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Pedro Rolo Duarte

14
Mar08

Um homem normal, apesar de.

O “lado humano” de José Sócrates: não é bem o que julgam que ele é embora não seja diferente daquilo que aparenta, apesar de ter defeitos, mas poucos, e errar, mas pouco, e ter umas ideias, mas fixas, e ouvir os outros, mas nada, e estar sempre a aprender, ainda que já soubesse, e aceitar mostrar a casa, mas só a entrada, e ser humano, por isso irritadiço. Ah, é generoso, embora um tudo nada impositivo, gosta do debate, ainda que tenha sempre razão, e mesmo que não tenha, reconhece que isso sucede, mas é tão pouco frequente que não lhe ocorre mais do que coisa nenhuma; tem outro defeito, é impaciente, mas isso também é bom e Portugal precisa. Nada autoritário, mas ainda assim. Um homem normal, apesar de. Um português, mesmo que não pareça. Ou preferisse não parecer.
No canal ao lado, Menezes hesita, nem ai nem ui, nem sim nem sopas, nem coiso nem sai de cima,  Portugal que se lixe, o PSD é que não está nada bem.
É o género humano e o manuel germano.

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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