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Pedro Rolo Duarte

17
Jan15

Alvim, não desistas!

quem es tu.jpgToda a gente acha que o Fernando Alvim é um “ganda maluco”, e há mesmo quem o menospreze ou desconsidere, pelo lado mais caótico com que organiza e vive “as suas cenas” - mas todas essas pessoas estão efectivamente erradas.
Com o grau de loucura que faz das pessoas normais pessoas interessantes, o Fernando, com o maior ou menor correria, mais ou menos caótico, atrasando-se permanentemente - mas por fim chegando -, organiza e produz dezenas de eventos que lhe dão prazer antes de lhe darem dinheiro. Faz televisão, rádio, revistas, livros, e nunca esmorece. O Alvim acrescenta qualquer coisa ao nosso mundinho molengão, enquanto aqueles que dizem mal dele estão no sofá a fazer nestum. Eu sou dos que gostam do Fernando Alvim e acham que mais Alvins faziam falta ao Portugal que diz mal de tudo e não se mexe um centímetro.
Por isso, sempre que posso e ele desafia, alinho. Ontem fui ao evento “Portugal, Quem és tu?” (que ainda decorre hoje, é gratuito, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, até às 23.00, de que é que estão à espera??…). Cada orador convidado tem 10 minutos para falar de Portugal e lançar ideias para melhorar o pedaço. Ouvi ideias interessantes, boas, outras menos, algumas sonolentas, algumas desafiadoras. É mesmo assim quando se ousa e arrisca. Podem seguir aqui, se acaso preferirem o sofá...
Decidi falar sobre a mentira e a verdade, enquanto travão e motor de um país que só pode crescer quando soubermos ser sinceros e perceber o que está certo e errado no nosso universo. E para sair desse estado pantanoso de mentira, que cultivámos quase como virtude centenas de anos, defendi a educação, a formação, e dei o exemplo da experiência do meu filho na Austrália, e da integração e saudável conciliação que ali se faz entre escola e comunidade, entre o que se aprende e estuda e o que se dá para uma vivência comum.
Não trouxe nenhuma ideia original, apenas o que resulta da minha experiência e da aventura que o meu filho viveu. Mas saí daquela sala feliz e com a sensação sempre gratificante de ter dado qualquer coisa a outros, sem nada em troca.
E isso foi o melhor. Alvim, não desistas!

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Uma boa frase

“O centrão político - conservadores, liberais, social-democratas, trabalhistas - anda há mais de vinte anos a liberalizar os movimentos de capitais, a desregulamentar as actividades financeiras, a promover o "comércio livre", menorizando as consequências resdistributivas destas opções. Andaram a promover a ideia de que o mundo é mais bem gerido pela "mão invisível" dos mercados do que pelos poderes democraticamente eleitos. De que é que precisam mais para perceber que este é o resultado da sua globalização: que Marine Le Pen vença as presidenciais francesas?" Ricardo Paes Mamede, Ladrões de Bicicletas

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