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Pedro Rolo Duarte

08
Mai08

Os intrusivos

Sempre que, em termos médicos, me falam de qualquer coisa “intrusiva”, eu não consigo deixar de pensar na PT, na Zon, na TMN, na Vodafone, que moem literalmente o juízo a qualquer ser humano que ouse um dia mudar de operador ou acabar de uma vez por todas com a linha telefónica fixa que já ninguém usa.
As operadoras de comunicações incomodam os seus clientes e ex-clientes a qualquer hora de qualquer dia, telefonam, tocam à campainha, escrevem, mandam sms, e-mailam.
Quando batem à porta para entregar as compras do supermercado, eu receio que de dentro de um saco possa saltar um vendedor de pacotes de canais de TV. Quando pelo intercomunicador dizem “Correio!”, eu desconfio sempre que vem por aí acima mais um panfleto a prometer um “pacote” qualquer.
No outro dia, perante a insistência da senhora que me prometia telefonicamente descontos e ao mesmo tempo preços baixos, eu dei comigo aos gritos a dizer-lhe:
- Odeio descontos e odeio ainda mais preços baixos!
É mentira, claro. Mas é aí que conduz o desespero de ser incomodado sem pedir, aliado à ineficácia do meu discurso: “Oiça, quando eu quiser algum serviço, eu telefono e pergunto. Faça o favor de pôr aí uma nota a dizer: este senhor não quer ser informado sobre campanhas maravilhosas e irresistíveis...”. Não querem saber.
Alguma dessas associações de defesa dos consumidores poderia criar um mecanismo que vedasse o meu telefone, mail e correio desse spam vivo de que se alimentam hoje as empresas de serviços de telecomunicações. Inventam tanta treta, tanto autocolante, tanto “dispositivo”, não podem ajudar a exterminar a propaganda “intrusiva”?

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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