no tempo de aplicação dos programas escolares.
Claro que a medida teria de ter oposição, a começar na Comissão do Livro Escolar da APEL, que veio argumentar com a liberdade de escolha, com os abatimentos no IRS de quem compra livros escolares, e até mesmo com uma estapafúrdia comparação com os gastos das famílias em roupa… Não surpreende, se pensarmos que esta Comissão é formada por elementos pertencentes aos dois grupos editoriais líderes no comércio dos manuais escolares. O negócio pode derrapar…
Como não surpreende uma reportagem que revelava o trabalho de propaganda destes grupos editoriais, no momento da escolha dos livros recomendados, juntos dos professores. Presentes de toda a espécie misturam-se com pressões directas, em acções que em tudo se assemelham às que, no passado, levaram os médicos a ter de regular fortemente o trabalho dos famosos “delegados de propaganda médica”.
Pelos vistos, no mundo da educação há muito por fazer para tornar transparente a política do manual escolar. E nesse sentido, a medida do Governo, que promete ir alargando, no futuro, aos anos seguintes, é não apenas certa e revolucionaria - é, ela própria, pedagógica e higiénica para o gigantesco universo que, daqui a poucos dias, começa mais um ano lectivo.
Às vezes penso que só há más notícias pela manhã. Mas afinal não é sempre assim.

01
Set16

Algo tem de mudar para que tudo fique na mesma…

… Foi por aí que, ao fim de quase nove anos - ou seja, à beira de entrar no décimo ano de vida -, este blog decide voltar a fazer um face-lifting (o segundo, neste período), indo ao encontro das novas formas de ler (tablets, smartphones, gente que cada vez vê pior…), e simplificando a imagem geral.
O tempo é um sábio superior - e com o tempo houve áreas do Blog que morreram na praia, outras de que nunca mais me lembrei, e ainda algumas de que me arrependi. Resultado: depurado até ao osso, isto é, até ao que realmente conta, aqui está a nova imagem, criada pelo Pedro Neves, da equipa do Sapo, e os conteúdos que valem a pena e resistem à passagem dos dias.

Com uma novidade relevante: agora, é possível subscrever os posts do blog e recebê-los por mail na sua caixa de correio. A nova funcionalidade está aí em baixo, à direita...

No resto, a mesma “carta de princípios” de sempre. A carta está na minha cabeça, mas diz mais ao menos isto:
1. Escreverás sempre o que pensas, só o que pensas, nada mais do que o que pensas.
2. Escreverás quando te apetecer, sem regra nem obrigação, com gosto, prazer e vontade.
3. Jamais escreverás sob contrato comercial, permuta de qualquer espécie, ou ao serviço de marcas e empresas. Todos os elogios - ou criticas - que aqui se publicam resultam de consumos pagos do meu bolso, sem qualquer compromisso publicitário. Jornalista um dia, jornalista toda a vida.
4. Não hesitarás em publicar um video que mexeu contigo, uma canção, um poema. Como jamais plagiarás, jamais deixarás de citar a origem do que não te pertence.
5. Não terás medo do amor, como da tristeza ou da indignação. Mas só exibirás o que bem entenderes, sempre com respeito pela privacidade de terceiros.
6. Olharás sempre este blog como a tua sala de estar, onde quem vier por bem é bem vindo, para criticar, elogiar, acrescentar ou apenas comentar.
7. Não hesitarás em “chumbar” os comentários que ofendem, insultam, difamam ou lançam suspeitas sem provas ou fundamento.
8. No dia em que achares que nada disto faz sentido, não hesitarás em, educadamente, fechar a porta e dizer “adeus”.
E dito isto, siga.

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Blog da semana

Por Falar Noutra Coisa. Humor neste reacordar do blog. Rir é o melhor remédio. Lugar comum indiscutível.

Uma boa frase

“Sucessivos governos ficaram irritados, o actual vai um pouco mais longe, esquecendo que votar é um direito mas nunca uma obrigação. Em países desenvolvidos os cidadãos até votam durante a semana, ao passo que na choldra querem proibir jogos de futebol para obrigar o povo a ir votar." António de Almeida, Aventar

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