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Pedro Rolo Duarte

06
Set14

Acasos "aos que passam"

Estava no alto da Alameda Dom Afonso Henriques, do lado do Técnico, à espera da Rita, que tinha ido ali tratar de qualquer coisa.

Reparo num objecto de metal escuro (será ferro? Não sei), com uma forma minimal, quadrangular, como se fosse um cubo que cresce e afunila sem nunca dobrar, quebrando, até ser apenas uma folha. Podia ser uma cadeira mal feita. A descrição é pobre, pobre é também aquela coisa e falta-me sabedoria para sobre ela falar do ponto de vista artístico.

Tem seguramente dois metros de altura e está depositada em cima de um estrado de pedra com uns degraus, o que prenuncia algo entre a instalação, a obra de arte e a escultura. Tento ver uma assinatura, um sinal, uma homenagem a alguém ou algum momento, mas não há nada à vista.

Até que, na pedra que sustenta "a obra", vejo esta inscrição:

 

 

Fiquei na mesma sem saber o que é, quem fez, o que significa. Mas gostei das palavras gravadas na pedra. Há acasos felizes em momentos aparentemente sem história e sem sentido.

 

PS: Entretanto googlei a coisa e já sei que é do Sam (que admirei como cartoonista, sim), que se chama "Cadeira do Poder", e que é da década de 80 do século passado. Mas o post estava escrito e fazia sentido mesmo assim. Não se alteram bons acasos por causa das maravilhas da tecnologia.

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