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Pedro Rolo Duarte

18
Jun13

Da série textos antigos que não perdem actualidade (I)

(algures em 2006)

Num dossier publicado na revista “Notícias Magazine” encontrei um provérbio chinês que deveria estar colocado em todas as repartições públicas, em todas as casas de Portugal, nas lapelas dos casacos, nos vidros dos carros, talvez até mesmo em permanência nos rodapés das televisões. Diz assim:

“Se tem remédio, porque te queixas? Se não tem remédio, porque te queixas?”.

Assim, com a irónica mas certeira serenidade oriental, ali estão as duas perguntas que nos devem ser colocadas diariamente. Repetidamente. Até à exaustão. Só pelo cansaço venceremos os nossos eternos complexos. Eu, por exemplo, já estou farto de ouvir queixas. E também de me queixar. E no fim deixar andar...

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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