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Pedro Rolo Duarte

30
Jun11

Sobre esta história da cobertura mediática da morte de Angélico Vieira

Acho sempre graça às pessoas que usam pesos diferentes para medidas iguais: por um lado, querem o mercado a funcionar, a lei da oferta e da procura – mas depois queixam-se de uma comunicação social que, obedecendo a essa lógica, dá ao consumidor o que o consumidor quer, e corre atrás da audiência.

Sejamos claros, de uma vez por todas: ou aceitamos que o mercado é soberano e é quem mais ordena, e nos deixamos de lamúrias sobre a forma como os media cobrem a actualidade; ou voltamos ao debate sobre a comunicação social e o seu papel na sociedade, e então vem ERC e vem Governo e vem tudo, nacionalizações incluídas, para se perceber onde se enviesam os papeis de cada um.

Confesso: como jornalista independente dos meios em confronto, preferia a perfeição. Mas ela não existe. Por isso, num mundo global onde todos têm acesso nem que seja ao blog da sua rua, sou contrário à existência de uma ERC ou de qualquer outra forma de regulação do mercado que exceda a competência dos tribunais (excluindo a da concorrência, por motivos óbvios). Defendo que cada meio de comunicação social deve ser absolutamente soberano na forma como cobre a realidade, e que não deve estar obrigado a mais do que o seu próprio código de conduta – e, claro, aos códigos deontológicos dos seus profissionais. Os espectadores saberão julgar, a cada momento, o seu fornecedor de informação. E a História tem provado que o fazem.

Esse é o juízo mais soberano, rigoroso e imparcial. Respeita a lógica do mercado global e é democrático no julgamento. Mesmo quando nos pode desagradar, como eventualmente sucede no caso Angélico – mas isso “são outros quinhentos”, porque isso tem a ver com educação e cultura. Matéria do Governo e das famílias.

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