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Pedro Rolo Duarte

20
Abr13

Caso queiram, é obrigatório

 

Este fim-de-semana, no âmbito do “Ano do Brasil em Portugal”, passa por Lisboa a Companhia de Dança Deborah Colker. Estreou ontem, sexta, mas tem espectáculos hoje e amanhã, sempre no Teatro S. Luiz.

Percebo pouco ou nada de dança – nem por isso sou insensível a uma encenação prodigiosa, uma coreografia que nos envolve em histórias que não podemos mais do que imaginar, música e iluminação surpreendentes.

Foi isto que senti ontem à noite no São Luiz, no espectáculo “Tatyana” (2011), e claro que quis saber mais sobre a bailarina e coreógrafa Deborah Colker, que dá nome a esta companhia: estudou Psicologia, foi jogadora de vólei e estudou piano durante dez anos, segundo a biografia original. “A partir de 1980, dançou, coreografou e deu aulas durante oito anos no grupo Coringa, sob a direção de Graciela Figueroa. Em 1984, convidada por Dina Sfat para coreografar os movimentos da peça “A Irresistível Aventura”, com direcção de Domingos de Oliveira, Deborah deu início ao que seria a vertente mais importante de sua carreira nos dez anos seguintes: directora de movimento, uma expressão sugerida por Ulisses Cruz para definir seu trabalho”. Pelo caminho, também trabalhou com o nosso conhecido Cirque du Soleil.

Não sei isto chega, mas o que vos garanto é hora e meia de puro deslumbramento, de surpresa consecutiva, de intensa criatividade – sem que nunca se perca o sentido de ritmo, o rigor da dança, e a qualidade da música.

Rendido, voltei para casa e disse: amanhã “posto”. Está postado.

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Retrovisor. Quem lia A.B.Kotter no velho Semanário habituou-se a gostar de ler José Cutileiro. Neste blog, a escrita é outra, mas continua a ser uma delícia. Pena que o "Expresso", que o tem como colaborador, não lhe dê mais espaço...

Uma boa frase

“Este ano será de vida nova, não por mérito ou culpa própria: nós por cá todos bem. Mas Trump, Brexit, Putin, Estado Islâmico, tudo cada vez mais desigual e cada vez mais perto de tudo, vão meter-nos as novidades pela porta dentro, boas e más. Sobretudo más." José Cutileiro, Retrovisor

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