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Pedro Rolo Duarte

15
Mar08

A rir no futuro

A Internet deu-me uma grande alegria: pela primeira vez, eu estou ao nível do gestor mais eficaz das chamadas «dot com», sei tanto como o mais poderoso empresário do mundo, Ou seja, muito pouco. Os últimos anos deram-me essa satisfação: sabemos todos pouco disto. Temos nas mãos o mais poderoso meio de comunicação da História – mas esse todo-poderoso é, afinal, misterioso, inquietante, e ainda não se sabe bem, na verdade, como tirar partido dele. Ou mais rigorosamente: como ganhar dinheiro com ele.
Sabe-se que é rápido e impune, embora estas características nem sempre sejam devidamente aproveitadas. Sabe-se que é democrático e interactivo. Sabe-se que resolve problemas e cria novos problemas. Sabe-se muito – mas, no fundo, não se sabe quase nada. Desconhece-se até onde vai hoje – e ninguém, em rigor, adivinha como será amanhã, que forma terá, até que ponto viverá de sites e portais e encontros virtuais.
A Internet fascina pelo seu poder – e o seu poder fascina pelo seu mistério. A Internet era um problema que não tínhamos e tornou-se um problema que não queremos deixar de ter. Um dia, num futuro qualquer, acredito que nos vamos rir quando alguém recordar como era a rede em 2000. Um pouco como recordar a fila no banco, à sexta-feira, para trocar cheques por dinheiro, há 15 anos. Vamo-nos rir porque a Internet será algo bem distante do que é hoje – mas quem atira a primeira pedra sobre o que será? Fiquemos então assim: ainda vamos rir-nos dos dias de hoje. Gosto dessa ideia...
 

Ao sábado, reedições. Texto escrito para a estreia do site “Netparque”, um dos primeiros portais de informação e opinião que Portugal teve. Há tantos anos... Bom, no ano 2000...

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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