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Sábado, 17 de Novembro de 2007
“«Os que não morrem, encontram-se»... Diz Matilde a Luís Bernardo, no meio de um fugaz encontro que se transforma, página a página, no sal que tempera o belíssimo «Equador», de Miguel Sousa Tavares. Foi nesta frase que fiquei a pensar a páginas tantas: «Os que não morrem, encontram-se». Neste domingo em que a Lua tarda em aparecer no horizonte do meu telheiro, deixo-me ir atrás desta ideia de destino sem fatalidade que, volta não volta, regressa à minha vida. As coisas não são o que têm de ser, são o que delas quisermos fazer. Enquanto estamos vivos só nos resta acreditar que nos encontramos, que podemos transformar as nossas vidas, e que tudo depende só de nós e da nossa vontade. Descansamos vezes demais no conformismo de um fatalismo preguiçoso, e hoje apetece-me fechar a noite a pensar, a acreditar, que os que não morrem se encontram – isto é, que tudo está em aberto enquanto estamos vivos. Quem fecha portas e abre janelas, na minha vida, sou eu. Pode não ser verdade, pode não ser sempre verdade, mas hoje quero acreditar que é só esta a verdade que interessa”.
Publicado no Livro “Fumo”, Julho. 2007
(Ao sábado, aqui em casa, textos do passado... a limpo)


publicado por PRD às 01:00
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10 comentários:
Curiosa esta escrita (escrita é eufemismo, claro). Além de trazer à lembrança qualquer coisa como óleo de figado de bacalhau, tal o enjoo provocado pelo estilo, nem estremece na adulação. Típico na tribo em causa.
"gelado"

deixado em 17/11/07 às 02:16
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El perro de Lacan
ó gelado, escrita é eufemismo, sim, até no teu caso de expressão doce a disfarçar a ideia que depois surge em toda pujança: a do óleo fígado de bacalhau que, ignora o gelado, é realmente do melhor que há para reduzir problemas da ordem da osteoartrite. Deixa-me ser mais concisa: ERRO, gelado! Escolhe lá outra metáfora que esta saiu-te ao lado. O remédio de mau gosto só remete para a ideia de o que arde, cura. Percebeste ou fui pouco clara?

Geladito de mim corazón, gelado cosa mentale, mete-te no forno e aquece as ideias.



Carminho
LOL

Pois é. O óleo fígado de bacalhau sabe mal mas faz bem, não sei se a isso da osteo... se para fortalecer. Eu nunca provei mas lembro-me que a ideia era essa: fortalecer. Donde, se o texto do PRD parece óleo fígado de bacalhau, por um lado pode saber mal mas por outro fortalece contra os males da escrita que enjoa mas que faz bem? Ou seja, a escrita do PRD tem vantagens!

LOL

Lanço uma questão mais filosófica para o tipo de espírito do gelado: o Goofy é um cão ou um cavalo?

deixado em 17/11/07 às 15:12
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SMS
Gelado, hein? Quem assim se define só pode ser... tristemente frio (talvez frígida?) e amargo. Gelado de limão. Prefiro o óleo de fígado de bacalhau. Faz lembrar infância, preocupações maternas, lençóis de flanela, sacos de água quente, beijos de boa noite. Coisas que este gelado certamente desconhecerá.

deixado em 17/11/07 às 21:39
responder a comentário | início da discussão

Mesmo que assim não seja, pensar que "quem não morre encontra-se" ajuda na fase do "lamber as feridas" e qualquer ajuda é bem vinda. Chamemos-lhe esperança.

deixado em 17/11/07 às 09:23
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Olá boa tarde.

Além de visitar o seu blog, ou "casa virtual" como já muita gente chama aos blogs, e que gostei de observar, venho também fazer-lhe dois convites:

1º Está disponivel, no meu blog um Concurso/Passatempo, na qual fica convidado(a) a participar. Está lá toda a explicação do Concurso. Este Concurso tem um prémio verdadeiro, a ser atribuido ao vencedor.

2º Participe com o seu comentário no Post "Vida Conjugal" a sua opinião é muito importante, pois irá ajudar a resolver o problema daquele casal.

Obrigado
Atenciosamente

deixado em 17/11/07 às 18:23
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Eh eh eh !
Afinal a "tribo" tem curiosos seguidores ! Além disso fanáticos, com nítidas dificuldades na separação das águas. Deviam recolher mais informação. Perceberiam então que na vida, por vezes, o feitiço se volta contra o feiticeiro...
(Ele percebe, descansem...)

deixado em 17/11/07 às 20:16
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Gelado: «Ele percebe, descansem...»?

Se o comentário é para ser percebido por uma única pessoa, para quê torná-lo público? Mandava-lhe um email e pronto.

Pedro Rolo Duarte: a blogosfera é isto. Vá-se habituando. Espere os ataques e desconfie sempre dos elogios.

deixado em 17/11/07 às 23:11
responder a comentário | início da discussão

Não temos pedras, pode ser vidago?
Ahahahahahhahahahahahahahah Se há coisa que é divertida nisto é quando os "gelados" afinam. Pero pom pero geladito muñequito lindo haveis pensado na questão que te calha que nem ginjas: el pateta es un perro ou uma cavalgadura? Não afines. Desiste de ti. Aquece-te. Anda com a gente da tribo que à tribo já tu pertences. Vá lá... Vai comentar para o Murcon que chama aos leitores maralhal que para onde tu fores, eu vou. (Tu e o Jaime Pacheco* percebem, desansem!)
*substitua, por favor, este nome por outro da sua preferência.

deixado em 18/11/07 às 13:46
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gotas_de_orvalho
É só essa verdade que interessa. Pelo menos podemos pensar nisso num fim-de-semana. hmmmmmmmmm como era? «Os que não morrem perdem-se»?

deixado em 17/11/07 às 23:42
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