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Pedro Rolo Duarte

05
Mar13

No beco

(Escreve um tipo que não foi à manifestação, nem manifestou formas de luta visíveis ou alternativas.)

Só um empedernido profissional, um faccioso sem pai nem mãe ou uma figura absolutamente insensível ao que o rodeia, pode ignorar o sinal vermelho de sábado passado. Ao Governo. À política. Aos políticos. Ao estado das coisas. Até aqui, de acordo com quem reconheceu a relevância do movimento, sem ressalvas, e nas tintas para a discussão infantil sobre o número de participantes. Foram muitos, mais que muitos, e isso chega para parar e pensar. Para respeitar. Para reconhecer que, a ter sentido a democracia, há qualquer coisa que está fora da norma na representatividade de quem governa.

Mas, por outro lado, não consigo deixar de verificar que foi muito barulho para nada. Ou melhor dito, sob a forma de pergunta: quais foram mesmo as alternativas apresentadas? Que caminho novo saiu do “2M”? Qual é a alternativa? O país indignado está envolvido, convocado, empenhado em que espécie de mudança? Quem a transforma em dados e factos e medidas? Que ideias?

Sem respostas a estas perguntas, fico tranquilamente no passeio, fora da estrada. E acreditando tanto nas politicas até agora seguidas como nas alternativas mal amanhadas pelas oposições, mantenho-me no beco. Sem saída.

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Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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