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Pedro Rolo Duarte

07
Fev09

Comprimidos

Basta, às vezes, abrir um desses livros, para perceber por que ganham pipas de massa os tipos que escrevem os best-sellers de “auto-ajuda”:

“Quando projecta imagens inspiradoras e imaginativas no ecrã da sua mente, começam a acontecer coisas maravilhosas na sua vida. Einstein disse: «A imaginação é mais importante do que o conhecimento». Reserve algum tempo todos os dias, ainda que sejam apenas alguns minutos, para a prática do visionamento criativo. Todos os actos extraordinários começam por ser apenas um sonho”.

... A razão do sucesso é simples: estes autores cumprem a expectativa que temos, escrevem exactamente o que sucede a cada um de nós e aquilo que queremos que nos conforte quando porventura os lemos. Eles estão certos – e na medida em que ajudam, não sou capaz de os criticar.

Confesso: fiquei tranquilo, ontem, quando vi que o texto citado era a recomendação que “me” fazia Robin Sharma para o dia 6 de Fevereiro. Robin Sharma é um mago da auto-ajuda, autor do livro “O Monge que vendeu o seu Ferrari”, que não li porque efectivamente nunca desejei ser monge nem ter um Ferrari. Em rigor, nem sei quem é Robin Sharma – mas não me custa perceber a sua lógica: somos mais felizes quando sentimos que nos compreendem e quando nos identificamos com as palavras que nos dizem. A simplicidade desarma sempre – e afinal, foi a arrogância intelectual de quem nunca quis perceber isto que divorciou a cultura do comum dos mortais.

Vou ler mais algumas recomendações do tal Sharma. O livro que aqui tenho tem uma para cada dia do ano. Como se fosse um comprimido.

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Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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