Blog da Semana
A Livreira Anarquista
Em tempo de Feira do Livro, um dos mais divertidos blogues ligados a este universo...
Uma boa frase
“Se o Estado fosse gerido com a competência da equipa de gestão da Jerónimo Martins, seguramente não estaríamos como estamos”
Francisco Proença de Carvalho, Uniºao de Facto
Mais comentários e ideias: pedro.roloduarte@sapo.pt
Pesquisar
 
Ligações
Antena 1
Janela Indiscreta em texto
Janela Indiscreta em rádio
O Hotel Babilónia na Antena 1 (com o João Gobern)
O meu momento de glória no Biography Channel
Lux Woman, a revista onde escrevo todos os meses

Arquivo
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


Mais comentados
79 comentários
69 comentários
59 comentários
Subscrever
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Posso perceber que pessoas tão diversas como o Nuno Miguel Guedes, o Paulo Pinto de Mascarenhas, a Ana Sá Lopes ou o Rodrigo Moita de Deus achem que o Bloco de Esquerda “é importante” porque se está a tornar “um partido como os outros” – e isso significa, como bem escreve Medeiros-Ferreira, “entre um partido de campanhas (...) e uma força para-governamental”.

Mas daí ao voto, ao peso eleitoral, vai um certa distância – espero e acredito.

Assim sendo, confesso (e convém notar que esta confissão vem de uma pessoa que já terá sido de esquerda, no sentido mais ortodoxo da palavra...): tendo José Sócrates desiludido a minha expectativa neste mandato, não me passa pela cabeça votar “alternativamente” no Bloco de Esquerda. O drama daqueles que acreditaram numa certa ideia moderada do PS de Sócrates está exactamente aí: não se revêem à esquerda nos aventureirismos de Alegre, nas ambições arrivistas do Bloco, ou na “aldeia gaulesa” onde resiste o PCP; nem, por outro lado, encontram alternativa séria e credível neste PSD, nos novos Movimentos pretensamente humanistas e pueris, ou no discurso zig-zag do CDS.

A esquerda que o Bloco pode herdar (ou capitalizar, numa linguagem mais modernaça...) é aquela que ainda não percebeu que está num beco sem saída. A outra, a que porventura sinto pertencer, anda à procura daquilo que perdeu: a confiança.


publicado por PRD às 10:38
link | comentar | partilhar

14 comentários:
O problema, Pedro, é que em conjunturas como esta a história tem a mania de se repetir.Ou seja: ganham votos os partidos de franja. As actuais sondagens mostram-no, com o BE a chegar aos 2 dígitos e o CDS a espantosamente manter a sua percentagem apesar dele mesmo.
A desilusão socrática - para quem como tu teve alguma vez essa ilusão, o que lamento - , a direita bisonha e patética que vamos tendo e os dias que vivemos vão fazer que o voto seja muitas vezes contra o proprio eleitor, a lutar contra a crise. É aí que o Bloco prolifera, como acontece noutro género com odiosos partidos de extrema-direita. É para isso, a meu ver, que devemos estar preparados, quer à direita, como é o meu caso, quer à esquerda. Grande abraço.

deixado em 9/2/09 às 19:51
responder a comentário

E ficamos onde, então?

deixado em 9/2/09 às 20:11
responder a comentário

Mais do que jogar palavras que qualquer um poderia jogar (e o Pedro Rolo Duarte não é qualquer um) era explicar à gente, comuns mortais e votantes porque é que Alegre é aventureiro, porque é o Bloco é arrivista, porque é que o PSD não é credível, porque é que os humanistas são apenas pretensamente e pueris ou porque é que o PCP é astérixiano. Isso é que seria interessante. Chamar nomes é muito, muitissimo fácil.

deixado em 9/2/09 às 20:16
responder a comentário

Pedro: uma excelente síntese.

deixado em 9/2/09 às 23:13
responder a comentário

E depois para votar é que são elas!

deixado em 10/2/09 às 00:05
responder a comentário

Em completa sintonia com o autor.

deixado em 10/2/09 às 00:26
responder a comentário

E agora o que é que fazemos à nossa vidinha, hein???

deixado em 10/2/09 às 02:20
responder a comentário

qwerty
PPM - É a única solução.

deixado em 10/2/09 às 10:50
responder a comentário

Ambição arrivista do BE !

O BE está com saída e quer governar. Nas vossas cabeças paira o espectro do esquerdismo e da ditadura do proletariado. Leiam as conclusões da Convenção e o próximo programa de governo do BE . Não tenham medo. PRD pensa que o BE , é um PCP2 por onde ele passou ( PCP1 ). Está enganado.

Continue a votar Sócrates e depois não se queixe.

deixado em 10/2/09 às 11:33
responder a comentário

Anónimo
“Posso perceber”?... Continua a série “mas porque é que estes nossos rapazes foram lá e disseram aquelas coisas do BE”. Vá lá, vá lá, o PRD é magnânimo e diz que consegue perceber alguns dos processos mentais dos visitantes em relação essa extravagância extra-democrática que é o congresso do BE. Eu é que não consigo perceber porque é que o Nuno Miguel Guedes se presta a entrar nesta discussão e justificar-se. Mas em relação ao que ele se presta, estou-me nas tintas. O que me preocupa é o que tudo isto nos diz sobre a maturidade da convivência e do debate politico no meu país. O primeiro e segundo parágrafo do post são espantosos. Conquentão, PRD, consegue perceber porque é que o Nuno, o Pedro, etc consideram o BE importante? Menos mal. E acha que entre isso e o peso eleitoral “vai uma certa distância”? Fantástico. Triste, mas fantástico.

caramelo

deixado em 10/2/09 às 15:27
responder a comentário | discussão

Eu discordei do que o Pedro escreveu e disse porquê, caramelo. Não me justifiquei, apresentei argumentos já que o meu nome foi mencionado. Além disso, o facto de ser amigo do autor do blogue também me dá confiança para entrar em comentários, coisa de que não gosto por aí além. E agora sim, justifiquei-me.


deixado em 11/2/09 às 18:59
responder a comentário | início da discussão

Comentar post

Post it

Ler mais

Ler mais
Imperdível


Uma descoberta que junta o México ao Brasil. Este sábado também lá no Babilónia...