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  <title>Pedro Rolo Duarte</title>
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  <updated>2012-05-16T10:11:42Z</updated>
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    <issued>2012-05-16T11:11:42</issued>
    <title>Gostei de ler isto hoje. Uma ideia forte e certa.</title>
    <published>2012-05-16T02:36:46Z</published>
    <updated>2012-05-16T02:36:46Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=NGme6V9aFbyywzn7DCnR"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb606b984/12294780_nuECO.jpeg" alt="" width="378" height="751" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-13T14:36:03</issued>
    <title>Gosto de ambos, e ao fim-de-semana mais ainda...</title>
    <published>2012-05-13T03:43:41Z</published>
    <updated>2012-05-13T13:26:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=JBtPLzN4MhlHtJzF4Wwz"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4f068522/12274753_NHwFw.jpeg" alt="" width="409" height="415" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... Coisa que a R. bem sabia quando me ofereceu "&lt;a href="http://www.planetatangerina.com/pt/livros/um-livro-para-todos-os-dias"&gt;Um Livro Para Todos os Dias&lt;/a&gt;". E melhor sabe hoje. Sabemos.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-11T20:02:33</issued>
    <title>A falta que nos vais fazer, Bernardo</title>
    <published>2012-05-11T19:03:33Z</published>
    <updated>2012-05-11T19:03:33Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/cY1i1tgAgS4" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-05-10T12:02:04</issued>
    <title>Novelas, ou a vida real</title>
    <published>2012-05-10T02:03:04Z</published>
    <updated>2012-05-10T02:03:04Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Em todas estão todos aos gritos. A mentir. Ao telefone. Nunca são filhos de quem são. Mesmo quando se beijam, são beijos roubados. Choram. Insultam. Desconfiam. Batem portas como se fosse sempre a última vez e nunca os automóveis arrancam sem ser de forma radical. Riem nervosamente e desabafam em transe. Quando lamentam, parece que vão morrer de seguida. Quando se escondem, mostram-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este deve ser o maior elogio jamais feito às novelas portuguesas: já não as distingo das outras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mudo logo de canal. Não aguento o som carregado de más energias que sempre vem dali. Estou a chegar à fase em que praticamente só aguento programas sobre gastronomia. O defeito deve ser meu.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-07T10:56:30</issued>
    <title>Grau zero</title>
    <published>2012-05-06T23:57:35Z</published>
    <updated>2012-05-06T23:57:35Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Isto sou eu a tentar explicar a mim próprio, como se tivesse 3 anos, o que leio por aí:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por um lado a democracia é, de entre todos, o mais aceitável dos regimes, porque permite que a maioria escolha o que quer e quem quer para seu governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, à esquerda, parece evidente que quando a maioria, ou uma dose generosa de eleitores, escolhe uma opção de direita mais extrema ou radical, o regime “é preocupante” e torna-se “ameaçador”. Nestas circunstâncias, a democracia é muito aborrecida e há quem concorde com a social-democrata Ferreira Leite e a sua imaginativa interrupção voluntária do regime por seis meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À direita, quando a esquerda ganha, como sucedeu ontem em França, na verdade não terá ganho – o que aconteceu foi que a direita não soube passar a sua mensagem e a esquerda travestiu-se de liberal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já em Portugal, o que o Governo legisla é criticado e chumbado pelo PS, que legislaria da mesma forma se não estivesse na oposição, e o PSD aplaude o Governo, da mesma forma que apuparia e votaria contra se acaso o Governo fosse liderado pelo PS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou seja, entrámos definitivamente no grau zero da política. Está aberto o espaço para o populismo barato, e está fechada a porta do debate sério, inteligente, e adulto. Chegou a hora de reconhecer a voz do povo: é tudo a mesma açorda.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-05T11:05:10</issued>
    <title>Excepções</title>
    <published>2012-05-05T03:11:36Z</published>
    <updated>2012-05-05T03:11:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;É pública a minha oposição fundamentalista à cópia não autorizada, aos leitores de jornais que lêem mas não pagam os jornais que consomem nos pontos de venda, à pirataria na música e no cinema. Eu sou um dos tais – os chamados tansos... – que compra os discos online, ou as canções, mas também os filmes, os livros, tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Percebo o argumento mais básico – se é possível ter de borla, porquê pagar? -, mas não deixo de presumir que esse raciocínio levará, a prazo, a uma deterioração da criatividade e produção culturais, porque o estimulo diminui na proporção da queda de rendimentos e porque, no limite, haverá quem não crie porque sabe que a sua criação vai ser usurpada, roubada, violentada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já sei que é uma guerra perdida, cá fica para o que der e vier...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas só a trago aqui ao blog porque hoje eu próprio cometo o crime, abaixo jpegado. É certo que o faço em tempo razoável – saiu no Público de ontem, que hoje já não está à venda -, por uma causa maior (a memória de Fernando Lopes), e por conta de um autor amigo (do qual ando atrás, sem sucesso, há semanas – se alguém me puder fornecer o contacto actualizado, ficarei grato...).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito de forma mais simples: a crónica de Vasco Pulido Valente, no Público de ontem, sobre Fernando Lopes, é um momento de génio e humanidade. Aqui o deixo, livre, correndo o risco do crime que não cometo, certo de fazer o que devo. Há contradições que só a educação de cada um pode explicar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, leiam:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=Zu2NLr2VgBvwSZb8v69Q"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba2099f4a/12036023_ZWyAQ.jpeg" alt="" width="427" height="490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-04T13:07:07</issued>
    <title>Mais do mesmo</title>
    <published>2012-05-04T02:08:43Z</published>
    <updated>2012-05-04T02:08:43Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;A única certeza que tenho sobre o “episódio Pingo Doce” é esta: se acaso tivesse ocorrido num período sem austeridade, em tempos de vacas gordas e expansão, o resultado seria exactamente o mesmo. Qual é a parte do “isto não é fome, é vontade de comer” que escapa por aí?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mesma miséria humana da corrida à borla e ao desconto – já vi homens à bulha por uma máquina fotográfica digital -, a mesma fúria das campanhas eleitorais em que se ofereciam sacos de plásticos e canetas sem tinta, a mesma loucura que o meu pai tão bem descrevia quando contava a história de um lugar de estacionamento disputado aos gritos sob a frase “Vai já lá!”. Ou as histórias que enchiam a mesa de jantar quando o pai descrevia os concorrentes de concursos de televisão, os figurantes, os que tentavam dar o golpe. “O melhor amigo do homem é o cão, o pior é o concorrente de concursos de televisão”, fixei a frase. E já eram os anos 80...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, o “caso” Pingo Doce. Fazer politica assim, aproveitando o momento dramático para o sublinhar de forma falaciosa e constituir explicação para tudo, é tão fácil. Basta dissolver as ideias nas mais básicas pulsões humanas. Uma espécie de “achocolatado”. A metade do preço, claro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não gosto do sabor.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-03T11:00:55</issued>
    <title>Anúncio totalmente gratuito, como no tempo do “Caderno 3”</title>
    <published>2012-05-03T01:06:19Z</published>
    <updated>2012-05-03T01:06:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=QQUbDmm15jjYzztDTMQN"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4c0907bf/11924195_lFYAg.jpeg" alt="" width="358" height="476" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saiu hoje. É nova. É a Playboy como sempre devia ter sido. Bem sei que ninguém quer ver mulheres lindas, todos querem ler os artigos de fundo da revista...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... Por isso vos deixo o segredo do sucesso do casamento de José Eduardo Moniz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;“Para começar, a grande capacidade para perceber o que o outro é, ser tolerante com os defeitos do outro... Gostar das coisas boas é fácil, agora aprender a tolerar aquilo que são as coisas menos boas é que é o desafio de uma relação - sobretudo, aprender a não deixar que o nosso orgulho ou convicções pessoais amarfanhem o outro. Depois, bom, saber gerir o que se diz, e o silêncio, saber gerir a presença e a ausência”.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aprendam. Leiam. Eu gostei de fazer a entrevista. Agora resta que haja quem goste de a ler...&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-02T19:15:09</issued>
    <title>Lido no Facebook</title>
    <published>2012-05-02T12:14:24Z</published>
    <updated>2012-05-02T12:14:24Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Inteiramente de acordo com José Manuel Fernandes:&lt;/p&gt;
&lt;p class="uiStreamMessage"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;"Continuo espantado com as reacções das almas bem-pensantes à promoção do Pingo Doce. Quem aproveitou - e apareceu no fórum da TSF - só elogiou. Afinal muita gente poupou muito dinheiro. A esquerda snob fala, do alto da sua sapiência, em "miséria humana" e pede a intervenção dos polícias da ASAE. De facto, o interesses dos mais desfavorecidos - os que foram às compras - nada lhe dizem. E se houve confusão, não foi maior nem mais feia do que se os saldos tivessem sido na loja da Prada. Mas aí estariam os snobes, não os pobres, e não haveria indignação, aposto. Porque é que não deixam em paz quem escolheu fazer uma promoção e quem decidiu beneficiar dela?"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-02T10:11:02</issued>
    <title>Hoje, quarta-feira, ao lado de um grande (meu) amigo meu</title>
    <published>2012-05-02T01:26:03Z</published>
    <updated>2012-05-02T01:26:03Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;“A verdade é amor — escrevi um dia. Porque toda a relação com o mundo se funda na sensibilidade, como se aprendeu na infância e não mais se pôde esquecer. É esse equilíbrio interno que diz ao pintor que tal azul ou vermelho estão certos na composição de um quadro. É o mesmo equilíbrio indizível que ao filósofo impõe a verdade para a sua filosofia. Porque a filosofia é um excesso da arte. Ela acrescenta em razões ou explicações o que lhe impôs esse equilíbrio, resolvido noutros num poema, num quadro ou noutra forma de se ser artista. Assim o que exprime o nosso equilíbrio interior, gerado no impensável ou impensado de nós, é um sentimento estético, um modo de sermos em sensibilidade, antes de o sermos em razão ou mesmo em inteligência. Porque só se entende o que se entende connosco, ou seja, como no amor, quando se está «feito um para o outro». Só entra em harmonia connosco o que o nosso equilíbrio consente. E só o consente, se o amar.”&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vergílio Ferreira&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-30T11:03:27</issued>
    <title>“Gourmet”, ou uma palavra gasta e falida</title>
    <published>2012-04-27T18:05:12Z</published>
    <updated>2012-04-28T19:59:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="padding: 5px; float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=cY7hmpzZmitf7P4L6vbu"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd6091268/11543777_gH6ic.jpeg" alt="" width="236" height="196" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;As palavras gastam-se. Muitas vezes cansam-nos. Na maioria dos casos, cansam-se delas próprias e gastam-se por manifesto abuso injustificado. Não é por nada, ou talvez seja, mas cheira-me que a palavra “gourmet” chegou a esse estado danado de cansaço e falência generalizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo é gourmet, como noutros tempos tudo foi light, ou económico, ou familiar. E quando tudo é gourmet é como quando a esmola é grande: o pobre desconfia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desconfiado, decidi experimentar o ultimo “gourmet” do fast-food: “O Prego Gourmet”, ali no Campo Pequeno. Estava a dar os primeiros passos e desculpava-se alguma atrapalhação no serviço. O que não se desculpa é a tal palavrinha “gourmet” aplicada a um pão sem classe – aliás, sem nada, sem história, nem quente para disfarçar, nem carcaça clássica nem pão rústico nem coisa nenhuma – no meio do qual se meteu um bife grelhado pequeno e fino, a que chamam “lombo” (só se for lombo da avó da vaca, porque era rijo como os bifes que não são do lombo...), excessivamente passado (apesar de ter pedido médio), e um molho que imita mal os piores molhos da vizinhança cervejeira. Para rematar, dá cá 6,95 euros, o que no “Ritual Português Aperfeiçoado” que a casa promete daria, só para quem é do meu tempo, um conto e quatrocentos...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chamam-lhe então “prego clássico” e dizem que é gourmet. É como escrevia no começo: há palavras que, de usadas e abusadas, de mal gastas por quem não as honra, abrem falência e levam tudo atrás. Querem um bom motivo para ter um pé atrás sempre que abre um novo restaurante, quiosque ou, como também se usa agora, “conceito”? É chamarem-lhe “gourmet”. Já está.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-28T18:17:56</issued>
    <title>Trouxe este postal do Palácio Galveias</title>
    <published>2012-04-28T17:20:44Z</published>
    <updated>2012-04-28T17:20:44Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Fica bem aqui:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=FtwAcYLIb0KipTdTGMA5"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4b09368f/11620565_1KliE.jpeg" alt="" width="419" height="279" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-27T17:05:41</issued>
    <title>Diz a Helena,</title>
    <published>2012-04-27T16:07:53Z</published>
    <updated>2012-04-27T16:07:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;... &lt;a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/"&gt;aqui&lt;/a&gt;: &lt;strong&gt;"Com o meu filho Miguel foi uma parte de mim. Possivelmente a melhor. Mas o que ele me deixou de amor será o suporte dos dias que ainda irei viver até o voltar a encontrar."&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há mais nada para dizer. Não há.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-24T23:17:46</issued>
    <title>Partidas da vida</title>
    <published>2012-04-24T22:18:49Z</published>
    <updated>2012-04-24T22:29:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Gostava de escrever sobre o Miguel Portas, com quem tive passado distante e menos distante. Mas a notícia da sua morte deixou-me prostrado, como que vencido pelos factos. Por ser tão inesperada (as ultimas noticias que tive dele, há já largos meses, davam boa conta da sua saúde), foi como se andasse a pairar por aí e me chamassem à terra - oh rapazinho, isto não é tudo estrada, ouviste? – e me pusessem em ordem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o que senti, assim, num ápice. Pensei na mãe Helena, na sua vivacidade infinita, e de como a sua gargalhada generosa e franca terá sido subitamente calada por este momento terrível. Pensei no irmão Paulo, na irmã Catarina. Lembrei-me inevitavelmente da morte do meu irmão e do que se pode sentir neste encontro entre os que ficam e os que partem. Sem comparações, que as não há.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recuei umas décadas e encontrei o Miguel, na sala de convívio da sede da UEC, na Rua Sousa Martins, a ensinar-me a ler “O Capital”, de Karl Marx, numa espécie de curso de formação de quadros dos estudantes comunistas. Tinha 14 anos, ele teria 20, era um dos ídolos dos adolescentes que, como eu, por instantes acreditaram naqueles amanhãs a cantar. Naquele tempo, só o facto de poder conviver com ele enchia-me de orgulho... Depois, avancei uns anos largos e estávamos os dois no Snob, eu a entrevistá-lo para a “K” (e como a coisa correu mal, cada a um a puxar a brasa à sua sardinha politica, e no fim a rever as provas, linha a linha, ele sempre firme e enérgico, eu a tentar acompanhar...). Por fim, avencei mais uns anos e lembrei a conversa serena no final de noite da RTP-2, no Falatório. Por momentos, o Miguel voltou aqui à sala. Mas nem por isso fiquei menos enfraquecido por mais esta partida da vida, e por essa via menos capaz de escrever o que queria e saberia. Um dia destes, talvez.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-24T12:30:35</issued>
    <title>Prosopagnósia</title>
    <published>2012-04-24T11:34:31Z</published>
    <updated>2012-04-24T11:34:31Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=ZWi3nPDeULA09oQRAYc2"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd009692f/11495561_ikWR2.jpeg" alt="" width="402" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há dias estava a ver um documentário antigo (olhem lá no canto o logo da RTP-2... anos 90...), e descobri uma deficiência humana que muitas vezes sinto que me “ataca”: prosopagnósia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É a incapacidade de reconhecer rostos que afinal deveria conhecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nuns casos, as pessoas tornam-se estranhas aos meus olhos, tal a modificação interior que a vida lhes impôs: fisicamente são as mesmas, mas são tão outras que as não reconheço mais. Noutros casos, é mesmo a memória a atraiçoar as boas intenções: lembro-me que as conheço, não sei de onde nem quem são.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em rigor, prosopagnósia não é bem qualquer destas perturbações. Não interessa. Gostava de dar um nome a esta estranha mania de trocar os nomes, não reconhecer pessoas, não me lembrar de onde conheço aqueles com quem me cruzo diariamente. E também de me lembrar bem e não reconhecer mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostei de prosopagnósia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode não ser o que me afecta, mas dá-me jeito assim. Fica.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-21T11:18:11</issued>
    <title>O que pode ser</title>
    <published>2012-04-20T23:21:22Z</published>
    <updated>2012-04-20T23:21:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;(Crónica originalmente publicada na revista &lt;a href="http://www.facebook.com/pages/Revista-LuxWoman/165861425039?ref=ts"&gt;Lux Woman&lt;/a&gt;. A edição deste mês saiu ontem e está excelente...)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se me fosse dada a oportunidade de conviver com a Troika por 15 minutos – também não lhes pedia mais, algo me diz que sairia caro... -, queria apenas que os três “fiscais” me respondessem à seguinte pergunta: o que pensam da atitude nacional a que chamo, entre amigos, o “pode-ser”?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A troika ficaria dois dias perplexa com a minha pergunta, porque só mesmo um português pode compreender a ideia. O “pode-ser”. Mas talvez um qualquer assessor lhe explicasse o que significa este modo de estar nacional que, para mim, define a nação, mesmo no mais dramático momento de crise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E é isto: “pode ser Vidago?”; “pode ser em pão da casa?”; “pode ser croissant?”; “pode ser em preto?”; “pode ser ali?”. Não tem fim a lista de “pode ser” com que qualquer um de nós se confronta permanentemente. A atitude, a que podemos chamar “conceito”, para lhe dar estatuto, traduz um princípio segundo o qual a circunstância de desejarmos qualquer coisita já é, em si, um atrevimento. Se para mais a desejamos em condições específicas – com gelo, fresca, ao ar livre, sem limão, eu sei lá... -, torna tudo mais difícil. Se insistirmos, é pior. E se mudamos de poiso porque não nos satisfazem, oh meu deus, está tudo tramado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sucede que este estranhíssimo fenómeno recolocou Portugal na sua eterna fantasia: a de um povo de viajantes. E quem viaja aprende a distinguir, e reconhecer, e aferir do valor da procura e da oferta. Nova Iorque é um sonho, mas basta uma saltada a Paris ou Londres para perceber que o “pode-ser” não faz sentido. O serviço, em qualquer cidade civilizada, não pode ser - tem de ser. Tem de ser com gelo, com limão, com o copo certo, com açúcar, com um copo de água, com delicadeza, com jeito, com educação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar dos voos low-cost e da Europa, parece que não aprendemos nada e persistimos em não ter o que deve ser para podermos alimentar o “pode ser”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mudei de casa recentemente e, com a mudança, descobri novos poisos para o meu café da manhã ou as compras de bairro. Num desses cafés percebi que o dono, ou responsável, se irritava quando eu entrava no estabelecimento, pedia um pão determinado e, à resposta “pode ser bolinha caseira?”, eu respondia “não, não pode, bom dia, vou ali ao seu colega da esquina...”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquele homem entendia a fidelidade a qualquer preço - achava que eu manteria o meu novo hábito mesmo que trocasse pão saloio por croissant ou carcaça por pão de leite, e ficava genuinamente incomodado porque eu não aceitava a alternativa “pode ser queijo?”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a idade perdemos a vergonha. Há umas dezenas de anos, eu teria ficado intimidado com o olhar do empregado do café e talvez dissesse “então pode ser pão de leite...”: hoje, com a maior tranquilidade do mundo, respondo um displicente “esqueça lá isso, se não tem o que eu quero, vou à procura de quem tenha...”. E a vida continua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aplico a mesma receita nos restaurantes com as irritantes alternativas Pedras versus Vidago, ou Pepsi versus Coca-cola, ou Luso versus Vimeiro. Posso até mudar de bebida, mas não engulo o “pode ser?” do costume.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A troika não sabe que este é um defeito totalmente português: de quem vende e acha que o cliente leva qualquer coisa, mesmo que não seja o que quer - e de quem compra, que se sente levado a dizer “sim, seja”, mesmo que não queira o que “seja”. Mas este defeito tem feito mal a Portugal – porque contribui para a nossa indiferença, apatia, negligência. E tem feito tão mal que, sem querer, é uma das causas mais profundas da crise em que vivemos. Porque na verdade tem sido assim: “não temos políticos mesmo bons, pode ser assim-assim?”. E nós temos dito sempre que sim.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-19T11:30:25</issued>
    <title>Tristes trastes</title>
    <published>2012-04-19T02:54:24Z</published>
    <updated>2012-04-19T02:54:24Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;A esquerda festiva continua em grande forma: agora, ao mérito da campanha &lt;a href="http://www.zerodesperdicio.pt/"&gt;“Zero Desperdício”&lt;/a&gt; – uma ideia feliz de um cidadão comum, &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001352328085"&gt;António Costa Pereira&lt;/a&gt;, que não se conformou com o facto de haver comida excedente que vai para o lixo todos os dias em cantinas e restaurantes, enquanto a fome cresce em Portugal -, decidiu responder pegando numa frase menos feliz do hino do Movimento e fazer disso um contra-ataque sob o desígnio da pretensa “caridadezinha”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A frase da polémica – “denunciada” por José Victor Malheiros e logo seguida por Daniel Oliveira e outros nomes saídos do mesmo forno – diz isto: &lt;a href="http://www.zerodesperdicio.pt/Hino"&gt;“O que eu não aproveito ao almoço e ao jantar / A ti deve dar jeito / temos de nos encontrar”.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O verso não é bem-nascido, concordo. Podiam mudar, não lhes ficava mal. Mas uma frase menos feliz no meio de uma canção de força não retira ao Movimento o mérito, o louvor e o apoio activo que merecem. A Campanha é solidária? É. É útil e bem imaginada? Claro que sim. Faz sentido? Faz TODO o sentido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tem um pequeno problema: não nasceu nas convenções do Bloco, nos Congressos do PCP nem nas reuniões cheias de independentes do PS. Nem sequer nasceu no PSD ou no CDS. Isso torna tudo mais irritante para quem vive no maniqueísmo absurdo do que é “bom” ou “mau” consoante o lugar onde se senta nos hemiciclos desta vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É que este movimento, inteligente e válido, nasceu na Internet em textos como este: “Queremos acabar com o desperdício. Nos tempos que correm, o que há a mais num lado está a faltar noutro. O que nós fazemos é equilibrar os dois lados: ter a certeza que aquela refeição do dia não vai para o lixo e que chega de facto à mesa de alguém”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É difícil perceber a validade, a oportunidade e a relevância desta ideia?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esquerda-que-não-ri, e que se queixa de tudo sem alternativas para nada, está a radicalizar o que só merecia carinho. Mas as coisas são como são: com esta gente sempre de dentes de fora, fica difícil distinguir a estrada da beira da beira da estrada. Tristes trastes.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-17T11:23:23</issued>
    <title>Da Austrália à Catedral da Luz...</title>
    <published>2012-04-16T22:39:55Z</published>
    <updated>2012-04-16T22:39:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="posttext"&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="padding: 5px; float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=KLteHakdOwjqgp3kaDm1"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3d094658/11450477_wG9lp.jpeg" alt="" width="261" height="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O meu filho António Maria, 16 anos*, tem uma mãe sportinguista e um pai benfiquista. Fez a sua escolha. A certa. A avó sente-se reponsável - e por mim, pode ser. Foi ela, afinal, quem o inscreveu no clube à passagem do primeiro ano de vida...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Actualmente, o António Maria estuda na Austrália, perto de Brisbane, na Gold Coast, e quando fez a mala para a longa viagem teve de ser comedido na bagagem, não cabia tudo. Mas é claro que couberam o cachecol, a bandeira e a camisola do Benfica. Às vezes vejo-o online no Skype nos momentos em que o clube joga - e lá, do outro lado do mundo, é de madrugada...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por tudo isto, lembrei-me de lhe pedir um post para o blog &lt;a href="http://catedraldaluz.blogs.sapo.pt/"&gt;Catedral da Luz&lt;/a&gt;, onde escrevo bem menos do que gostaria, mas de que me sinto "sócio"...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora bem, foi este o post que ele me mandou, que está lá no blog, e até me comovi ao ler...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;“Quando eu era pequeno o meu pai dizia-me que nas visitas ao estrangeiro um português ao admitir a sua nacionalidade é sempre bombardeado com as palavras “Benfica” e “Eusébio”. Como jovem inocente que era, acreditei e cresci a pensar na enormidade do glorioso, e como sempre seria admirado quando visitasse outros países.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Há dois anos, fui de visita à China. Em Pequim, quando disse ser de Portugal, falaram-me em Cristiano Ronaldo. Que falta de tacto. Mas são chineses, pensei. Não deviam bem perceber o que estavam a dizer. No fundo, não faziam bem parte do estrangeiro a que o meu pai se referia. Era um outro mundo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Então, este ano quando ficou decidido que iria estudar para a Austrália, o entusiasmo voltou a crescer. Iria obviamente ser acolhido como um herói. Vesti o meu fato de treino do Benfica para a viagem, e aguardei pacientemente que multidões se juntassem a mim gritando “Eusébio” e “Benfica”. Estranhamente, nada aconteceu. Mas eram aeroportos e aviões, e raciocinei que toda a gente estaria a tentar seguir as regras da boa educação e tentar não incomodar os demais viajantes.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Quando cheguei à Austrália, tive finalmente que me confrontar com a realidade. Os australianos não sabem o que é Portugal nem onde se localiza. Pior: não sabem o que é o Benfica. Se acham que é suficientemente mau, então vejam o seguinte: os poucos que reconheceram o nome do país, falaram-me de novo em Cristiano Ronaldo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   E assim entrei em depressão. Longos dias de choro, agarrado ao cachecol do glorioso. Mas houve um momento em que tudo mudou: o Benfica acabara de enxotar o Zenit para fora da Liga dos Campeões. Tal feito põe qualquer benfiquista em êxtase, e eu não fui excepção. À vitória, aliei uma grande vontade de mostrar aos australianos o que é afinal isto do glorioso Benfica.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Iniciei a angariação e doutrinação de novos fiéis. Há tantos séculos atrás instruímos os Índios na América, ensinámos-lhes latim e os princípios da igreja. Esta, seria apenas uma versão actualizada. Vesti-me a rigor, levei o cachecol e a bandeira e fui para a rua pregar. Tentei explicar-lhes que também seguimos Jesus, que temos a nossa própria catedral onde veneramos os deuses, e que também temos cânticos religiosos. Esforcei-me por ensinar-lhes o Benfiquês e a mística do clube. As primeiras palavras, obviamente as mais essenciais: Eusébio, Rui Costa, Nuno Gomes, Aimar, e por aí fora...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Não perceberam. Especialmente, não perceberam por que é que - se éramos assim tão bons - não tínhamos Messi ou Ronaldo, e por que é que não ganhávamos ao Chelsea. Numa coisa tenho que concordar com eles. O Benfica pode ser o maior, mas de momento não é o melhor; longe vão os tempos do Eusébio. O meu pai disse-me que esses tempos voltarão. Espero que sim. Porque de momento, o melhor é o Barcelona.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Com tudo isto, concluí que o benfiquismo é algo que nasce connosco, que nos torna únicos. “É ter na alma uma chama imensa”, e é quando libertamos um pouco dessa chama que silenciamos facilmente Old Trafford, o Petrovskiy Stadium, e na semana passada Stamford Bridge. É essa chama que me faz, semana após semana de Austrália, estar acordado às três, quatro, cinco da manhã, para ver o glorioso jogar através do pequeno écran do computador. Monto o estendal de bandeiras e cachecóis e ponho a camisola vermelha que nos identifica. E esses são os pequenos momentos de festa para nós, os benfiquistas. Nos quatro cantos do mundo, quando o glorioso joga, é um momento divino. Milhões a concentrar-nos em torno das televisões que transmitem a oração: “Ser benfiquista, é ter na alma a chama imensa, que nos conquista...”&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;António Maria de Penha Coutinho Rolo Duarte".&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Na foto, na catedral, no dia do Benfica-Sporting de 2005. Há sete anos, portanto...&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-04-15T13:53:14</issued>
    <title>Por hoje é tudo</title>
    <published>2012-04-15T12:57:21Z</published>
    <updated>2012-04-15T12:57:21Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=7ehKPI1l2BRossb0hDnm"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9f0949a1/11439904_6g545.jpeg" alt="" width="415" height="749" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-14T10:16:45</issued>
    <title>Vai um café?</title>
    <published>2012-04-14T00:25:16Z</published>
    <updated>2012-04-14T00:25:16Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Se me dissessem que nos dias de vida que me restam só poderia consumir uma bebida, não hesitava: água. Se fossem duas, também não hesitava: água e café.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se fossem três, começava a discussão interior: água, café e... Jameson? Cerveja? Vinho tinto? E o que eu gosto de uma coca-cola gelada com limão? Uma sangria? Sumo de maçã do Frutalmeidas? Caipirinha?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em princípio, esse problema não se vai colocar. Mas servem os parágrafos anteriores para lembrar que hoje, 14 de Abril, é o Dia Mundial do Café, razão pela qual vou até à FNAC-Alfragide, pelas 16:00, moderar uma tertúlia sobre o café. Melhor dito: sobre o café e a saúde. Mitos, verdades e mentiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As estrelas da tarde vão ser a Dr.ª Maria José Barbosa, Presidente da AICC – Associação Industrial e Comercial do Café, o Prof. Dr. Gorjão Clara, Chefe de Serviço de Medicina Interna e Consultor de Cardiologia do Hospital Pulido Valente, e o Prof. Dr. Vasco Videira Dias, Neurologista e Investigador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem quiser vir beber um café connosco, é muito bem-vindo. Pingado. Escaldado. Em chávena fria. Sem início. Sem cafeína. Curto. Carioca. Italiana. Morno. Ou apenas sem história: um café. Como deve sempre ser. Em boa companhia.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-11T19:48:39</issued>
    <title>A Maternidade Alfredo da Costa</title>
    <published>2012-04-11T18:51:36Z</published>
    <updated>2012-04-11T18:51:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Confesso: as questões financeiras, económicas, de racionalização de recursos, são as que menos me interessam neste caso. Se esse fosse o único critério para a gestão da coisa pública, os Museus fechavam, as escolas fechavam, acho que o próprio Governo fechava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na iconografia e na simbologia de um país, há instituições que devem estar acima da fúria de negócio do poder. A Maternidade Alfredo da Costa é seguramente uma delas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se me dissessem que a fechavam para fazer dela um Museu, custava mas aceitava. Se me dissessem que ia ser transformada num pólo da Faculdade de Medicina, libertando espaço em Santa Maria ou no Pulido Valente, bem necessário, achava razoável e compreendia a racionalização de recursos humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, esta forma atabalhoada de olhar aquele edifício, aquele espaço no centro de Lisboa, e pensar no que dali pode vir, é um atentado à memória, à História, e um potencial roubo ao património que é de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devia haver uma forma de classificar os edifícios também do ponto de vista funcional e até politico.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-09T11:11:48</issued>
    <title>A crise é lixada...</title>
    <published>2012-04-09T00:28:17Z</published>
    <updated>2012-04-09T00:28:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... E afecta tudo: o sexo, a medicina, a fidelidade, os valores, e até a criatividade da imprensa...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=FlzqWlgZIi70h0E2lZoa"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B97099065/11343325_hnMKR.jpeg" alt="" width="392" height="419" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... Estamos em Abril e já é esta rebaldaria, normalmente reservada às capas de Verão...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, assim sendo, da mesma forma que chovendo em Novembro temos Natal em Dezembro, e com o clima enlouquecido, preparem-se para os próximos dossiers da imprensa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Como emagrecer a tempo da praia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- As novas dietas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- As dietas sem dieta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- As praias secretas (apesar de toda a gente as conhecer já). De Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Tudo sobre o Euro-2012&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Os paraísos ainda por inventar no Algarve&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Os melhores restaurante de praia com preços abaixo dos preços da reportagem do ano passado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Onde os famosos poupam nas férias, pagos por uma marca qualquer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- A Costa Alentejana como nunca a viu, apesar de todos os anos a mostrarmos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Férias low-cost em tempo de crise (parte XXIII)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... E talvez ainda: Sexo no Verão - como fazê-lo enquanto faz dieta, vê Ronaldo a jogar sozinho, sofre austeridade e vive em crise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A crise é lixada - mas o jornalismo, felizmente, não perdoa. Haja imaginação, criatividade e, lá está, ousadia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-07T13:11:24</issued>
    <title>Para este fim-de-semana, é o que temos</title>
    <published>2012-04-06T23:50:58Z</published>
    <updated>2012-04-06T23:50:58Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Encontrei este video - e este tema, que não conhecia... - no &lt;a href="http://www.eutueomundo.blogspot.pt/"&gt;blog&lt;/a&gt; que está em destaque esta semana. São bons encontros, melhores cruzamentos e ideias que podem marcar os dias:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"Tás a ver a linha do horizonte?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; A levitar, a evitar que o céu se desmonte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Foi seguindo essa linha que notei que o mar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Na verdade é uma ponte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Atravessei e fui a outros litorais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; E no começo eu reparei nas diferenças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Mas com o tempo eu percebi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; E cada vez percebo mais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Como as vidas são iguais"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/cdXtw4g2R4M" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content>
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      <name>PRD</name>
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    <issued>2012-04-05T11:51:09</issued>
    <title>Na ardósia</title>
    <published>2012-04-05T01:55:11Z</published>
    <updated>2012-04-05T01:55:11Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Uma vez elogiei &lt;a href="http://numarua.blogspot.pt/"&gt;um blog&lt;/a&gt; onde uma “estranha pessoa esta” – era assim que assinava - andava pela rua com uma máquina fotográfica, uma ardósia e um pedaço de giz, a fazer perguntas a quem passava, e a fotografar depois as respostas escritas no quadro negro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por causa disso, a “estranha pessoa  esta”, na verdade Filipa, quis que eu também lhe respondesse a uma pergunta. Lá nos encontrámos no Chiado e a pergunta foi “O que é a vida?”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vi hoje a fotografia com a resposta. E gostei do que vi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/prduarte/fotos/?uid=rFndm30SiZTzHYA7gvoG"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bec081feb/11171048_rkQAa.jpeg" alt="" width="375" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-04T10:11:51</issued>
    <title>Pode parecer declaração de parte interessada, mas não é. E dá-me igual que pensem que é.</title>
    <published>2012-04-04T02:43:04Z</published>
    <updated>2012-04-04T02:43:04Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Entendo o futebol como entendo a música ou o cinema, a literatura ou a culinária: todos temos os nossos gostos, as nossas preferências, e isso não faz de nós piores pessoas. Pelo contrário: faz de nós pessoas - logo, melhores pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem comenta, critica, analisa, estas artes e actividades, não deixa de ter preferências pelo facto de comentar. Lembro-me sempre do meu pai, que muitas vezes me dizia que só valia a pena dizer mal do restaurante que nos desilude por ter obrigação de ser bom, não daquele que sempre foi mau. Ou seja, merece bola preta aquele de quem esperamos cinco estrelas e não nos convenceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste quadro, não consigo perceber a polémica que envolveu o meu amigo, “sócio” e compadre João Gobern – e o consequente afastamento do programa Zona Mista, na RTP-I. O facto de ser benfiquista nunca fez dele um comentador menos rigoroso (até já ouvi acusações de que era excessivamente exigente para com o Benfica...), e não conheço um só amante de futebol que não vibre com as vitórias do seu clube. É o mínimo. É o âmago da coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entender o futebol como ciência e tratá-lo como assunto político – em que cada clube é um partido – é absurdo, estapafúrdio, e paradoxal com o próprio futebol, na essência uma actividade lúdica e que naturalmente legitima paixões. Não perceber isto é levar a vida demasiado a sério – “não bom”, como gosto de dizer...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como se não bastasse, o caso serviu para alimentar a gritaria sobre o serviço público de televisão. Já percebi que agora é mesmo assim: qualquer coisinha que ocorre nos canais estatais de comunicação e aqui-del-rei que é o serviço publico e o povo a pagar e o catatau. Fica escrito: os mesmo que agora reclamam ainda vão ter muitas saudades do tempo em que havia dois canais de serviço publico de televisão. Como vão ter saudades da inteligência, do saber e do falar português (tão cada vez mais raro...) que o João levou à Zona Mista.&lt;/p&gt;</content>
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