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Pedro Rolo Duarte

05
Fev14

À-vontade mas não à-vontadinha

Ontem à noite, na página de Facebook de um amigo, li a noticia da morte de Michael Schumacher. Nada que não possa ser expectável no estado em que o piloto se encontra - mas, lá está, dez anos depois do Facebook, e não sei quantos anos depois dos blogs e das redes sociais, há prudência e algum cuidado antes de replicar o que se lê.
Como?
Como sempre: antes de reagir, indo aos sites clássicos dos jornais clássicos que classicamente seguem as normas e regras que norteiam o jornalismo. Não há forma de substituir uma profissão que tem regras, princípios, e códigos, por um caos de palermice e diz-que-disse. Também costumo procurar os originais dos artigos que servem para difamar pessoas (e provocam traumas como os que Miguel Sousa Tavares revelou neste décimo aniversário do Facebook)…
Há coisas que não mudam. O boato é uma das coisas que não muda. Como a ofensa, a difamação, a inveja e/ou a frustração (claro… travestidas de critica cheia de humor corrosivo).
Dito isto, depois de ler a “noticia” do meu amigo, fui aos sites de referência e percebi que era falsa. O homem está mal, mas vivo.
Talvez este episódio resuma o que penso sobre as redes sociais nos 10 anos do Facebook: sem elas, não quero viver; com elas, vivo como vivo na vida real - por dentro, mas sem que substituam as “fontes” que considero credíveis; divertido, mas sem me expor mais do que acho razoável; aberto, mas não escancarado.
É a tal história de ir ao café da esquina - sente-se o pulsar da cidade, até se dá dois dedos de conversa, mas nada como um facto confirmado.
Ou como dizia a eterna Carmo: à-vontade mas não à-vontadinha.

Blog da semana

Ladrões de Bicicletas. Voltar a um dos mais clássicos blogues colectivos de análise e pensamento social e político e reencontrar excelentes textos, opiniões pensadas antes de escritas, e o prazer de um bom serão ao sofá a ler. Like.

Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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