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Pedro Rolo Duarte

07
Dez11

Ainda o estripador, más e boas noticias, e (poucas) ideias

Má noticia: o jornal “Sol” vendeu a sua última edição anunciando uma “grande investigação” que teria descoberto a autoria de crimes que ficaram conhecidos pelo nome do “estripador de Lisboa”. Menos de oito dias depois, a “investigação” parece resultar, cada vez mais, numa brincadeira de dois indigentes, à procura de protagonismo, que enganaram a jornalista Felícia Cabrita, o “Sol” e os seus leitores, além de todos os que replicaram a notícia.

 

Ideia: como nas grandes revistas e jornais norte-americanos, faz falta à nossa imprensa o “departamento de verificação de factos”. Algo que impedisse que uma matéria publicada sob a marca “grande investigação” pudesse agora parecer um balão esvaziado – e com escassa investigação.

 

Boa notícia: o rapaz que tentou entrar na Casa dos Segredos com o segredo “o meu pai é o estripador de Lisboa”, não passou o casting do programa. Ainda não batemos no fundo.

 

Má noticia: O programa “Casa dos Segredos”, que Miguel Sousa Tavares disse na SIC ser o principal responsável por esta caldeirada toda, é visto diariamente, em média, por um a um milhão e meio de espectadores, e supera regularmente a fasquia dos 40% de share (isto é, percentagem de pessoas que, estando a ver TV naquele momento, estão a ver aquele canal).

 

Noticia assim-assim: o Jornal da Noite da SIC, onde Miguel Sousa Tavares disse que a Casa dos Segredos era “culpada”, também supera regularmente o milhão de espectadores mas não consegue chegar perto dos 40% de share.

 

Ideia: não deve tardar o esperto que reclame uma nova “Entidade” reguladora da cabeça dos portugueses que impeça que haja quem queira ver a Casa dos Segredos e, por essa via, acabe de vez com gente mal formada que admita vender o pai por uma mentira qualquer. Ainda não ouvi o clássico “o que isto está a pedir é uma ditadura”, mas não deve faltar muito. Uma “ditadura dos bons”, claro...

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