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Pedro Rolo Duarte

17
Set11

Alberto e o seu jardim

Ía escrever sobre o tema, mas quando leio quem já escreveu - e bem, e certeiro - o que eu queria dizer, melhor é citar:

“A Madeira tem, passeando pelos prados, um conjunto de pessoas que, numa luta mais do que pertinente, brame contra o imperialismo do continente. Querem ser independentes. Até aqui nada de errado. Muitas colónias desejam ou desejaram a independência. Algumas, cheias de sucesso, transformaram-se em ‘ex-colónias’, o que evidencia que no fundo algum fundamento têm as pretensões separatistas. Claro que no reino madeirense, tudo parece mais estranho. Há questões identitárias que levam povos a querer viver pelos seus próprios meios. Se nuns casos é a cultura, noutros é a língua, a defesa de uma diferente forma de governo, a vontade de diferentes relações internacionais. Enfim, há uma série de motivos que levou e continua a levar a que povos acabem por criar a única fronteira que lhes falta – a política. No caso madeirense o que parece vocacionar o ‘movimento’ é o mero capricho. Ilha que era nada e cujo nascimento e desenvolvimento sempre se deu dentro da cultura do ‘continente’, sem língua própria, religião própria, rituais culturais próprios, nada de fundamental diferencia a Madeira do resto do país. Ainda assim, os madeirenses a quem passear pelos prados não chega obrigam-nos a aturar o capricho autónomo e a pensar que poderá, realmente, haver pretensões separatistas sérias, quando tudo não passa de mera ocupação de tempo excessivo. Entretanto, enquanto ainda pertencem ao país que parecem querer abandonar, vão gozando com os esforços que se pretendem nacionais para contenção de défice e despesa, enquanto beneficiam de regimes fiscais privilegiados. Tenham paciência”.

Isto escreveu Tiago Moreira Ramalho no blog A Douta Ignorância.

A isto junto este outro post de Daniel Santos no 2711:

“Não se percebe porque é que alguém que passa a vida a acenar com independência da Madeira, diga-se que já vai tardando, vem agora dizer que será o continente a ajudar o arquipélago?

Se estamos apertados, todo o país faz sacrifícios. Alberto João Jardim gasta em grande. Se não tem dinheiro, deixe de investir milhões num jornal gratuito e propagandista. Se não tem dinheiro, devolva o salário que acumula com as pensões.

Defendo a independência da Madeira, evidentemente depois de as contas feitas e ver quem deve a quem”.

Eu só subscrevo. Ambos. E façam lá o referendo para ver se faz sentido ser parte de Portugal (ou ser apenas a parte boa do bom que pode ser fazer parte de Portugal).

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Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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