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O nome é inspirador. O blog colectivo explica-se: “A Geringonça é um exercício colectivo de opinião à esquerda e informação às direitas, orientado por uma agenda que todos entendemos ser necessário discutir publicamente, independentemente da esquerda que aqui nos trouxe. Por isso, não se surpreenda se aqui vir, às claras, tantos pontos de convergência quantos de discussão. Nós chamamos-lhe progresso". Promete e já está nos meus favoritos.

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“Há frases que são como o algodão do anúncio, não enganam. Na entrevista, ontem publicada pelo DN, Nuno Crato afirma a certa altura, “O país não pode ter só doutores”. A velha e serôdia, mas falsa, conversa do “isto é um país de doutores” revisitada, em suma. Se da boca de alguém minimamente informado sobre o nível de qualificações e escolaridade dos portugueses tal frase já seria um absurdo, da de um ex-ministro da educação raia a afronta.". Maria João Pires,
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Ao ver, na televisão, o ar surpreendido e indignado do líder da Oposição, António José Seguro, face aos números do desemprego (e do desemprego jovem, em particular), interroguei-me sobre o país onde terá vivido o secretário-geral do PS nos últimos anos. Dizem-me que ele se opunha a Sócrates, mas isso não responde à minha questão:

- Onde raio terá vivido António José Seguro nos últimos anos para achar que pode mostrar-se surpreendido com a miséria em que vivemos? Qual é a parte de “nem há um ano era o PS que governava” que ninguém lhe recordou?

Tira-me do sério esta ideia de que passar à oposição significa em simultâneo “passar a limpo” o passado e começar do zero. O PS já fala como se estivesse na oposição desde, pelo menos, Outubro de 1910 - e isso traduz um pântano político sem nome.

Alguém devia explicar a António José Seguro que persistir na inversão de papel a cada mudança – e repentinamente aparecer como se acabasse de deixar uma tribo aborígene e aterrasse em Portugal, além de fazer do eleitor um atrasado mental, é mero fogo-de-artifício numa situação que todos, em rigor, vivemos e conhecemos.

O meu conselho é este, António José Seguro: deixe de fazer teatro, e pense que, de cada vez que fala “aos portugueses”, está a falar aos mesmos que não quiseram mais ouvir o nome de José Sócrates. Das suas políticas. Do Portugal do TGV e do Magalhães – o país que estava falido mas fazia de conta. Ou seja: pense que tem direito à Oposição, mas tem de ter respeito por quem não mandou a memória dos factos para Paris, ou para a administração de uma qualquer empresa ligada ao regime.


publicado por PRD às 14:12
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4 comentários:
Pode custar muito, mas vale sempre a pena se queremos ser Dignos, que "começar de novo", é começar COM o passado, e nunca sem ele... a história tem dado essa lição, poucos aprendem, essa é que é essa... é por isso mesmo, por muitos aprenderem tão pouco ou nada, é que andamos nesta bola de neve sem fim... que pena... que pena!!

deixado em 25/2/12 às 23:59
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helena soares
Concordo em 99,9% consigo. O que falta para os 100% é apenas aquela parte em que se fosse o PPC a estar na oposição faria e diria a mesma coisa que Seguro. É aqui, quanto a mim, que reside o drama.
Ab para si

deixado em 26/2/12 às 14:25
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Pois, o drama é esse. Os dois partido que nos têm (des)governado utilizam essa táctica, com sucesso, há muitos anos. Quando sai do governo e vai para a oposição muda invariavelmente de líder. Basta-lhe isso para que se sinta completamente desresponsabilizado. Como, entretanto, o que fica no poder ainda tem alguma coisa por onde cavar, continua a cavar mais fundo na desgraça e nós, eleitores, que somos de memória curta, voltamos a devolver o governo. Tem sido sempre assim. A parte que o Tó Zé ainda não percebeu é que a coisa ficou no fundo, que já não há mais nada para cavar...

deixado em 27/2/12 às 17:02
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Anónimo
Pois, é uma democracia no fundo falaciosa, porque embora pareça que temos escolha, na realidade não temos tanta... foram sempre uns ou os outros, e é só mais do mesmo! no poder ou na oposição... mais do mesmo! Não haverá mais para além disto?? O Seguro desembarcou agora em Santa Apolónia, e pobre homem, deparou-se com esta realidade, assim out of the blue, e custa-lhe, claro que lhe custa, ama o país e os portugueses de verdade!

deixado em 3/3/12 às 02:06
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