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Pedro Rolo Duarte

15
Nov11

Quatro anos, quatro notas (e mais qualquer coisita...)

Um - O blog faz parte da minha vida como se fosse mais um dos meus deveres. Tem uma característica absolutamente incomum: é o meu único dever simultaneamente dever e prazer, simultaneamente profissional e pessoal. Como uma namorada que se tem obrigatoriamente no trabalho – ou um trabalho que se tem namorando ao mesmo tempo. Uma experiência nova – e boa, posso garantir.

Dois - Por causa do blog conheci pessoas muito importantes (para mim, claro). Elas sabem quem são e eu também.

Três - Enquanto o blog for esta livre dependência assumida e clara, que partilho com todos e onde entra quem vem por bem, não perco tempo a pensar no que seria a vida se não tivesse onde publicar. Tenho a certeza de que seria triste.

Quatro - Uma verdade que aprendi nestes quatro anos: o poder não está no facto de se ter um blog. Está no facto de um blog depender só de quem o faz e ser, por isso, uma expressão proactiva da existência. Eu dou valor a quem se chega à frente. Não podia deixar de o fazer também. (um bocadinho de vaidade no dia de anos é desculpável, não?)

 

É isto: tenho um blog que faz hoje quatro anos – e cadernos cheios de ideias que vão aterrando neste lugar. Algumas ficavam bem na nossa imprensa. Mas também não ficam mal nos meus cadernos. Outras só fazem sentido aqui. O blog é mesmo a minha sala – mas nem tudo fica na sala a ocupar espaço e a encher-me a vista. Como o jornalismo me ensinou, faço escolhas todos os dias. Entre o que penso e escrevo, entre o que escrevo e publico.

Como o jornalismo me mostrou, é melhor ter quem leia e não goste do que não ter ninguém. Vou tendo um bocadinho de tudo.

Tenho uma certeza: sendo a felicidade, como já alguém escreveu, uma “estação por onde se passa”, a verdade é que da felicidade que encontro nas estações por onde passo faz quase sempre parte este blog. Hoje, melhor dito do que noutros dias: o meu blog.

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Blog da semana

Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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