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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

 

Uma das coisas boas de mudar de casa é limpar e deixar para trás o que foi só espuma ou menos que isso. Uma das coisas “más”, e ao mesmo tempo saborosa e doce, é a incontornável tendência para nos determos no que persistimos em ter junto de nós e pertence ao passado. Fotografias, por exemplo.
Olhando para esta, que junta o meu filho António Maria, então com 5 anos, e o Gô, com mais dez, filho de direito e ainda mais de vida dos meus grandes amigos Anabela e Gonçalo, é que, passados 11 anos, o carinho do mais velho pelo miúdo e a admiração do miúdo pelo mais velho também ajudaram ao que sucede neste começo de 2012: o Gô escolheu a Austrália para experimentar viver, e o meu filho escolheu a Austrália para estudar e aprender a experimentar viver. Há uma distância de uma década entre eles, com tudo o que isso implica – mas também há uma proximidade de ideias e ideais que acaba por inspirar uns e outros.
O Gô está em Portugal no momento em que o António Maria foi para a Austrália. Até essa ironia do destino torna mais deliciosa esta fotografia. Há 11 anos, nenhum de nós, pais e amigos, imaginávamos as voltas que a vida iria dar. Ou as linhas que se iriam cruzar, nem que fosse nos fusos horários deste mundo.



publicado por PRD às 13:11
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4 comentários:
mar
Li os seus "no coracao ", que trata da ida de seu filho para o estrangeiro,como este post onde comento tambem trata do mesmo assunto. Nao comentei nos anteriores porque se me encurvou o coracao ,ficou pequenino, porque sei o quanto o seu ficou sagrante,sei o quanto o Antonio Maria lhe faz falta,sei que ficou sem ar para respirar,possivelmente com pouca vontade de cumprir os dias.Meu lindo Pedro de coracao de oiro, eu que nao sou nada ao Antonio nem sofri essa experiencia com meus filhos,dou comigo a pensar no Antonio , em si e nas lagrimas ,mas</a> fico com a certeza que o sal alquimico das lagrimas vertidas transformara tudo em sucesso,alegria e paz na vida do Antonio e na sua. Apenas resta ao tempo cumprir o tempo,coragem eu sei que ambos teem . Sem querer fugir ao assunto nem vangloriar-me, eu, aos 62 anos,peguei na mala e despedi-me pela primeira vez dos meus filhos e netos, fui eu que parti, por isso se me tolheu o coracao ,porque compreendo a distancia, a falta,a intensidade da experiencia, ainda por ca ando,fora de casa e dos meus,acresce que vivo so e continuo so neste estranho pais de acolhimento.Por isso Pedro,sei que o tempo lhes sera favoravel , daqui a nada ee Primavera em Portugal, para o seu filho sera verao torrido quase sempre, praia a vista! Ee so apanhar um aviao. Eu sei que nao ee so " mas quase adivinho que ja andam pai e filho em preparativos.
A vida continua a fazer sentido quando o coracao e a Alma se unem na saudade e na expectativa do reencontro, leio os seus livros,acompanhei o que ee publico na sua vida,li os jornais e revistas que ajudou a criar,quase sempre venho por aqui,por isso me permito "fazer parte" desta avalanche de emocoes que o cercam.
A gente acredita em quem ama,o Pedro e o Antonio sao assim especie de filho e neto virtuais,abracos apertados nos vossos coracoes .

deixado em 30/1/12 às 00:32
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Anónimo
Por tudo o que o Pedro escreveu revejo o custo da separação na certeza de que a distância mais fará ao cimentar o amor que os une. Ela também ajudará certamente a que o António tenha o futuro que merece, lá, ou mesmo cá , depois de termos - é o que eu mais desejo - a casa arrumada.
Quanto à Mar, quem se quer bem sempre se encontra. E não é que nos encontrámos por aqui?
Abraços
Teresa

deixado em 30/1/12 às 16:16
responder a comentário | início da discussão

comovente
bj

deixado em 1/2/12 às 11:49
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Verinha
Confiro-lhe certezas ao caminho...

deixado em 8/2/12 às 01:37
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