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Pedro Rolo Duarte

28
Set17

Nós

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Por razões que talvez um dia destes se percebam, dei comigo na arrecadação cá de casa a juntar a colecção de 50 revistas que editei, entre 2009 e 2010, para os primeiros sábados do jornal “i”. Na origem, a revista mudava de nome todas as semanas – “Nós, românticos”, “Nós, invejosos”, “Nós, preguiçosos” – mas acabou por ficar carimbada com o nome “Nós”. Tudo bem.

Foram tempos muito divertidos. Pela equipa envolvida no jornal, entusiasta e nova, e pela liberdade que o Martim Avillez de Figueiredo e a sua direcção me concederam. Pediram-me uma revista temática, eu respondi com a proposta de uma colecção de revistas que definisse, a partir de um estudo ou sondagem, as características essenciais dos portugueses (com a loucura de se tratar de uma edição estruturada e recriada semana a semana, sem qualquer secção ou coluna fixa, além da capa), o designer Nick Mrozowski alinhou na maluquice, depois o Paulo Barata Corrêa desenvolveu e fez crescer o conceito, e até havia a vaga ideia de, no fim do projecto, transformar aquilo em livro. A equipa que dirigia o “i” gostou e apoiou o projecto, e senti-me confortável num jornal que tinha sido pensado para ser produzido e lido por gerações bem mais novas do que a minha.

Só o livro não nasceu. Quando chegou ao fim o contrato daquelas 50 edições (e já havia uma ideia para outras tantas, com outro conceito), a direcção do jornal demitiu-se e o dinheiro acabou. Lá me vim embora.

Agora, ao “revisitar” a colecção, e encontrar-me com autores que vão de José Luis Peixoto a Miguel Esteves Cardoso, de Nuno Miguel Guedes a Sónia Morais Santos, de Paulo Kellerman a Margarida Marinho, de João Tordo a João Gobern, percebi que aquelas 48 páginas semanais, magistralmente desenhadas, fotografadas e ilustradas, têm mais valor do que lhes atribuí. E talvez mereçam prolongamento de vida.

Inesperadamente, senti-me orgulhosamente rodeado de revistas que, em muitos casos, nem me lembrava de ter editado. Um prazer inesperado que deve tudo a quem a escreveu e desenhou – mas não deixa de me envaidecer por ter assinado por baixo. Ser editor também é isso.

25
Set17

O meu género

Mail recebido (e não anónimo):

“Caro Pedro,

Desculpe a intimidade com que o trato, mas há muitos anos que o leio, o oiço na rádio, o vejo na TV, e tenho a sensação de que o conheço. Posso estar enganado, mas que se lixe. Escrevo-lhe apenas porque tenho uma pergunta para lhe fazer, que gostava que tivesse a coragem de responder publicamente, seja no blog ou onde quiser. A pergunta é esta: a que género pertence? É gay? É heterossexual? É bissexual? É assexuado? Talvez lhe pareça estranha a questão, mas como esta questão se tornou central em Portugal, eu ando a colocá-la aos homens e mulheres que admiro. Não é por nada de especial. É mais ou menos como saber se é do Benfica, e eu sei que é”.

Havia mais um ou dois parágrafos tão parvos como este, a esfarrapar a desculpa da pergunta. Confesso que fiquei sem saber o que fazer. Responder? Ignorar? Insultar? Enviar à Fernanda Câncio? Queixar-me às autoridades?

Por fim, decidi apenas publicar o essencial aqui. Como se fosse – e é... – um nada cientifico, mas muito verdadeiro, sinal do estado a que chegou o debate sobre a condição humana entre nós. E a liberdade individual. E o direito à verdadeira intimidade. No limite, a uma existência livre.

Claro que me apeteceu responder que pertenço ao “género humano” e não me chamo Manuel Germano, como não confundo a Estrada da Beira com a beira da estrada. Mas receei ser mal interpretado.

24
Set17

Números & pessoas

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A propósito da uniformização que o mundo global sofreu nas últimas décadas, e da explosão das marcas (e dos franchisings) espalhadas por todo o lado, com os mesmos artigos, ou os mesmos pratos, ou os mesmos sapatos, o meu amigo Miguel costumava contar a história hilariante de um outro amigo nosso que certo dia entrara num McDonald’s e, quando a empregada se aproximou dele, pediu:

- Oiça, quero um Big Mac, mas quero isso bem caprichadinho!

Toda a gente se riu com a ideia de haver um Big Mac personalizado para o nosso amigo, mais bem grelhado, com um tomate maior, sei lá...

Na verdade, esse amigo estava, sem querer, a antecipar o que se seguiu: face ao reconhecimento de que, mesmo dentro de uma presumível uniformidade de gostos, cada mercado tinha as suas características, e quem não as tivesse em conta corria riscos de perder negócio, começaram a surgir as especificidades das marcas para cada região. Assim nasceram, justamente na McDonalds, por exemplo, em Portugal, as sopas e o cantinho do café expresso...

Dessa ideia de desumanização absoluta, em que todos os clientes são iguais e não têm identidade, “crescemos” para um mundo onde repentinamente nos tratam pelo nome, sabem o que queremos, e a globalização aproxima-se da personalização. Assim estamos nos dias que correm.

Achava eu, claro.

Há dias entrei num Mcdonald’s, coisa que não fazia há muitos meses, talvez mais de um ano. Fui surpreendido por um balcão onde não havia empregados nas caixas, mas havia gente afadigada a correr entre a cozinha e a frente de sala. Em vários cantos, ecrãs gigantes “chamavam-nos” para fazer o pedido. Ouvi um homem gritar números diversos, e por cima dele uma espécie de televisor onde se exibiam encomendas “em preparação” e “prontas”.

Fiz a minha encomenda, recebi um papel com um numero, e às tantas ouvi o tal homem chamar pelo “21”. Era eu. Era o meu pedido.

Demorou mais tempo do que no processo clássico anterior. Desumanizou ainda mais uma cadeia de junk food já popular pela sua linha de montagem de hambúrgueres. E retrocedeu décadas face ao que os estudos têm demonstrado. Hoje, deixei de ser um cliente McDonald's para passar a ser um número. Ao lado, no "Starbucks", chamam pelo “Pedro” quando o café está pronto. E mais à frente, no “H3”, perguntam se quero mais arroz ou a carne bem passada.

(Não adianta virem falar-me na redução do número de trabalhadores ou na economia de escala – estou a falar de saber fazer negócios e vender...)

É verdade que já ía raramente às lojas da McDonald’s. Mas nunca deixei de as elogiar pela inovação, cuidado, higiene, segurança. Agora, espalharam-se ao comprido: no tempo em que estamos a recuperar o tratamento personalizado, optam por tornar os clientes em meros números sem contacto humano. Ou sequer nos “premiarem” com rapidez ou eficácia.

Estão ainda mais à frente do que imagino, ou já foram. Eu já fui.

21
Set17

Onde fica Lisboa?

(Publicado hoje, quinta, na plataforma Sapo24)

 A primeira vez que fui a Veneza, a meio dos anos noventa do século passado, o que mais me impressionou – para lá de ser esmagado pela beleza natural da cidade – foi a massa compacta de turistas que tomava conta das ruas, das praças, das esplanadas, todos os dias, de manhã à noite. Ouvia falar pouco italiano e muito inglês, alemão, francês, espanhol.

Noctívago assumido, gostava de andar pela cidade depois das horas razoáveis. E o que verificava? Um enorme vazio. Ninguém. Parecia que, a partir da meia-noite, Veneza se tornava fantasma. Se me cruzava com pessoas, eram invariavelmente jovens alcoolizados, contrariando aquelas correntes de gente mole que asfixiava a cidade de dia, e que era maioritariamente mais velha, acima dos 50 anos.

Os preços, fosse de um café ou de uma pizza, constituam um assalto à mão armada. Mas pronto: era Veneza e tudo se desculpava. Na verdade, voltei lá mais uma vez, sem qualquer vontade. Tenho da cidade essa imagem de “Disneylândia”, que é “obrigatória” uma primeira vez,  mas fica ali resolvida. Não apetece voltar. Quando vejo os arquivos dessa primeira visita, noto que a maioria das fotografias que tenho foram tiradas de noite, numa ponte vazia, numa rua silenciosa, numa praça deserta. É impossível não gostar de Veneza – mas também é impossível não pensar no que seria a cidade com vida própria, com habitantes, trabalhadores, bairros problemáticos, enfim...

No fim de semana passado, desci à baixa de Lisboa. Além de ter apanhado um incomodativo, inesperado e barulhento festival de artes de rua, senti por momentos que estava de novo em Veneza. Sem canais nem aquela arrebatadora beleza vinda de um passado que subitamente nos parece pertencer.

Estava na minha cidade - mas, no fundo, estava num lugar de todos e de ninguém. Mal servido na mais lenta e indigente esplanada que jamais conheci (tomem nota: é a do restaurante Infame, no Intendente), não sabia que língua devia falar, nem tinha a certeza de estar na cidade onde nasci. Defensor de uma capital que tem tudo para ser um centro turístico de excelência, senti-me cair num poço escuro e sem fundo: faz-me alguma confusão que as más lições de Veneza (ou Barcelona, ou Amesterdão, ou mesmo do centro de Londres) não tenham inspirado nem ensinado os nossos autarcas e agentes turísticos, e que se mate sem dó nem piedade a galinha dos ovos de ouro, sem pensar que, uma vez morta, a ave deixa de dar ovos...

Lisboa, a cidade que se tornou moda nestes anos, e tem tudo para continuar a ser moda mais alguns, corre sérios riscos de deixar de “viver” e “existir” para se tornar num mero cenário. O que significa, na prática, perder sentido e submergir numa espécie de coma induzido. Tudo por falta de bom senso, planificação, e alguma ordem na bebedeira que a entrada súbita de dinheiro sempre provoca.

Entretanto, os lisboetas, como os venezianos, vivem cada vez mais nos subúrbios, como figurantes de um espectáculo que os dispensou dos papeis principais, e deixam a cidade ao cuidado da facturação desenfreada.

Depois de alguns meses confinado a dois ou três bairros laterais da Lisboa central, a passagem ligeira pela baixa da cidade não me deixou tranquilo. Por instantes, voltei a Veneza e fui absorvido pela massa de turistas que nos arrasta mesmo para onde não queremos ir. E tive saudades do autocarro verde, dois andares, que tinha o numero 1 e ligava o Cais do Sodré a Odivelas. Era tão mais simples. Dei comigo a perguntar-me onde raio estava. Lisboa?

19
Set17

Pastilhas elásticas

Neste folhetim de Tony Carreira, a única coisa que me faz realmente confusão é o objecto do plágio. Se estivéssemos a falar de extraordinárias composições, harmonias, letras, aventuras improváveis copiadas em universos mal explorados, temas arrebatadores, canções improváveis do Burundi, tinha a tentação de pensar que o cantor se rendera ao génio e não resistira à tentação...

Porém, está em causa uma dúzia de canções banais, por sua vez inspiradas noutras tantas canções banais, cujas letras são irrelevantes, e que ouvimos com a sensação de já termos ouvido dezenas de vezes, em todas as línguas possíveis e impossíveis, sem acrescentarem rigorosamente nada ao ruído que o mundo produz diariamente.

É preciso não ter qualquer grama de talento para copiar o que, em si, é medíocre, rasteiro, e mais que ouvido. Costumo dizer que Tony Carreira só tem uma canção – e todas as presumíveis outras são variantes, mais lentas ou mais rápidas, mais dor de corno ou mais amor previsível, dessa primeira. Que pelos vistos nem foi ele quem terá criado.

Assim sendo, e voltando ao começo, não sei se estamos perante um caso de plágio, ou apenas de miséria e pobreza musicais – e já agora, mentais. E se for o caso, deixem-nos lá brincar às canções – nunca passarão de pastilhas elásticas previamente comidas, e apenas com um resto de sabor. Amargo.

18
Set17

Porco pouco doce (ou o ensaio de um projecto de contos que pode nascer um dia destes...)

Quando ela lhe disse que sim, que aceitava o convite para jantar em sua casa, depois de uma longa noite de conversa e sedução no bar que os tinha aproximado, ele percebeu que tinha nas mãos – e no fogão... – um problema. O menu da sua existência, aos 25 anos, era demasiado curto para aquele mulherão de 30, mais de um metro e oitenta, um andar poderoso, que não oferece dúvidas, e acima de tudo uma maneira de estar que nada nem ninguém encavacava.

Não queria tropeçar no óbvio dos bifes, que qualquer homem faria, mas também não podia atirar-se para fora de pé com um pargo no forno ou algo muito trabalhado. Na dúvida – e sem saber que estava a optar pela receita certa nos jantares dos partidos em campanha eleitoral –, pensou numa carne assada no forno. Talvez um bom lombo de porco, a que juntaria batata corada e talvez um puré de maçã. Já o tinha visto fazer, em três tempos, em casa do seu irmão, um expert a impressionar raparigas com pratos delicados e elegantes. Uma salada comporia a mesa, a entrada podia ser improvisada com camarão cozido e uma maionese, e a sobremesa deixava nas mãos do infalível Frutalmeidas e do seu bolo de morango. Assunto arrumado.

Naquela segunda-feira, o dia estava reservado para a operação “conquista do castelo”, como gostava de lhe chamar. Odiava a pressa, o stress, a possibilidade de falhar pelas razões erradas – e por isso começou a empreitada cedo, encomendando e recolhendo o bolo, garantindo a maionese fresca, cozendo o camarão de moçambique, tamanho médio, para não dar demasiado trabalho nem sofrer de sensaboria, tratando do puré de maçã (fácil de fazer: maçã reineita descascada e partida em bocados, ao lume, com vinho do Porto, canela, um pouco de açucar e um tudo-nada de paciência a mexer a mistura...).

À tarde, depois de temperar a carne com vinho branco (sabiamente misturado com uma colher de sopa de vinagre), pimentão doce, um nada de alecrim, uma colher de café de cominhos, alho, louro, sal e pimenta, ligou o forno a baixa temperatura, deixou cozinhar durante quase uma hora, e só quando o aroma da carne lhe pareceu ajustado, subiu a temperatura para assar a carne e lhe garantir a capa dourada. Ao mesmo tempo, em poucos minutos, a maçã desfazia-se no preparado prévio e até teve de lhe acrescentar meio copo de água para aguentar a textura.

Ao fim de quase duas horas, abriu o forno e pareceu-lhe que tinha ali uma peça perfeita, a que só faltavam as batatas vagamente cozidas, que acabariam por assar naquele preparado, em sua original casca.

Acabou de misturar a salada, abriu o vinho do Douro, compôs os camarões em copos de pé alto, decorados com alface, tomate cherry, cenoura em palitos, rúcula e uns toques de maionese.

A campainha tocou, e ele ligou o I-Pod na lista “Primavera doce”, que já ouvira dezenas de vezes, sempre com sucesso.

Ela entrou com uma garrafa de champanhe gelado, apetitoso, e de acordo com todo o ambiente. Ele foi buscar duas flutes, e brindaram ao encontro, tão vagamente imprevisto como desejado. Ela elogiou o incenso de sândalo que ele tinha posto a queimar – e aproveitou a deixa para dizer, docemente mas assertiva:

- Só espero que o jantar não tenha porco. Sou alérgica e confesso que seria incapaz de me relacionar com quem come um animal tão querido...

17
Set17

Apanhado na curva

foto manuel.jpg

Um dia seria apanhado. Calhou que foram os meus grandes amigos Maria Manuel e Miguel. Passeavam eles por Itália quando descobriram de onde me vem esta mania de ser independente e livre... É da riqueza que me dá esta empresa de... sei lá, de apps como aquela Yupido que tem dado tanto que falar...

Não liguem. Tontices de domingo à tarde.

Mas a foto é verdadeira e é deles, da Manuel e do Miguel.

 

16
Set17

Perdido em Lisboa

Foi público o apoio que dei, enquanto lisboeta livre, às candidaturas autárquicas de António Costa. Fiz parte da sua Comissão de Honra em duas eleições consecutivas. Quando largou a Praça do Município e foi governar o país, senti-me um pouco defraudado – votei para a Câmara Municipal, não para bancos de espera, com senha tirada, para outros gabinetes... – e lá apareceu Fernando Medina, em quem não tinha votado, e que me pareceu sempre mais curto do que os fatos que vestia.

Passados estes anos, reconheço que “alindou” a cidade, ainda que tenha transformado num pesadelo, entre outros, o problema (que já existia) do eixo Entrecampos-Marquês do Pombal, e com ele toda a zona das Avenidas Novas, perto da qual vivo, mas que evito com périplos que vão da Cidade Universitária à Almirante Reis...

É verdade que venceu alguns cancros que pareciam eternos (o Cais do Sodré é exemplar), mas nem aí os seus engenheiros calcularam devidamente os espaços essenciais a uma manobra tão simples quanto virar à esquerda ou à direita. Quando é possível. Nessa medida, Lisboa é hoje uma cidade confusa, sem nexo, ciclista sem ciclistas, pedestre sem peões, desfeita na sua forma, correndo sérios riscos de, por isso mesmo, perder a alma, a essência.

Como lisboeta, filho de lisboetas, tenho a presunção de afirmar, aos 53 anos, que conheço a cidade como a palma da mão – mas há sempre um desgraçado novo sinal, ou mesmo um polícia mais escrupuloso, que me empurram para onde não quero ir, que me travam o caminho, e que, se não for para a baixa, não chega a ser um “Lost in Translation”, mas é seguramente uma forma de me perder na cidade. Na minha cidade.

Pela primeira vez desde que tenho direito ao voto, não tenho certezas sobre onde colocar a cruzinha. Gostava de gostar do mandato de Medina – mas todos os dias ele me contraria. Seja quando conduzo o automóvel, quando opto pelo metro, invariavelmente com problemas numa qualquer linha, ou pelo autocarro, cuja lógica – tão simples e clara na minha juventude, quando havia o 7, o 36, o 45, o 27... – não apenas me baralha como raramente acerta nos horários e trajectos, e tantas vezes entope o trânsito onde devia desentupi-lo (experimentem observá-los nas rotundas do Parque das Nações...).

Faltam 15 dias para as eleições. A cidade está bonita – só não funciona. Ainda vão a tempo de chamar alguém que desembrulhe isto?

15
Set17

Na varanda, ao espelho

Aos poucos, recupero os espaços que me são familiares, que me dizem respeito, e que tenho como “meus”, mesmo quando sei que tudo deixa de ser pessoal quando partilhamos com terceiros.

Este blog andou meio abandonado nos últimos meses. E não merecia. Foi o psicoterapeuta, o amigo, o muro de lamentações. Às vezes apenas um sinal de vida. Devo-lhe essa fidelidade canina. Nessa medida, também “sofreu” com os momentos em que não tive (e às vezes não tenho) cabeça, espirito, vontade, energia para o alimentar. É como um espelho.

Comemora este ano, em Novembro, o décimo aniversário, e tenho-lhe respeito como se fosse algo exterior e superior a mim – sabendo que não é. Na caótica relação que mantemos, ambos sabemos quem manda. Não há greves, nem reclamações, nem sindicatos. Há compreensão, amizade e lealdade.

Por isso, merece que lhe dedique a atenção que os últimos meses não permitiram. Aos poucos, vou voltando aos meus diversos quartos, salas de estar, varandas. Vivia triste se não tivesse uma varanda.

Estou de volta à varanda.

Blog da semana

Mesa do ChefePara quem, como eu, gosta de cozinha, gastronomia e restauração, este é mais um dos poisos certos...

Uma boa frase

O Insurgente“Isaltino Morais: perda de mandato autárquico; condenado a 9 anos de prisão por fraude fiscal, abuso de poder, corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais. Resultado 2017: 41.7% Esta é a imagem do país. Em suma, temos o país que merecemos, com os políticos que merecemos, com o fado que merecemos." Mário Amorim Lopes

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