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Pedro Rolo Duarte

15
Mai08

A razão pela qual não me envolvo seriamente na politica...

... é o facto de saber que esta fotografia, tirada há não muito tempo, pode circular livremente por aí.

Devo, no entanto, acrescentar que estou num patamar superior de luta sobre o senhor primeiro-ministro: deixei de fumar há 771 dias, o que significa que esta fotografia foi tirada antes da entrada em vigor da nova lei.

Nesse tempo “longínquo”, tudo era diferente. Na minha vida, na legislação, e no mundo das leis sobre o fumo. Curiosamente, na relação entre tabaco e aviões, tudo era mais ou menos como nos dias que correm. Talvez tenha sido por isso que quis fixar o momento – uma espécie infantil de prova do crime cometido sem pena nem recriminação. Lá está.

 

PS.1. Hoje, o meu maior problema é sonhar todas as noites com cigarros, recaídas e desculpas para voltar a fumar. Mas não voltei. Nem admito voltar. Sou mais teimoso do que o estupor do vício.

 

PS.2. Ainda na comparação directa com José Sócrates, estou convencido de que desmaio, à passagem dos cem metros, se acaso me obrigam a correr pela manhã, onde quer que seja. Portanto, o primeiro-ministro ganha sempre: corre, e ainda por cima fuma. Sorte a dele.

 

PS.3. Aos que ontem me criticaram pela complacência: é obviamente condenável o que se passou no avião da comitiva governamental. Mas é mais condenável saber que sucede e sucedeu sempre, e nunca tal facto inspirou as dezenas de jornalistas que o testemunharam. Ou seja: é enviesada a notícia no momento actual, e excessiva a cobertura mediática que teve (e que deu momentos ridículos como a de um deputado do PCP que sugeriu ao primeiro-ministro que recorresse a uma consulta antitabágica...). Pior, só mesmo a promessa de José Sócrates de deixar de fumar. Enfim, no fundo e afinal, está tudo bem quando acaba tão mal...

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“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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