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Pedro Rolo Duarte

16
Jan09

Medos

A revista Sábado pediu-me uma lista de dez medos. Nunca tinha tentado tal exercício. Ficou assim:
 
1. Perder a voz

Querer falar e não poder. De vez em quando sonho com esse buraco negro que é ligar um microfone em rádio ou televisão e a voz não “sair”.

 
2. Ser enganado

A vida profissional tem-me mostrado com frequência que devemos confiar menos e desconfiar mais. Apesar dos avisos e dos sinais, eu persisto e confio. Mas tenho medo...

 
3. Alturas

É a única fobia que me conheço: a vertigem das alturas, a falta de corrimão ou barreira que me segure em relação ao abismo.

 
4. A invalidez

Por todos os motivos: a dependência, a insuficiência, a vida reduzida a menos vida.

 
5. Aterragens

Há sempre um momento em que me interrogo: estará a descer ou a cair?

 
6. “Penduranços”

O convidado que se “corta” e não aparece. A desistência de ultima hora. O atraso que impede a realização. É um dos meus medos curriculares. Não será o medo essencial desta rubrica?

 
7. Pessoas sem princípios

Tenho mais medo de algumas pessoas e das suas tentações prepotentes, arrogantes e mal-criadas do que da esmagadora maioria dos animais selvagens (excepto cobras...).

 
8. Cigarros

Agora que sinto que me libertei deles (já lá vão 3 anos...), tenho-lhes um medinho...

 
9. Perder o sentido de humor

Seria terrível. E mortal. Sem humor deve ser tão triste viver.

 
10. Não estar cá para ver

Como vai ser. Como vamos estar. Para onde caminhamos. Que futuro vem a ser este presente.

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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