Blog da Semana
Catedral da Luz
Já o tinha destacado aqui ao lado, mas ainda não tinha sido eleito aqui para o cantinho...
Uma boa frase
“Desta vez não há um lord Byron a defender a civilização helénica... A opinião publica europeia é bem mais fraca do que há dois séculos. Uma vergonha para tantos recursos humanos «well educated»”
José Medeiros Ferreira, Cortex Frontal
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
Pesquisar
 
Ligações
Antena 1
Janela Indiscreta em texto
Janela Indiscreta em rádio
O Hotel Babilónia na Antena 1 (com o João Gobern)
O meu momento de glória no Biography Channel
Lux Woman, a revista onde escrevo todos os meses

Arquivo
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


Mais comentados
76 comentários
69 comentários
59 comentários
Subscrever
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

A educação dos meus pais, dos meus melhores professores, e até uma breve passagem pela juventude comunista na adolescência, ensinaram-me que a critica presume a alternativa. O “não porque não” pertence à infância.

Se entendo que algo é condenável, criticável, ou constitui uma medida que vai contra o que acho razoável e justo, tenho o dever (não é uma obrigação, claro, embora eu a sinta como tal...) de ter alternativas e soluções melhores.

É a velha história do tipo que entra no gabinete do chefe e diz:

- Chefe, temos um problema!

- E tem solução para ele?

- Não, chefe.

- Então você faz parte do problema.

Ora bem. Eu não tenho solução melhor para o momento que vivemos do que a maioria das respostas que o Governo lhe está a dar. Não é uma questão de estar de acordo ou de “desejar” – é um problema de falta efectiva de alternativa.

Que me custa? Custa.

Que vivo do meu trabalho e vivo hoje pior do que há cinco anos? Vivo.

Que gostava de ver julgados e penalizados aqueles que nos aldrabaram ao longo de anos e anos, conduzindo-nos direitinhos ao abismo? Gostava.

Mas que não vejo outro caminho, salvo em aspectos pontuais aqui e ali menos bem cuidados? É isso, não vejo.

É por isso que não participo na Greve Geral. Só participaria se pudesse dizer: o que está a ser feito é mau, mas olhem que eu tenho aqui muito melhor.

Não tenho. Não vejo quem tenha. Infelizmente.



publicado por PRD às 02:13
link | comentar | partilhar

69 comentários:
Entendo, mas discordo. Adiro à Greve Geral, e n considero q as greves tenham como obrigação ou substância apresentar soluções melhores. As greves constituem manisfestações de discordância de uma ou mais matérias, ou de um paradigma. Pessoalmente, esta irrigação desmedida da banca, esta ganância que põe e dispõe da vida das pessoas e gera crises, n me agrada. N me agrada a falta de ética, n me agrada a passividade. Uma das maneiras de dar testemunho desse desagrado é, p mim, aderir à GG.

deixado em 24/11/11 às 05:40
responder a comentário | discussão

s o s
acabo de comentar o Duarte e no fundo do que disse tinha em espirito exactamente essa frase: parece-me entender mas discordo. O estranho é que o duarte sabe tudo isto tanto ou mais que nós. Porque optou escrever assim, é o misterio.

deixado em 25/11/11 às 00:56
responder a comentário | início da discussão

antonio figueiredo
Perfeitamente de acordo, mesmo não tendo solução para o problema.
O chefe, porque é chefe, quis ser chefe é que tem que ser atento, olhar às consequências das suas medidas e mudar de rumo se necessário, para isso lhes pagamos...
O chefe tem que olhar de cima, ao longe e ao largo e depois agir, mas sempre pronto a corrigir-se.
A greve é apenas um indicador e muito importante para o chefe aferir da necessidade de se corrigir.(digamos, corrigir a sua rota, a sua acção governativa)

deixado em 25/11/11 às 10:23
responder a comentário | início da discussão

Clap, clap, clap. Por muito que custe ( e custa certamente) não existem alternativas. A sabedoria popular costuma dizer \" o que não tem remédio remediado esta\".

deixado em 24/11/11 às 08:45
responder a comentário | discussão

O conformismo sempre foi uma "qualidade" nacional...

deixado em 24/11/11 às 22:18
responder a comentário | início da discussão

s o s
as alternativas são a outro nivel. Qualquer exemplo que d~e, pode ser pior a emenda que o soneto, mas não me sinto nadissima obrigado a apresentar alternativas. Cada macaco no seu galho. E como trabalhador e tradicionalista defendo o ordenado, não quero que o ordenado seja reduzido. Não estamos a jogar ao monopolio.

deixado em 25/11/11 às 01:00
responder a comentário | início da discussão

Só para alertar q o link de partilha, não funciona.
Obrigado pela atenção.

deixado em 24/11/11 às 09:37
responder a comentário

Parece-me que engoliu bem o discurso oficial... Eu, infelizmente, ainda não consegui!

Alternativas há sempre, falta é neste governo vontade de as concretizar. Prefere o caminho mais fácil e mais covarde. Um grupo parlamentar apresentou algumas há dias:

http://www.esquerda.net/artigo/bloco-prova-que-h%C3%A1-alternativas-aos-cortes-de-subs%C3%ADdios

Poder-me-á dizer que algumas são inviáveis ou contribuem pouco para resolver a crise. Pode ser. Mas serão todas inviáveis e todas contribuirão pouco para resolver a crise?!

deixado em 24/11/11 às 09:58
responder a comentário | discussão

CARLOS GARCIA
Meu caro são pessoas como voçê q não conseguindo nas urnas julgam q o vão conseguir na rua, pensando q toda a razão vos assiste e sem terem o minimo de consideração por todos aqueles que prejudicam.


PorqueNão
Acho que não percebeu bem o que foi escrito...

deixado em 24/11/11 às 21:11
responder a comentário | início da discussão

Pode dizer-me a que parte especifica se refere ao meu comentário? Ou terá dotes de adivinho para saber quem sou ou como sou eu?

deixado em 24/11/11 às 22:11
responder a comentário | início da discussão

Concordo com todas as permissas e na forma como as escreve.
Pela primeira vez na vida ponderei a minha participação, mas não participei não por poder oferecer alternativas (que também não as tenho, como solução milagrosa, mesmo que tenha ideias avulso) como o Pedro refere, mas porque fazer greve ou não fazer não tem efeito nenhum!!

Entrei na fase da frustação, da angústia e da descrença! Isto tira a energia a qualquer um. Deixei de contar. Deixei de querer. Deixar de estar! E ter este sentimento assim, é uma completa desilusão!

deixado em 24/11/11 às 10:06
responder a comentário | discussão

s o s
palmas para este comentario. Contém um humanismo que já vi no duarte, não é o caso de hoje. A regina é clara. E doi. Doi saber que sendo o regime democratico, de facto não contamos. Claro que se fizessemos greve, seria o poder que não teria alternativa, ele proprio se oferecia para nos ouvir.

deixado em 25/11/11 às 01:07
responder a comentário | início da discussão

De acordo.



Cumprimentos

deixado em 24/11/11 às 11:53
responder a comentário

eu não entendo porque fazem greves,devem julgar que o mundo se torna melhor se as fizerem mas eu não concordo com isso. o mundo só está como está graças ao governo estupido e ignorante!! beijinhos!!

deixado em 24/11/11 às 12:03
responder a comentário | discussão

Não entende. Não deve sentir dificuldades.


João
Nesta altura, com todas as dificuldades que o país atravessa, esta greve foi mais uma prova que os sindicalistas e a esquerda vivem num mundo muito próprio, no qual só há direitos "adquiridos" e nenhuns "deveres". Esquecem-se que se não se produzir riqueza, o país não tem futuro.

deixado em 25/11/11 às 09:34
responder a comentário | início da discussão

Como prova da bondade das soluções que, implicitamente, defende, a Alemanha coloca apenas 60% da dívida e o rating de Portugal passa a lixo. Não deve ser preciso muito mais para ver que este não é o caminho. Até a França e Durão Barroso já o descobriram. O Pedro está preso nas suas próprias contradições.

deixado em 24/11/11 às 12:33
responder a comentário

Finalmente alguém...
que partilha o que defendo há anos. Enquanto se mantiverem atitudes paleoliticas de luta pelos direitos dos cidadãos, sem que se apresente uma proposta, para ser implementada, esqueçam...só andam a perder tempo e dinheiro.
Apresentem medidas, lutem por um mundo diferente; lutar por situações que estão ultrapassadas, não merece a pena o dispêndio de energia.

deixado em 24/11/11 às 12:56
responder a comentário | discussão

A ser ultrapassados estão o ideais de selvajaria que nos desgovernam! Mas a implosão não vai começar em Portugal, óbvio. Somos muito amorfos para essas coisas! Americanos e ingleses já começaram a fazer o trabalho por nós.

deixado em 24/11/11 às 22:04
responder a comentário | início da discussão

joaomarta
Eu não concordo com a greve. Mas também não concordo com quem diz que não havia outra resposta para os problemas. Claro que há. Épreciso é ter coragem para ir buscar o dinheiro ao bolso dos ricos, aos bolsos dos que usufruem várias reformas douradas, aos que têm patrimónios avaliados em milhões e pagam uma códea, às empresas que fogem ao fisco, aos empresários que ostentam sinais de riqueza e po~em as empresas no limiar da falência, há que vender os submarinos, vender o património não utilizado e abandonado, há que cortar com as frotas de luxo distribuidas a alhumas empresas públicas, ao Bano de Portugal e ao minitério da Justiça. Há que cortar em gastos sumptuários da Assembleia da República, há que racionalizar o orçamnto da Presidência da República que nos últimos anos atingiu proporções ninca imagináveis. Como não há alternativas? Ou será que somos todos tão mediores que não conseguimos compreender os inteligentes?

deixado em 24/11/11 às 13:16
responder a comentário | discussão

antonio rodrigues
estou de acordo com praticamente tudo o que aponta como solução. contas feitas muito por alto e com uma enorme margem de segurança e exagero suficiente para satisfazer os que acham que sabem tudo, talvez se poupe aí 1000 milhoes de euros. E os outros cerca de 111000 que faltam.onde os arranja?


joaomarta
Meu caro não me confunda com os milhões. Como sabe não teremos de pagar o déficit todo de uma vez, temos de o reduzir progressivamente. Já fico contente por considerar que estou certo. Então se estou certo; porque não começarmos a agir em conformidade? Mas como sabe um orçamento não se equilibra só no lado das despesas. temos também de aumentar as receitas. Através de impostos? Claro que não.Temos de mudar a nossa atitude com a agricultura por exemplo. Sabia que no nosso País a agricultura não é uma atividae financiável. Financiamos milhares de casas de que ñão carecemos ao preço da uva mijona e a prazos longos, mas a agricultura os Bancos não financiam. Acredita que podemos duplicar ou até triplicar a nossa produção de azeite? Porque não são criadas condições? Isto é apenas um exemplo. Mas os nossos governantes são ignorantes, não conhecem o seu País nem os seus recursos. Começaram a militar nas jotas e tiraram um curso por correspondência ou compraram mesmo o diploma e sem dar por isso vêem-se com o Ferrari nas mãos quando nem de bicicleta sabem andar. São apenas tópicos duma discussão que nos levaria longe. A cidadania tem de conseguir controlar a ditadura dos partidos. Enquanto não tivermos essa onsciência cívica não vamos lá. Enquanto estivermos convencidos que o assunto se resolve votando neste ou naquele partido, não sairemos do loda~çal em que noa encontramos.
Obrigado pelo seu comentário e as minhas saudações.

deixado em 25/11/11 às 02:02
responder a comentário | início da discussão

Comentar post

Post it

Ler mais

Ler mais
Imperdível


Descobertas de Inverno...