Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Pedro Rolo Duarte

21
Ago11

Eu gosto de coisas claras. Estás a ouvir, João Gonçalves?

Odeio insinuação rasteirinha, sem nome, tipo “ai,ai,ai, se eu abro a boca”... Gosto de olhos nos olhos, opiniões claras, gosto de gente que tem uma cara e um nome. Eu tenho.

Por causa deste post aqui em baixo, o João Gonçalves – que eu conheço há mais de 20 anos, e que tinha na conta de um tipo sério, até ver o flick-flack seguido de duplo-mortal que o fez engolir tudo o que escreveu sobre Passos Coelho, Relvas, o PSD, só para aceitar um lugar de assessor no Governo -, nessa coisinha pequenina do “vê lá, vê lá”, publicou este post que eu percebi que me deve ser dirigido:

“Não recebo lições de moralismo barato de videirinhos que, entre outras coisas, se dispõem a ir a tribunal depor contra colegas de profissão”.

Pela coincidência temporal do meu post e do dele, presumo que seja comigo. E como não sou de bocas sem nomes e sou de olhos nos olhos, respondi lá, no blog dele. Mas o João decidiu não aprovar o meu comentário. E uma vez mais eu dou a cara e esclareço e ilumino o João Gonçalves (e quem mais se interesse por esta polémica sem qualquer interesse…):

Fui a tribunal como testemunha duas vezes na minha vida. Da primeira vez, depondo a favor dos jornalistas Miguel Esteves Cardoso, Rui Henriques Coimbra e Nuno Miguel Guedes, e do então jornalista Paulo Portas. Há mais de 20 anos, nos tempos de “O Independente”, por causa de um texto de humor em que a Inês Pedrosa se sentiu ofendida. Da segunda, depondo a favor dos jornalistas Miguel Barroso, António Luís Marinho, José Alberto de Carvalho e Judite de Sousa.

O João deixa a insidia no ar sabendo o que faz - porque o alvo deste processo era o putativo jornalista Eduardo Cintra Torres. É tão fácil ser intelectualmente desonesto: Eduardo Cintra Torres nunca foi jornalista, nunca trabalhou numa redacção, não tem uma notícia, uma reportagem, uma entrevista publicada. Eduardo Cintra Torres é um (mau) critico de televisão que, para se defender de processos como este em que fui testemunha, conseguiu obter a carteira profissional de jornalista, essencial para poder inventar fontes e defender-se atrás da carteira. É obviamente um uso ética e moralmente abusivo e reprovável, que infelizmente a lei lhe permite, e que lhe garante a imunidade essencial: para o que lhe dá jeito é critico, quando o obrigam a provar o que diz “torna-se” jornalista e não revela fontes. Difamou os meus colegas, afirmou saber que aceitaram ordens de um Governo, e não foi obrigado a provar o que dizia. Misturou presumíveis factos com opiniões e passeou-se com uma lata descomunal pelo meio dos pingos da chuva. Chegou a dizer que escrevia em tripla-condição: critico, jornalista e investigador. Olivia patroa, Olivia empregada, Olivia dos Recursos Humanos, se me faço entender.

Tive orgulho em ser testemunha dos meus colegas, tive honra em dizer em tribunal o que disse.

João Gonçalves sabe tudo isto muito bem. Mas deixa a insinuação, o rumor, a atoarda, a boca rasteira. Porquê? Ora, como na anedota: porque pode.

Que desilusão, meu deus. Até onde pode chegar a ambição. Até onde podem ir os caminhos que durante anos o mesmo João tão afincadamente escrutinou. No seu, afinal, tão pequenino Portugal.

8 comentários

Comentar post

Blog da semana

Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais comentários e ideias

pedro.roloduarte@sapo.pt

Seguir

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D