Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Pedro Rolo Duarte

30
Set12

Uma palavra de honra

Quando que se fala na palavra “Fundação”, a memória devolve-me à infância e aos jardins da Gulbenkian, onde sempre gostei de passear, onde namorei na adolescência. Mas também ao Museu Gulbenkian, o mais remoto onde me lembro de ter estado. Ao Centro de Arte Moderna, o primeiro espaço de cultura que vi nascer do nada. Ao auditório a céu aberto que me abriu os ouvidos ao jazz. E aos auditórios da Fundação, onde participei, jovem adulto, no Primeiro Congresso dos Jornalistas Portugueses (e me rendi às palavras de Ferreira Fernandes e Fernando Alves...). São só algumas memórias.

A palavra “Fundação” era para mim, até há pouco tempo, uma palavra de honra. Tinha esse sentido de doação de riqueza em prol dos outros, herança solidária e filantrópica.

Não foi por acaso que quis ler a biografia de Calouste Gulbenkian – foi justamente por essa admiração que inspira e convoca futuro, em nome de um passado.

A nossa classe política conseguiu agora, num ápice, tirar a honra à palavra “Fundação”. Melhor dito: “tirar-me” a honra à palavra “Fundação”.

Sei bem que, no momento que vivemos, em face do que pode faltar à mesa, uma palavra é pouco mais que nada. Ainda assim, uma palavra de honra é sempre uma palavra de honra.

Foi mais uma que mataram. Qual será a próxima?

2 comentários

Comentar post

Blog da semana

Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais comentários e ideias

pedro.roloduarte@sapo.pt

Seguir

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D